{"id":1944,"date":"2024-09-12T20:25:15","date_gmt":"2024-09-12T23:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=1944"},"modified":"2024-09-12T20:25:18","modified_gmt":"2024-09-12T23:25:18","slug":"uma-manifestacao-interessante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=1944","title":{"rendered":"Uma manifesta\u00e7\u00e3o interessante"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Do Livro: Fatos Esp\u00edritas &#8211; William Crookes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O extraordin\u00e1rio m\u00e9dium D. D. Home narra o seguinte caso, na sua obra Life and Mission:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando eu residia em Springfield, tive uma grave mol\u00e9stia que me reteve ao leito durante algum tempo. Um dia, na ocasi\u00e3o em que o m\u00e9dico se retirava, um Esp\u00edrito me deu esta comunica\u00e7\u00e3o: &#8220;Tomai o trem da tarde para Hartford, pois se trata de um neg\u00f3cio importante para o progresso da causa; n\u00e3o repliqueis, fazei simplesmente o que vos dizemos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dei conhecimento \u00e0 minha fam\u00edlia dessa extraordin\u00e1ria ordem e, apesar do meu estado de fraqueza, tomei o trem, ignorando completamente o que eu ia fazer e o objetivo de tal viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar a Hartford, veio ao meu encontro um estrangeiro, que me disse: &#8220;S\u00f3 tive ocasi\u00e3o de vos ver uma \u00fanica vez, mas creio que falo com o Sr. Home.&#8221; Respondi-lhe afirmativamente, acrescentando que eu chegava a Hartford sem nenhuma id\u00e9ia do que se queria da minha pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 engra\u00e7ado! &#8211; replicou o meu interlocutor -, eu vinha exatamente tomar o trem para vos ir procurar em Springfield.&#8221; Explicou-me ele, ent\u00e3o, que uma fam\u00edlia influente, bem conhecida, me pedia para eu fazer-lhe uma visita e prestar o meu concurso \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es que ela desejava fazer sobre o Espiritismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fim da viagem come\u00e7ava, pois, a desenhar-se, mas o mist\u00e9rio permanecia ainda velado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agrad\u00e1vel trajeto em carruagem conduziu-nos logo ao nosso destino. O dono da casa, o Sr. Ward Cheney, que veio receber-me \u00e0 porta, saudou-me, dizendo que n\u00e3o esperava que eu chegasse sen\u00e3o no dia seguinte pela manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo que entrei no vest\u00edbulo, a minha aten\u00e7\u00e3o foi atra\u00edda por um ru\u00eddo semelhante ao farfalhar de um pesado vestido de seda. Olhei ao redor de mim e fiquei surpreendido de n\u00e3o ver ningu\u00e9m; passamos, ent\u00e3o, a uma das salas e n\u00e3o me preocupei mais com esses incidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois, vi no vest\u00edbulo uma velha baixa, com pesado vestido de seda escura, a qual parecia muito preocupada. A\u00ed estava a explica\u00e7\u00e3o desses mist\u00e9rios; eu tinha ouvido, sem ver, essa pessoa que ia e vinha pela casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Repetindo-se o farfalhar do vestido, o Sr. Cheney, que o tinha ouvido ao mesmo tempo em que eu, perguntou-me de onde vinha esse ru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ora esta! &#8211; respondi -, \u00e9 do vestido de seda escura dessa velha que vejo no vest\u00edbulo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem seria essa pessoa? A apari\u00e7\u00e3o era, efetivamente, t\u00e3o perfeita que eu n\u00e3o duvidava que fosse uma criatura em carne e osso. Como o resto da fam\u00edlia chegasse naquele instante, as apresenta\u00e7\u00f5es impediram o Sr. Cheney de me responder e, naquele momento, eu n\u00e3o tive mais ocasi\u00e3o de obter informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo sido servido o jantar, fiquei admirado de n\u00e3o ver \u00e0 mesa a senhora do vestido de seda; esses fatos despertaram a minha curiosidade e essa senhora tornou-se logo para mim um objeto de preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando