{"id":1912,"date":"2024-09-11T21:50:35","date_gmt":"2024-09-12T00:50:35","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1912"},"modified":"2024-09-11T21:50:39","modified_gmt":"2024-09-12T00:50:39","slug":"sinais-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1912","title":{"rendered":"Sinais de Deus"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-1912-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006167.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006167.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006167.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Conta-se que um velho \u00e1rabe analfabeto orava toda noite com tanto fervor e com tanto carinho que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o e lhe perguntou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Por que oras com tanta f\u00e9? Como sabes que Deus existe, se nem ao menos sabes ler?<\/p>\n\n\n\n<p>O velho respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Grande senhor, conhe\u00e7o a exist\u00eancia de nosso Pai celeste pelos sinais Dele.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Como assim? Indagou o chefe, admirado.<\/p>\n\n\n\n<p>O servo humilde explicou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pela letra. Respondeu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 E quando senhor admira uma j\u00f3ia, como \u00e9 que se informa sobre a sua autoria?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pela marca do ourives, \u00e9 claro.<\/p>\n\n\n\n<p>O servo sorriu e acrescentou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quando ouves passos de animais, ao redor da tenda, como sabes, depois, se foi um carneiro, um cavalo, um boi?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pelos rastros, respondeu o chefe, surpreendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o velho crente convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o c\u00e9u, onde a lua brilhava, cercada por multid\u00f5es de estrelas, exclamou, respeitoso:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Senhor, aqueles sinais l\u00e1 em cima, n\u00e3o podem ser de homens !<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento o orgulhoso caravaneiro, rendeu-se \u00e0s evid\u00eancias e, ali mesmo na areia, sob a luz prateada do luar, come\u00e7ou a orar tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Deus, mesmo sendo invis\u00edvel aos nossos olhos, deixa-nos sinais das mais variadas formas:<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 que nasce calma e silenciosa&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>No calor do sol que aquece os seres e permite a vida&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Na chuva que molha a relva, corre nos leitos dos rios e refresca as areias quentes das praias solit\u00e1rias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais de Deus est\u00e3o nas pastagens verdes que alimentam o gado&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>E na vida teimosa do sert\u00e3o esturricado pelo calor escaldante dos ver\u00f5es&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos encontrar sinais de Deus nos campos floridos de todos os continentes&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>E no canto alegre do p\u00e1ssaro que desperta a madrugada&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais de Deus tamb\u00e9m s\u00e3o vis\u00edveis nas noites bordadas de estrelas e nas tempestades que limpam a atmosfera com seus raios purificadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que as obras feitas pelos homens s\u00e3o assinadas para que n\u00e3o se confunda o autor.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as obras de Deus n\u00e3o trazem sua assinatura pelo simples fato de que s\u00f3 ele \u00e9 capaz de faze-las, ningu\u00e9m mais. \u00c9 por essa raz\u00e3o que Deus n\u00e3o precisa colocar seu nome numa etiqueta, em cada campina que existe, porque s\u00f3 ele faz campinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo do princ\u00edpio de que n\u00e3o h\u00e1 obras sem autoria, tudo o que n\u00e3o \u00e9 obra do homem, s\u00f3 pode ser obra de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Como disse o grande poeta franc\u00eas Victor Hugo: &#8220;Deus \u00e9 o invis\u00edvel evidente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o: Renato Antunes Oliveira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conta-se que um velho \u00e1rabe analfabeto orava toda noite com tanto fervor e com tanto carinho que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o e lhe perguntou: \u2014 Por que oras com tanta f\u00e9? Como sabes que Deus existe, se nem ao menos sabes ler? O velho respondeu: \u2014 Grande senhor, conhe\u00e7o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1912","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historias","post-preview"],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"post-image":false},"uagb_author_info":{"display_name":"Rubens","author_link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?author=1"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Conta-se que um velho \u00e1rabe analfabeto orava toda noite com tanto fervor e com tanto carinho que, certa vez, o rico chefe de uma grande caravana chamou-o e lhe perguntou: \u2014 Por que oras com tanta f\u00e9? Como sabes que Deus existe, se nem ao menos sabes ler? O velho respondeu: \u2014 Grande senhor, conhe\u00e7o&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1912"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1912\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1913,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1912\/revisions\/1913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}