{"id":1423,"date":"2024-09-06T20:51:57","date_gmt":"2024-09-06T23:51:57","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1423"},"modified":"2024-09-06T20:52:02","modified_gmt":"2024-09-06T23:52:02","slug":"o-circulo-da-alegria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1423","title":{"rendered":"O c\u00edrculo da alegria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1423-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006461.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006461.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006461.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Conta Bruno Ferrero que, certo dia, um campon\u00eas bateu com for\u00e7a na porta de um convento. Quando o irm\u00e3o porteiro abriu, ele lhe estendeu um magn\u00edfico cacho de uvas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Caro irm\u00e3o porteiro, estas s\u00e3o as mais belas produzidas pelo meu vinhedo. E venho aqui para d\u00e1-las de presente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Obrigado! Vou leva-las imediatamente ao Abade, que ficar\u00e1 alegre com esta oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o! Eu as trouxe para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Para mim? &#8211; o irm\u00e3o ficou vermelho, porque achava que n\u00e3o merecia t\u00e3o belo presente da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sim! &#8211; insistiu o campon\u00eas. &#8211; Porque sempre que bati na porta, voc\u00ea abriu. Quando precisei de ajuda porque a colheita foi destru\u00edda pela seca, voc\u00ea me dava um peda\u00e7o de p\u00e3o e um copo de vinho todos os dias. Eu quero que este cacho de uvas traga-lhe um pouco do amor do sol, da beleza da chuva, e do milagre de Deus, que o fez nascer t\u00e3o belo.<\/p>\n\n\n\n<p>O irm\u00e3o porteiro colocou o cacho diante de si, e passou a manh\u00e3 inteira a admira-lo: era realmente lindo. Por causa disso, resolveu entregar o presente ao Abade, que sempre o havia estimulado com palavras de sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Abade ficou muito contente com as uvas, mas lembro-se que havia no convento um irm\u00e3o que estava doente, e pensou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vou dar-lhe o cacho. Quem sabe, pode trazer alguma alegria \u00e0 sua vida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E assim fez. Mas as uvas n\u00e3o ficaram muito tempo no quarto do irm\u00e3o doente, porque este refletiu:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O irm\u00e3o cozinheiro tem cuidado de mim por tanto tempo, alimentando-me com o que h\u00e1 de melhor. Tenho certeza que se alegrar\u00e1 com isso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o irm\u00e3o cozinheiro apareceu na hora do almo\u00e7o, trazendo sua refei\u00e7\u00e3o, ele entregou-lhe as uvas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 S\u00e3o para voc\u00ea &#8211; disse o irm\u00e3o doente. &#8211; Como sempre est\u00e1 em contacto com os produtos que a natureza nos oferece, saber\u00e1 o que fazer com esta obra de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>O irm\u00e3o cozinheiro ficou deslumbrado com a beleza do cacho, e fez com que o seu ajudante reparasse a perfei\u00e7\u00e3o das uvas. T\u00e3o perfeitas, pensou ele, que ningu\u00e9m para aprecia-las melhor que o irm\u00e3o sacrist\u00e3o; como era ele o respons\u00e1vel pela guarda do Sant\u00edssimo Sacramento, e muitos no mosteiro o viam como um homem santo, seria capaz de valorizar melhor aquela maravilha da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>O sacrist\u00e3o, por sua vez, deu as uvas de presente ao novi\u00e7o mais jovem, de modo que este pudesse entender que a obra de Deus est\u00e1 nos menores detalhes da Cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o novi\u00e7o o recebeu, o seu cora\u00e7\u00e3o encheu-se da Gl\u00f3ria do Senhor, porque nunca tinha visto um cacho t\u00e3o lindo. Na mesma hora lembrou-se da primeira vez que chegara ao mosteiro, e da pessoa que lhe tinha aberto a porta; fora este gesto que lhe permitira estar hoje naquela comunidade de pessoas que sabiam valorizar os milagres.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, pouco antes do cair da noite, ele levou o cacho de uvas para o irm\u00e3o porteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Coma e aproveite &#8211; disse. &#8211; Porque voc\u00ea passa a maior parte do tempo aqui sozinho, e estas uvas lhe far\u00e3o muito feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>O irm\u00e3o porteiro entendeu que aquele presente tinha lhe sido realmente destinado, saboreou cada uma das uvas daquele cacho, e dormiu feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta maneira, o c\u00edrculo foi fechado; o c\u00edrculo de felicidade e alegria, que sempre se estende em torno das pessoas generosas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conta Bruno Ferrero que, certo dia, um campon\u00eas bateu com for\u00e7a na porta de um convento. 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