todos deixaram a sala de jantar, ouvi de novo o farfalhar do vestido de seda e, tamb\u00e9m, uma voz disse: &#8220;eu estou aborrecida porque colocaram um caix\u00e3o sobre o meu; n\u00e3o quero que ele fique ali&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo eu dado parte dessa comunica\u00e7\u00e3o ao dono da casa e \u00e0 sua mulher, eles se olharam com admira\u00e7\u00e3o e, em seguida, o Sr. Cheney, rompendo o sil\u00eancio, me disse que reconhecia perfeitamente esse vestido, a sua cor e mesmo seu g\u00eanero de seda espessa, mas que o fato do caix\u00e3o colocado sobre o dela era um absurdo. Essa resposta me tornou perplexo; eu n\u00e3o sabia mais o que dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma hora depois, ouvi de repente a mesma voz pronunciar exatamente id\u00eanticas palavras, por\u00e9m acrescentando o seguinte: &#8220;Al\u00e9m disso, Seth n\u00e3o tinha o direito de cortar essa \u00e1rvore&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo narrado ao dono da casa essa nova comunica\u00e7\u00e3o, ele ficou muito inquieto. &#8220;H\u00e1, em tudo isso, disse-me ele, alguma coisa bem extraordin\u00e1ria. Meu irm\u00e3o Seth cortou uma \u00e1rvore que embara\u00e7ava a vista, e dissemos-lhe que, se a pessoa que ora pretende falar-vos fosse viva, n\u00e3o consentiria no corte dessa \u00e1rvore. Quanto ao resto da comunica\u00e7\u00e3o, afirmo que n\u00e3o tem nada de racional.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma comunica\u00e7\u00e3o me foi dada \u00e0 noite pela terceira vez, e me expus de novo a um desmentido formal. Eu estava sob o golpe de uma impress\u00e3o muito penosa, quando me recolhi ao quarto, pois nunca tinha recebido comunica\u00e7\u00e3o mentirosa, e mesmo admitindo o bom senso do seu agravo, semelhante insist\u00eancia, da parte de um Esp\u00edrito desencarnado de n\u00e3o querer que um outro caix\u00e3o fosse colocado sobre o seu, me parecia absolutamente rid\u00edcula.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela manh\u00e3, manifestei ao dono da casa o meu profundo desapontamento, respondendo-me que tamb\u00e9m estava muito sentido, mas ia provar-me que esse Esp\u00edrito &#8211; se realmente era aquele que dizia ser &#8211; estava perfeitamente enganado. &#8220;Vamos at\u00e9 ao jazigo de minha fam\u00edlia &#8211; acrescentou -, e vereis que, embora tiv\u00e9ssemos querido, n\u00e3o fora poss\u00edvel colocar um outro caix\u00e3o em cima do dela.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Logo que chegamos ao cemit\u00e9rio, fomos procurar o coveiro, que guardava a chave do jazigo. Na ocasi\u00e3o em que ele ia abrir a porta, pareceu refletir e disse com um ar um tanto embara\u00e7ado, voltando-se para o Sr. Cheney: &#8220;Devo participar a V.S. que, como restava justamente um pequeno espa\u00e7o em cima do caix\u00e3o da Sra. X, coloquei ali o caix\u00e3ozinho do filho de L&#8230; Penso que isso n\u00e3o tem import\u00e2ncia, mas talvez fora melhor que eu vos tivesse prevenido disso. Ele est\u00e1 l\u00e1 desde ontem apenas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca me hei de esquecer do olhar que me lan\u00e7ou o Sr. Cheney, quando me disse, voltando-se para mim: &#8220;Meu Deus, \u00e9 pois uma verdade!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 noite, o Esp\u00edrito manifestou-se de novo e disse-nos: &#8220;N\u00e3o acrediteis que eu ligue a menor import\u00e2ncia ao caix\u00e3o colocado sobre o meu; pode ser colocada at\u00e9 uma pilha de caix\u00f5es, com isso n\u00e3o me incomodo. O meu \u00fanico fim era dar, de uma vez para sempre, prova da minha identidade, de vos levar \u00e0 convic\u00e7\u00e3o absoluta de que sou sempre um ser vivo e racional, a mesma E&#8230; que sempre fui.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Livro: Fatos Esp\u00edritas &#8211; William Crookes O extraordin\u00e1rio m\u00e9dium D. D. Home narra o seguinte caso, na sua obra Life and Mission: &#8220;Quando eu residia em Springfield, tive uma grave mol\u00e9stia que me reteve ao leito durante algum tempo. 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