{"id":1853,"date":"2024-09-10T12:47:12","date_gmt":"2024-09-10T15:47:12","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1853"},"modified":"2024-09-10T12:47:16","modified_gmt":"2024-09-10T15:47:16","slug":"riqueza-e-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1853","title":{"rendered":"Riqueza e pobreza"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1853-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006510.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006510.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006510.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Aquela m\u00e3e era muito especial. Com dez filhos, ela conseguiu educar sua filha at\u00e9 \u00e0 segunda s\u00e9rie, sem que ela se desse conta da pobreza em que viviam.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, a menina tinha tudo que precisava: nove irm\u00e3os e irm\u00e3s para brincar, alguns livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas que ela habilmente remendava ou, \u00e0s vezes, fazia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 noite, ela lavava e tran\u00e7ava o cabelo da filha para que ela fosse \u00e0 escola no dia seguinte. Seus sapatos estavam sempre limpos e engraxados.<\/p>\n\n\n\n<p>A menina era feliz na escola. Adorava o cheiro de l\u00e1pis novos e do papel grosso que a professora distribu\u00eda para os trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o dia em que, subindo os degraus da escola, encontrou duas meninas mais velhas. Uma segredou para a outra: &#8220;Olha, essa \u00e9 a menina pobre.&#8221; E riram.<\/p>\n\n\n\n<p>Mary ficou transtornada. No caminho para casa, ficou imaginando por que as meninas a consideravam pobre. Ent\u00e3o, olhou para seu vestido e, pela primeira vez, notou como era desbotado. Um vinco na bainha denunciava que tinha sido aproveitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhou para os pesados sapatos de menino que estava usando e se sentiu envergonhada por serem t\u00e3o feios.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando chegou em casa, sentia pena de si pr\u00f3pria. Tamb\u00e9m pela primeira vez descobriu que o tapete da cozinha era velho, que havia manchas de dedos na pintura meio descascada das portas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo lhe pareceu feio e acanhado. Trancou-se em seu quarto at\u00e9 \u00e0 hora do jantar perguntando-se por que sua m\u00e3e nunca lhe contara que eles eram pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>Decidiu sair do quarto e enfrentar sua m\u00e3e. &#8220;N\u00f3s somos pobres?&#8221; Perguntou de repente. Ficou esperando que sua m\u00e3e negasse ou desse uma explica\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pobres?&#8221; Repetiu a mulher, pousando a faca com que descascava batatas. &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o somos pobres. Olhe para tudo que temos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Apontou para os filhos que brincavam na outra sala.<\/p>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s dos olhos de sua m\u00e3e, a menina p\u00f4de ver o fogo da lareira que enchia a casa com seu calor, as cortinas coloridas e os tapetes de retalhos que enfeitavam a casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Viu o prato cheio de biscoitos de aveia sobre a c\u00f4moda. Do lado de fora, o quintal que oferecia alegria e ventura para dez crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Talvez algumas pessoas pensem que somos pobres em mat\u00e9ria de dinheiro, mas temos tanto&#8230;&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E com um sorriso, a mulher se virou para preparar mais uma refei\u00e7\u00e3o para sua fam\u00edlia. Em sua grandeza, ela nem se dava conta que, a cada noite, ela alimentava muito mais do que est\u00f4magos vazios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela alimentava o cora\u00e7\u00e3o e a alma de cada um dos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Enviado por Wilma Santiago<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquela m\u00e3e era muito especial. Com dez filhos, ela conseguiu educar sua filha at\u00e9 \u00e0 segunda s\u00e9rie, sem que ela se desse conta da pobreza em que viviam. 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