{"id":1186,"date":"2024-09-03T19:26:53","date_gmt":"2024-09-03T22:26:53","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1186"},"modified":"2024-09-03T19:26:57","modified_gmt":"2024-09-03T22:26:57","slug":"gestos-que-salvam-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1186","title":{"rendered":"Gestos que Salvam Vidas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1186-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006363.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006363.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006363.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Por Mark Merril, Tradu\u00e7\u00e3o Sergio Barros<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A chuva ca\u00eda fina e g\u00e9lida na tarde quieta. Longe, na estrada, um carro parou. Era pequeno e meio velho.<\/p>\n\n\n\n<p>Um rapaz saltou, levantou o cap\u00f4 e se p\u00f4s a mexer em tudo que viu.<\/p>\n\n\n\n<p>O fazendeiro, de onde estava, pensou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Coitado. Pelo jeito, n\u00e3o entende de mec\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Vestiu sua capa de chuva e caminhou at\u00e9 a estrada. O jovem estava muito nervoso, mexia no carro, voltava, tentava dar a partida, passava as m\u00e3os pelos cabelos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quer ajuda?<\/p>\n\n\n\n<p>O rapaz parecia prestes a chorar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 a bobina. &#8211; diagnosticou o fazendeiro, depois de uma boa olhada.<\/p>\n\n\n\n<p>Buscou seu cavalo, rebocou o carro at\u00e9 o seu celeiro e com seu pr\u00f3prio carro, foi \u00e0 cidade comprar uma bobina nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Estranhou que, ao chegar \u00e0 loja, o rapaz n\u00e3o quisesse entrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Deu-lhe o dinheiro necess\u00e1rio e disse que tinha vergonha, por estar molhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois com o carro funcionando, pronto para partir, a esposa do fazendeiro insiste para que fique para o jantar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era h\u00e1bito convidar estranhos para adentrar a casa. Contudo, aquele rapaz parecia aflito, meio perdido. Poderia, talvez ser seu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele quase n\u00e3o comeu. Continuava preocupado, ansioso. A chuva se fez mais forte. O casal preparou o quarto de h\u00f3spedes e pediu que ficasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, suas roupas estavam secas e passadas. Ele se mostrava menos inquieto. Alimentou-se bem e despediu-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pegou a estrada, aconteceu uma coisa estranha. Ele tomou a dire\u00e7\u00e3o oposta da que seguia na noite anterior. Isto \u00e9, voltou para a capital.<\/p>\n\n\n\n<p>O casal concluiu que ele se confundira na estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo passou. Os dias se transformaram em semanas, meses e anos. Ent\u00e3o, chegou uma carta endere\u00e7ada ao fazendeiro:<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Sr. Mcdonald,<br><br>N\u00e3o imagino que o senhor se lembre do jovem a quem ajudou, anos atr\u00e1s, quando o carro dele quebrou.<br><br>Imagine que, naquela noite, eu estava fugindo. Eu tinha no carro uma grande soma de dinheiro que roubara de meu patr\u00e3o.<br><br>Sabia que tinha cometido um erro terr\u00edvel, esquecendo os bons ensinamentos de meus pais.<br><br>Mas o senhor e sua mulher foram muito bons para mim. Naquela noite, em sua casa, comecei a ver como estava errado.<br><br>Antes de amanhecer, tomei uma decis\u00e3o. No dia seguinte, voltei ao meu emprego e confessei o que fizera.<br><br>Devolvi todo o dinheiro ao meu patr\u00e3o e lhe implorei perd\u00e3o. Ele podia ter me mandado para a pris\u00e3o. Mas, por ser um homem bom, me devolveu o emprego. Nunca mais me desviei do bom caminho.<br><br>Estou casado. Tenho uma esposa ador\u00e1vel e duas lindas crian\u00e7as. Trabalhei bastante.<br><br>N\u00e3o sou rico, mas estou numa boa situa\u00e7\u00e3o.<br><br>Poderia lhe recompensar generosamente pelo que o senhor fez por mim naquela noite, mas n\u00e3o acredito que o senhor queira isso.<br><br>Ent\u00e3o resolvi criar um fundo para ajudar outras pessoas que cometeram o mesmo erro que eu. Desta forma, acredito poder pagar pelo meu erro.<br><br>Que Deus o aben\u00e7oe, senhor, e a sua bondosa esposa, que me ajudou ainda mais do que o senhor sabia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>Enquanto o casal lia, os olhos se encheram de l\u00e1grimas. Quando acabaram, a esposa colocou a carta sobre a mesa e citou vers\u00edculos do cap\u00edtulo 25 do Evangelho de Mateus:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Era peregrino, e me recolheste. Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Estava nu, e me vestistes. Estava enfermo e me visitastes. Estava no c\u00e1rcere e me fostes ver. Em verdade, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a mim o fizestes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o de Renato J.G. Filho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mark Merril, Tradu\u00e7\u00e3o Sergio Barros A chuva ca\u00eda fina e g\u00e9lida na tarde quieta. Longe, na estrada, um carro parou. Era pequeno e meio velho. Um rapaz saltou, levantou o cap\u00f4 e se p\u00f4s a mexer em tudo que viu. O fazendeiro, de onde estava, pensou: \u2014 Coitado. Pelo jeito, n\u00e3o entende de mec\u00e2nica. 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