{"id":796,"date":"2024-08-20T22:16:25","date_gmt":"2024-08-21T01:16:25","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=796"},"modified":"2024-08-20T22:16:29","modified_gmt":"2024-08-21T01:16:29","slug":"aula-de-mestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=796","title":{"rendered":"Aula de Mestre"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-796-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006242.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006242.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006242.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Weber Figueiredo, deu uma \u00faltima aula para seus ex-alunos. Diante de uma plat\u00e9ia de formandos, acompanhados de seus pais, o professor paraninfo da turma discursou sobre o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o que disse Weber Figueiredo:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ilustr\u00edssimos Colegas da Mesa, Senhor Presidente, meus queridos alunos, Senhoras e Senhores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mim \u00e9 um privil\u00e9gio ter sido escolhido paraninfo desta turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 como se f\u00f4ra a \u00faltima aula do curso. O \u00faltimo encontro, que j\u00e1 deixa saudades.<\/p>\n\n\n\n<p>Um momento festivo, mas tamb\u00e9m de reflex\u00e3o. Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de direito, talvez eu falasse a import\u00e2ncia do advogado que defende a justi\u00e7a e n\u00e3o apenas o r\u00e9u. Se eu fosse escolhido paraninfo de uma turma de medicina, talvez eu falasse da import\u00e2ncia do m\u00e9dico que coloca o amor ao pr\u00f3ximo acima dos seus lucros profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como sou paraninfo de uma turma de engenheiros, vou falar da import\u00e2ncia do engenheiro para o desenvolvimento do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar, vamos falar de bananas e do doce de banana, que eu vou chamar de bananada especial, inventada (ou projetada) pela nossa vovozinha l\u00e1 em casa, depois que v\u00e1rias receitas prontas n\u00e3o deram certo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isso mesmo. Para entendermos a import\u00e2ncia do engenheiro vamos falar de bananas, bananadas e vov\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>A banana \u00e9 um recurso natural, que n\u00e3o sofreu nenhuma transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A bananada \u00e9 = a banana + outros ingredientes + a energia t\u00e9rmica fornecida pelo fog\u00e3o + o trabalho da vov\u00f3 e + o conhecimento, ou tecnologia da vov\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>A bananada \u00e9 um produto pronto, que eu vou chamar de riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>E a vov\u00f3?<\/p>\n\n\n\n<p>Bem a vov\u00f3 \u00e9 a dona do conhecimento, uma esp\u00e9cie de engenheira da culin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, vamos supor que a banana e a bananada sejam vendidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um quilo de banana custa um real.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 um quilo da bananada custa cinco reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que essa diferen\u00e7a de pre\u00e7os?<\/p>\n\n\n\n<p>Porque quando n\u00f3s colhemos um cacho de bananas na bananeira, criamos apenas um emprego: o de colhedor de bananas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, quando a vov\u00f3, ou a ind\u00fastria, faz a bananada, ela cria empregos na ind\u00fastria do a\u00e7\u00facar, da cana-de-a\u00e7\u00facar, do g\u00e1s cozinha, na ind\u00fastria de fog\u00f5es, de panelas, de colheres e at\u00e9 na de embalagens, porque tudo isto \u00e9 necess\u00e1rio para se fabricar a bananada.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo, 1kg de bananada \u00e9 mais caro do que 1kg de banana porque a bananada \u00e9 igual banana mais tecnologia agregada, e a sua fabrica\u00e7\u00e3o criou mais empregos do que simplesmente colher o cacho de bananas da bananeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vamos falar de outro exemplo que acontece no dia-a-dia no com\u00e9rcio mundial de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em m\u00e9dia: 1kg de soja custa US$ 0,10 (dez centavos de d\u00f3lar), 1kg de autom\u00f3vel custa US$ 10, isto \u00e9, 100 vezes mais, 1kg de aparelho eletr\u00f4nico custa US$ 100, 1kg de avi\u00e3o custa US$1.000 (10mil quilos de soja) e 1kg de sat\u00e9lite custa US$ 50.000.