Namorar depois dos cinqüenta

Autoria Desconhecida

Em nossa idade, depois de mais de meio século, o amor já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas...

Já errou, já acertou, já deslizou, já se arrependeu e, inevitavelmente, o tempo se foi.

Viveu-se o amor, perdeu-se o amor, alguns pelas mãos de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver a dois.

Hoje o nosso olhar em direção ao amor continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento do amor.

O amor maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar.

O caminhar a dois é mais sereno, a cumplicidade existe, o carinho é mais expontaneo, não nos inibimos diante do querer.

A sintonia e as lembranças são depositadas no álbum das saudades que guardamos, de um tempo que não volta mais.

Namorar na nossa idade é carregar a ternura no olhar. O brilho é mais intenso, a vontade de acertar é mais forte.

A construção do caminhar a dois é a soma do querer, é o encontro de duas almas aplaudidas por dois corações que dividem a emoção de amar.

As pequeninas atitudes, os gestos e os detalhes são os alimentos que sustentam este amor.

Viver a dois é a alegria da companhia, do chamego dengoso, dos beijos ainda calientes, dos insinuantes olhares quando o desejo se manifesta e a promessa no olhar de que em todo o amanhecer, será o mais haverá um belo bom dia entre dois seres que encontraram o amor!

Amar nunca é demais! Feliz daquele que tem um enorme coração, capaz de amar, amar, amar e, acima de tudo, saber ser amado...

Faça o dia, a tarde, a noite do seu bem ser memorável!

Colaboração: Wilma Santiago