{"id":333,"date":"2024-08-10T11:56:29","date_gmt":"2024-08-10T14:56:29","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=333"},"modified":"2024-08-10T11:56:35","modified_gmt":"2024-08-10T14:56:35","slug":"o-presente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=333","title":{"rendered":"O Presente"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-333-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006495.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006495.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006495.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e cal\u00e7ado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao propriet\u00e1rio que embrulhe para presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2014 \u00c9 para minha m\u00e3e?, diz com orgulho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o seu fregu\u00eas e, sentindo uma grande compaix\u00e3o, teve vontade de ajud\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete comum, algum artigo mais significativo. Entretanto, ficou indeciso: ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devia ou n\u00e3o fazer? O cora\u00e7\u00e3o dizia sim, a mente dizia n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O garoto, notando a indecis\u00e3o do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Colocou a m\u00e3o no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O homem ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor t\u00e3o insignificante. Continuava seu conflito mental. Em sua intimidade conclu\u00edra que, se o garoto pudesse, ele compraria algo bem melhor para sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lembrou de sua pr\u00f3pria m\u00e3e. Fora pobre e muitas vezes, em sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, tamb\u00e9m desejara presentear sua m\u00e3e. Quando conseguiu emprego, ela j\u00e1 havia partido para o mundo espiritual. O garoto, com aquele gesto, estava mexendo nas profundezas dos seus sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do outro lado do balc\u00e3o, o menino come\u00e7ou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem n\u00e3o embrulhava logo o sabonete?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele j\u00e1 escolhera, pedira para embrulhar e at\u00e9 tinha mostrado as moedas para o pagamento. Por que a demora? Qual o problema?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No campo da emo\u00e7\u00e3o, dois sentimentos se entreolhavam: a compaix\u00e3o do lado do homem, a desconfian\u00e7a por parte do garoto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Impaciente, ele perguntou:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2014 Mo\u00e7o, est\u00e1 faltando alguma coisa??<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2014 N\u00e3o, respondeu o propriet\u00e1rio da loja &#8212; \u00e9 que de repente me lembrei de minha m\u00e3e. Ela morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2014 Nem um sabonete?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da id\u00e9ia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel quetinha na loja, colocou uma fita e despachou o fregu\u00eas sem responder mais nada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A s\u00f3s, p\u00f4s-se a pensar. Como \u00e9 que nunca pensara em dar algo pequeno e simples para sua m\u00e3e? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, cara at\u00e9, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra e pensara em melhorar o presente adquirido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comovido, entendeu que naquele dia tinha recebido uma grande li\u00e7\u00e3o. Junto com o sabonete do menino, seguia algo muito mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: o gesto de amor!<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equipe de Reda\u00e7\u00e3o do Momento, a partir do cap. 20 do livro&nbsp;<em>Novas hist\u00f3rias que ningu\u00e9m contou, novos conselhos que ningu\u00e9m deu, de autoria de Melc\u00edades Jos\u00e9 de Brito, DPL editora.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um garoto pobre, com cerca de doze anos de idade, vestido e cal\u00e7ado de forma humilde, entra na loja, escolhe um sabonete comum e pede ao propriet\u00e1rio que embrulhe para presente. \u2014 \u00c9 para minha m\u00e3e?, diz com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. 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