{"id":1499,"date":"2024-09-07T20:17:12","date_gmt":"2024-09-07T23:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1499"},"modified":"2024-09-07T20:17:15","modified_gmt":"2024-09-07T23:17:15","slug":"o-no-do-afeto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1499","title":{"rendered":"O N\u00f3 do Afeto"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1499-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2004212.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2004212.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2004212.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em uma reuni\u00e3o de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes tamb\u00e9m que se fizessem presentes o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>Ela entendia que, embora a maioria dos pais e m\u00e3es daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crian\u00e7as. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele n\u00e3o tinha tempo de falar com o filho, nem de v\u00ea-lo, durante a semana, porque, quando ele sa\u00eda para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do servi\u00e7o, j\u00e1 era muito tarde, e o garoto n\u00e3o estava mais acordado. Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m contou que isso o deixava angustiado por n\u00e3o ter tempo para o filho e que tentava se redimir, indo beij\u00e1-lo todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho soubesse da sua presen\u00e7a, ele dava um n\u00f3 na ponta do len\u00e7ol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beij\u00e1-lo. Quando o filho acordava e via o n\u00f3, sabia, atrav\u00e9s dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O n\u00f3 era o meio de comunica\u00e7\u00e3o entre eles. <\/p>\n\n\n\n<p>A diretora emocionou-se com aquela singela hist\u00f3ria e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros.Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante \u00e9 que o filho percebia, atrav\u00e9s do n\u00f3 afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que \u00e9 a comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do sentimento; simples gestos como um beijo e um n\u00f3 na ponta do len\u00e7ol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.\u00c9 v\u00e1lido que nos preocupemos com as pessoas, mas \u00e9 importante que elas saibam, que elas sintam isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que haja a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso que as pessoas &#8220;ou\u00e7am&#8221; a linguagem do nosso cora\u00e7\u00e3o, pois, em mat\u00e9ria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras. \u00c9 por essa raz\u00e3o que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabe\u00e7a, o arranh\u00e3o no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem n\u00e3o entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um n\u00f3&#8230; Um n\u00f3 cheio de afeto e carinho.<\/p>\n\n\n\n<p>E VOC\u00ca&#8230; J\u00c1 DEU ALGUM N\u00d3 AFETIVO HOJE? ESTE \u00c9 O MEU N\u00d3 PARA VOC\u00ca!!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma reuni\u00e3o de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes tamb\u00e9m que se fizessem presentes o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel&#8230; Ela entendia que, embora a maioria dos pais e m\u00e3es daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1499","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historias","post-preview"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"post-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Rubens","author_link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?author=1"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em uma reuni\u00e3o de pais, numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes tamb\u00e9m que se fizessem presentes o m\u00e1ximo de tempo poss\u00edvel&#8230; Ela entendia que, embora a maioria dos pais e m\u00e3es daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1499"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1500,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1499\/revisions\/1500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}