{"id":503,"date":"2024-08-12T19:29:55","date_gmt":"2024-08-12T22:29:55","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=503"},"modified":"2024-08-12T19:29:59","modified_gmt":"2024-08-12T22:29:59","slug":"a-cor-da-saudade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=503","title":{"rendered":"A Cor da Saudade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-503-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006437.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006437.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006437.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Era uma vez uma menina que tinha um p\u00e1ssaro encantado. Ele era encantado por duas raz\u00f5es: n\u00e3o vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria, quando sentia saudades&#8230; E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas, e contou hist\u00f3rias de montanhas cobertas de neve.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou hist\u00f3rias de desertos incendiados pelo sol. Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas, sempre chegava a hora do p\u00e1ssaro partir&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A menina chorava e implorava:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Por favor, n\u00e3o v\u00e1. Terei saudades, vou chorar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eu tamb\u00e9m terei saudades&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 dizia o p\u00e1ssaro<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Mas vou lhe contar um segredo! Eu s\u00f3 sou encantado por causa da saudade. \u00c9 ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas&#8230; sen\u00e3o voc\u00ea deixar\u00e1 de me amar.<\/p>\n\n\n\n<p>E partiu&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A menina, sozinha, chorava. Uma certa noite ela teve uma id\u00e9ia: e se o p\u00e1ssaro n\u00e3o partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim fez. A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que ela encontrou. Quando o p\u00e1ssaro voltou, eles se abra\u00e7aram, ele contou hist\u00f3rias e adormeceu.<\/p>\n\n\n\n<p>A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o p\u00e1ssaro acordou deu um grito de dor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ah ! O que voc\u00ea fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficar\u00e3o feias e eu me esquecerei das hist\u00f3rias. Sem a saudade, o amor ir\u00e1 embora&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A menina n\u00e3o acreditou&#8230;achou que ele se acostumaria. Mas, n\u00e3o foi isso o que aconteceu. Ca\u00edram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste. N\u00e3o era mais aquele o p\u00e1ssaro que ela tanto amava&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que ela n\u00e3o mais ag\u00fcentou e abriu a porta da gaiola.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pode ir, p\u00e1ssaro &#8211; volte quando voc\u00ea quiser&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Obrigado &#8211; disse o p\u00e1ssaro &#8211; irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Voc\u00ea sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor? Pense. deixar livre \u00e9 uma forma singela de ver ter&#8230; Direcione o seu amor n\u00e3o para a pris\u00e3o e sim para a conquista, sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez uma menina que tinha um p\u00e1ssaro encantado. 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