{"id":1052,"date":"2024-09-02T20:58:21","date_gmt":"2024-09-02T23:58:21","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1052"},"modified":"2024-09-02T20:58:25","modified_gmt":"2024-09-02T23:58:25","slug":"efemero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1052","title":{"rendered":"Ef\u00eamero"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Let\u00edcia Thompson<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1052-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006196.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006196.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006196.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Se pud\u00e9ssemos ter consci\u00eancia do quanto nossa vida \u00e9 ef\u00eamera, talvez pens\u00e1ssemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas flores s\u00e3o colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em bot\u00e3o. H\u00e1 sementes que nunca brotam e h\u00e1 aquelas flores que vivem a vida inteira at\u00e9 que, p\u00e9tala por p\u00e9tala, tranq\u00fcilas, vividas, se entregam ao vento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a gente n\u00e3o sabe adivinhar. A gente n\u00e3o sabe por quanto tempo estar\u00e1 enfeitando esse \u00c9den e tampouco aquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De n\u00f3s, dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, \u00e0s vezes anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos calamos quando dever\u00edamos falar; falamos demais quando dever\u00edamos ficar em sil\u00eancio. N\u00e3o damos o abra\u00e7o que tanto nossa alma pede porque algo em n\u00f3s impede essa aproxima\u00e7\u00e3o. N\u00e3o damos um beijo carinhoso &#8220;porque n\u00e3o estamos acostumados com isso&#8221; e n\u00e3o dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automaticamente o que sentimos.<\/p>\n\n\n\n<p>E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em n\u00f3s. Reclamamos do que n\u00e3o temos, ou achamos que n\u00e3o temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De n\u00f3s mesmos. Nos consumimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experiment\u00e1ssemos comparar com aqueles que possuem menos? Isso faria uma grande diferen\u00e7a!<\/p>\n\n\n\n<p>E o tempo passa&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos pela vida, n\u00e3o vivemos. Sobrevivemos, porque n\u00e3o sabemos fazer outra coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra tr\u00e1s. E ent\u00e3o nos perguntamos: e agora?!<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, hoje, ainda \u00e9 tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abra\u00e7o amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca se \u00e9 velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o olhe para tr\u00e1s. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhe para frente!<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda \u00e9 tempo de apreciar as flores que est\u00e3o inteiras ao nosso redor. Ainda \u00e9 tempo de voltar-se para Deus e agradecer pela vida, que mesmo ef\u00eamera, ainda est\u00e1 em n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Let\u00edcia Thompson Se pud\u00e9ssemos ter consci\u00eancia do quanto nossa vida \u00e9 ef\u00eamera, talvez pens\u00e1ssemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes. Muitas flores s\u00e3o colhidas cedo demais. 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