{"id":1170,"date":"2024-09-03T19:22:30","date_gmt":"2024-09-03T22:22:30","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1170"},"modified":"2024-09-03T19:22:34","modified_gmt":"2024-09-03T22:22:34","slug":"flores-para-o-dia-das-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1170","title":{"rendered":"Flores para o Dia das M\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando meu marido anunciou calmamente que, ap\u00f3s onze anos de casamento, havia dado entrada em nosso div\u00f3rcio e estava saindo de casa, meu primeiro pensamento foi para os meus filhos. O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro. Ser\u00e1 que eu conseguiria nos manter unidos e passar para eles um sentido de &#8220;fam\u00edlia&#8221;? Ser\u00e1 que eu, criando-os sozinha, conseguiria manter o nosso lar e ensinar-lhes a \u00e9tica e os valores dos quais certamente precisariam para a vida? A \u00fanica coisa que eu sabia era que precisava tentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Freq\u00fcent\u00e1vamos a igreja todos os domingos. Durante a semana, eu arranjava tempo para rever os deveres de casa com eles e, freq\u00fcentemente, discut\u00edamos a import\u00e2ncia de fazermos as coisas certas. Isso me tomava tempo e energia quando eu tinha pouco de ambos para dar. Mas o pior era n\u00e3o saber se realmente estavam absorvendo tudo aquilo tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao entrarmos na igreja no Dia das M\u00e3es, dois anos ap\u00f3s o div\u00f3rcio, notei carrocinhas cheias de vasos com os as mais lindas flores ladeando o altar. Durante o serm\u00e3o, o pastor disse que, a seu ver, ser m\u00e3e era uma das tarefas mais dif\u00edceis da vida e que merecia n\u00e3o s\u00f3 reconhecimento como, tamb\u00e9m, recompensa. Assim, pediu que cada crian\u00e7a fosse at\u00e9 a frente da igreja para escolher uma linda flor e entrega-la \u00e0 m\u00e3e como s\u00edmbolo do quanto era amada e estimada.<\/p>\n\n\n\n<p>De m\u00e3os dadas, meu filho e minha filha percorreram o corredor com as outras crian\u00e7as. Juntos, refletiram sobre qual planta trazer para mim. N\u00f3 hav\u00edamos passado momentos muito dif\u00edceis e esse pequeno gesto de valoriza\u00e7\u00e3o era tudo que eu precisava.. Olhei aquelas lindas beg\u00f4nias, as margaridas douradas e os amores-perfeitos violetas e pus-me a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para mim, pois certamente trariam uma linda flor como demonstra\u00e7\u00e3o do seu amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Meus filhos levaram a tarefa muito a s\u00e9rio e olharam cada vaso. Muito depois de as outras crian\u00e7as j\u00e1 terem retornado aos seus lugares e presenteado suas m\u00e3es com uma linda flor, meus dois ainda escolhiam. Finalmente, com um grito de alegria, acharam algo bem no fundo. Com sorrisos exuberantes a iluminar seus rostos, avan\u00e7aram satisfeitos pelo corredor at\u00e9 onde eu estava sentada e me presentearam com a planta que haviam escolhido como demonstra\u00e7\u00e3o de seu apre\u00e7o por mim pelo Dia das M\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei olhando estarrecida para aquele pequeno ser roto, murcho e doentio que meu filho estendia em minha dire\u00e7\u00e3o. Aflita aceitei o vaso de suas m\u00e3os. Era \u00f3bvio que os dois haviam escolhido a menor planta, a mais doente de todas &#8211; nem flor tinha. Olhando para rostinhos sorridentes, percebi o orgulho que sentiam daquela escolha e, sabendo o quanto haviam demorado para selecionar aquela planta em especial, sorri e aceitei a lembran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, no entanto, tive de perguntar &#8211; de todas aquelas flores maravilhosas, o que os havia feito escolher justamente aquela para me dar?<\/p>\n\n\n\n<p>Todo orgulhoso, meu filho declarou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 que aquela parecia precisar de voc\u00ea, mam\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto as l\u00e1grimas escorriam pelo meu rosto, abracei meus dois filhos, bem apertado. Eles acabavam de me dar o maior presente de Dia das M\u00e3es que jamais poderiam ter imaginado. Todo o meu trabalho e sacrif\u00edcio n\u00e3o havia sido em v\u00e3o \u00be eles iam crescer perfeitamente bem.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Patr\u00edcia A. Rinaldi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Hist\u00f3rias para Aquecer o Cora\u00e7\u00e3o das M\u00e3es<br>Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros<br>Editora Sextante<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando meu marido anunciou calmamente que, ap\u00f3s onze anos de casamento, havia dado entrada em nosso div\u00f3rcio e estava saindo de casa, meu primeiro pensamento foi para os meus filhos. O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro. Ser\u00e1 que eu conseguiria nos manter unidos e passar para eles um sentido de &#8220;fam\u00edlia&#8221;? 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