{"id":600,"date":"2024-08-13T21:56:51","date_gmt":"2024-08-14T00:56:51","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=600"},"modified":"2024-08-13T21:56:54","modified_gmt":"2024-08-14T00:56:54","slug":"albatroz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=600","title":{"rendered":"Albatroz"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-600-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006154.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006154.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006154.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 1901, M\u00e1ximo Gorki escreveu este belo poema sentindo o tempo que vivia. A palavra albatroz (burieviestnik) em russo pode ser traduzida como mensageiro (vi\u00e9stnik) da tempestade (buria), por ser ele o \u00fanico animal que sai alegremente a voar e sente-se perfeitamente \u00e0 vontade em meio a qualquer tormenta. A mensagem \u00e9 clara: no meio do caos, n\u00e3o devemos temer as tempestades, mas voar com elas e contribuir para que elas transformem efetivamente o mundo!<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a superf\u00edcie cinzenta do mar,<br>O vento re\u00fane<br>Pesadas nuvens.<br>Semelhante a um raio negro,<br>Entre as nuvens e o mar,<br>Paira orgulhoso o albatroz,<br>Mensageiro da tempestade.<br>E ora s\u00e3o as asas tocando as ondas,<br>Ora \u00e9 uma flecha rasgando as nuvens,<br>Ele grita.<br>E as nuvens escutam a alegria<br>No ousado grito do p\u00e1ssaro.<br>Nesse grito &#8211; sede de tempestade!<br>Nesse grito &#8211; as nuvens escutam a f\u00faria,<br>A chama da paix\u00e3o,<br>A confian\u00e7a na Vit\u00f3ria.<br>As gaivotas gemem diante da tempestade,<br>Gemem e lan\u00e7am-se ao mar,<br>Para l\u00e1 no fundo esconderem<br>O pavor da tempestade.<br>E os mergulh\u00f5es tamb\u00e9m gemem.<br>A eles, mergulh\u00f5es,<br>\u00c9 inacess\u00edvel a del\u00edcia da luta pela vida:<br>O barulho do trov\u00e3o os amedronta&#8230;<br>O tolo ping\u00fcim, timidamente<br>Esconde seu corpo obeso entre as rochas&#8230;<br>Apenas o orgulhoso albatroz voa,<br>Ousado e livre sobre a espuma cinzenta do mar.<br>Tonitroa o trov\u00e3o.<br>As ondas gemem na espuma da f\u00faria.<br>E discutem com o vento.<br>Eis que o vento<br>Abra\u00e7a uma por\u00e7\u00e3o de ondas<br>Com for\u00e7a e lan\u00e7a-as<br>Com maldade selvagem nas rochas,<br>Espalhando-as como a poeira,<br>Respingando uma noite de esmeraldas.<br>O albatroz paira a gritar<br>Como um raio negro,<br>Rompendo as nuvens como uma flecha,<br>Levantando espuma com suas asas.<br>Ei-lo voando r\u00e1pido como um dem\u00f4nio;<br>Orgulhoso e negro dem\u00f4nio da tempestade;<br>Ri das nuvens, solu\u00e7a de alegria!<br>Ele &#8211; sens\u00edvel dem\u00f4nio &#8211;<br>H\u00e1 muito vem escutando<br>Cansa\u00e7o na f\u00faria do trov\u00e3o.<br>Tem certeza de que as nuvens n\u00e3o escondem,<br>N\u00e3o, n\u00e3o escondem&#8230;<br>Uiva o vento&#8230; Ribomba o trov\u00e3o&#8230;<br>Sobre o abismo do mar,<br>Um monte de nuvens pesadas<br>Brilham como centelhas.<br>O mar pega as flechas de rel\u00e2mpagos<br>E as apaga em sua voragem.<br>Parecem cobras de fogo.<br>Os reflexos desses raios,<br>Rastejando sobre o mar e desaparecendo.<br>Tempestade!<br>Breve rebentar\u00e1 a tempestade!<br>Esse corajoso albatroz<br>Paira altivo entre os raios<br>E sobre o mar furiosamente urrando<br>Ent\u00e3o grita o profeta da Vit\u00f3ria:<br>QUE MAIS FORTE ARREBENTE A TEMPESTADE!&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1901, M\u00e1ximo Gorki escreveu este belo poema sentindo o tempo que vivia. 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