{"id":1228,"date":"2024-09-03T20:23:34","date_gmt":"2024-09-03T23:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1228"},"modified":"2024-09-03T20:23:38","modified_gmt":"2024-09-03T23:23:38","slug":"invisiveis-mas-nao-ausentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1228","title":{"rendered":"Invis\u00edveis, mas n\u00e3o ausentes"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1228-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006098.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006098.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006098.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando morreu, no s\u00e9culo XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milh\u00f5es de acompanhantes em seu cortejo f\u00fanebre, em plena Paris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educa\u00e7\u00e3o, o genial literato deixou textos in\u00e9ditos que, por sua vontade, somente foram publicados ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A morte n\u00e3o \u00e9 o fim de tudo. Ela n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o o fim de uma coisa e o come\u00e7o de outra. Na morte o homem acaba, e a alma come\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Que digam esses que atravessam a hora f\u00fanebre, a \u00faltima alegria, a primeira do luto. Digam se n\u00e3o \u00e9 verdade que ainda h\u00e1 ali algu\u00e9m, e que n\u00e3o acabou tudo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao t\u00famulo n\u00e3o \u00e9 o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, ir\u00e1 al\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O homem \u00e9 um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o p\u00e9 em todas as sali\u00eancias e sobe at\u00e9 ao respiradouro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A\u00ed, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, v\u00ea a luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Assim \u00e9 o homem. O prisioneiro n\u00e3o duvida que encontrar\u00e1 a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade \u00e0 sua sa\u00edda?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por que n\u00e3o possuir\u00e1 ele um corpo sutil, et\u00e9reo, de que o nosso corpo humano n\u00e3o pode ser sen\u00e3o um esbo\u00e7o grosseiro?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A alma tem sede do absoluto e o absoluto n\u00e3o \u00e9 deste mundo. \u00c9 por demais pesado para esta terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O mundo luminoso \u00e9 o mundo invis\u00edvel. O mundo do luminoso \u00e9 o que n\u00e3o vemos. Os nossos olhos carnais s\u00f3 v\u00eaem a noite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A morte \u00e9 uma mudan\u00e7a de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Na morte o homem fica sendo imortal. A vida \u00e9 o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A morte \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O ponto de reuni\u00e3o \u00e9 no infinito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aquele que dorme e desperta, desperta e v\u00ea que \u00e9 homem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aquele que \u00e9 vivo e morre, desperta e v\u00ea que \u00e9 Esp\u00edrito.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando morreu, no s\u00e9culo XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milh\u00f5es de acompanhantes em seu cortejo f\u00fanebre, em plena Paris. 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