{"id":2162,"date":"2024-09-14T21:42:39","date_gmt":"2024-09-15T00:42:39","guid":{"rendered":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=2162"},"modified":"2024-09-14T21:42:42","modified_gmt":"2024-09-15T00:42:42","slug":"a-licao-das-gaivotas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=2162","title":{"rendered":"A li\u00e7\u00e3o das Gaivotas"},"content":{"rendered":"\n<p>Um enorme transatl\u00e2ntico partiu de movimentado porto rumo a outro continente.<\/p>\n\n\n\n<p>Do conv\u00e9s, os passageiros acenavam len\u00e7os e agitavam m\u00e3os, em manifesta\u00e7\u00f5es de adeuses.<\/p>\n\n\n\n<p>No porto, muitas pessoas acenavam igualmente e lan\u00e7avam beijos ao ar, num misto de antecipada saudade e carinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco depois os que se encontravam no conv\u00e9s, ainda observando os que permaneciam em terra, puderam constatar uma nuvem de gaivotas prateadas acompanhando o imenso navio.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu v\u00f4o atraiu a aten\u00e7\u00e3o de quase todos, tanto pela algazarra que promoviam, quanto pelo capricho de suas voltas, ao redor da enorme m\u00e1quina concebida pelo homem.<\/p>\n\n\n\n<p>Passada uma meia hora de viagem, o tempo se tornou amea\u00e7ador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ondas de espuma se levantavam ao a\u00e7oitar dos ventos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esbo\u00e7ou-se no firmamento uma tremenda tempestade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com suas possantes m\u00e1quinas, o navio cortava as vagas agitadas e parecia faz\u00ea-lo com dificuldade, dada a presen\u00e7a dos elementos da natureza em convuls\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos poucos viajantes que at\u00e9 ent\u00e3o permanecia no tombadilho, contemplou as aves a voejar e as lastimou. Como podiam elas, com suas asas t\u00e3o d\u00e9beis lutar contra o tuf\u00e3o, desamparadas nos c\u00e9us?<\/p>\n\n\n\n<p>Elas nada tinham al\u00e9m do pr\u00f3prio corpo para o enfrentar. Suas asas resistiriam ao vento implac\u00e1vel, se o possante navio, com suas m\u00e1quinas que representam milhares de cavalos resistia com dificuldade ao tempo torrencial?<\/p>\n\n\n\n<p>De repente, aquele homem que estava t\u00e3o compadecido das avezinhas do mar, ficou perplexo. \u00c9 que as pequenas gaivotas, estendendo as asas que Deus lhes deu abandonaram o navio na tempestade e se ergueram acima da tormenta, passando a voar numa regi\u00e3o serena dos ares.<\/p>\n\n\n\n<p>E a m\u00e1quina, representando a ci\u00eancia humana, prosseguiu na sua luta penosa para resistir \u00e0 f\u00faria dos elementos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossas vidas ocorre de forma semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pretendemos lutar unicamente com nossos pr\u00f3prios meios, encontramos o fustigar dos ventos das dificuldades atrozes, que vergastam a alma e maceram o corpo. Contudo, se utilizarmos os recursos da ora\u00e7\u00e3o alcan\u00e7aremos as possibilidades das asas das gaivotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas asas poderosas da prece, o homem pode se elevar acima das tempestades do cotidiano e voar placidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Envolvidos pelas luzes da prece, alcan\u00e7aremos regi\u00f5es que o vendaval das paix\u00f5es inferiores n\u00e3o alcan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Fortificados pela ora\u00e7\u00e3o, enfrentaremos o mar agitado dos problemas, a f\u00faria das vicissitudes, e chegaremos ao porto seguro que todos almejamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o triunfo nos alcan\u00e7ar ou quando sofrermos aparentes quedas, busquemos Jesus e falemos sem palavras ao Seu cora\u00e7\u00e3o de Mestre e Amigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Condutor vigilante de nossas almas, Ele assumir\u00e1 o leme da fr\u00e1gil embarca\u00e7\u00e3o das nossas vidas, permitindo-nos singrar o mar agitado das nossas dores, com coragem e seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida ideal ser\u00e1 sempre orar antes de agir, a fim de evitar que procedamos de forma imprevidente, o que nos conduziria ao desespero e \u00e0 maior soma de dores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um enorme transatl\u00e2ntico partiu de movimentado porto rumo a outro continente. 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