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam, quanto mais tecnologia agregada tem um produto, maior \u00e9 o seu pre\u00e7o, mais empregos foram gerados na sua fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses ricos sabem disso muito bem. Eles investem na pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: eles nos vendem uma placa de computador que pesa 100g por US$ 250.<\/p>\n\n\n\n<p>Para pagarmos esta plaquinha eletr\u00f4nica, o Brasil precisa exportar 20 toneladas de min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o de placas de computador criou milhares de bons empregos l\u00e1 no estrangeiro, enquanto que a extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio de ferro, cria pouqu\u00edssimos e p\u00e9ssimos empregos aqui no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Jap\u00e3o \u00e9 pobre em recursos naturais, mas \u00e9 um pa\u00eds rico.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 rico em energia e recursos naturais, mas \u00e9 um pa\u00eds pobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses ricos, s\u00e3o ricos materialmente porque eles produzem riqueza s.<\/p>\n\n\n\n<p>Riqueza vem de rico. Pobreza vem de pobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00eds pobre \u00e9 aquele que n\u00e3o consegue produzir riquezas para o seu povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se conseguisse, n\u00e3o seria pobre, seria pa\u00eds rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria de deixar bem claro tr\u00eas coisas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>quando me refiro \u00e0 palavra riqueza, n\u00e3o estou me referindo a j\u00f3ias nem a sup\u00e9rfluos. Estou me referindo \u00e0queles bens necess\u00e1rios para que o ser humano viva com um m\u00ednimo de dignidade e conforto;<\/li>\n\n\n\n<li>n\u00e3o estou defendendo o consumismo materialista como uma forma de vida, muito pelo contr\u00e1rio;<\/li>\n\n\n\n<li>e acho abomin\u00e1vel aqueles que colocam os valores das riquezas materiais acima dos valores da riqueza interior do ser humano.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Existem na\u00e7\u00f5es que s\u00e3o ricas, mas que agem de forma extremamente pobre e desumana em rela\u00e7\u00e3o a outros povos.<\/p>\n\n\n\n<p>Creio que agora posso falar do ponto principal. Para que o nosso Brasil torne-se um Pa\u00eds rico, com o seu povo vivendo com dignidade, temos que produzir mais riquezas. Para tal, precisamos de conhecimento, ou tecnologia j\u00e1 que temos abund\u00e2ncia de recursos naturais e energia. E quem desenvolve tecnologias s\u00e3o os cientistas e os engenheiros, como estes jovens que est\u00e3o se formando hoje. Infelizmente, o Brasil \u00e9 muito dependente da tecnologia externa. Quando fabricamos bens com alta tecnologia, fazemos apenas a parte final da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: o Brasil produz 5 milh\u00f5es de televisores por ano e nenhum brasileiro projeta televisor. O miolo da TV, do telefone celular e de todos os aparelhos eletr\u00f4nicos, \u00e9 todo importado.<\/p>\n\n\n\n<p>Somos meros montadores de kits eletr\u00f4nicos. Casos semelhantes tamb\u00e9m acontecem na ind\u00fastria mec\u00e2nica, de rem\u00e9dios e, incr\u00edvel, at\u00e9 na de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil entra com a m\u00e3o-de- obra barata e os recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os projetos, a tecnologia, o chamado pulo do gato, ficam no estrangeiro, com os verdadeiros donos do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta ao Brasil lidar com as chamadas caixas pretas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante compreendermos que os donos dos projetos tecnol\u00f3gicos s\u00e3o os donos das decis\u00f5es econ\u00f4micas, s\u00e3o os donos do dinheiro, s\u00e3o os donos das riquezas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como as \u00e1guas dos rios correm para o mar, as riquezas do mundo correm em dire\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses detentores das tecnologias avan\u00e7adas.<\/p>\n\n\n\n<p>A depend\u00eancia cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica acarretou para n\u00f3s brasileiros a depend\u00eancia econ\u00f4mica, pol\u00edtica e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos admitir a continua\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o esdr\u00faxula, onde 70% do PIB brasileiro \u00e9 controlado por n\u00e3o residentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m pode progredir entregando o seu tal\u00e3o de cheques e a chave de sua casa para o vizinho fazer o que bem entender.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tenho a convic\u00e7\u00e3o que desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico aqui no Brasil garantir\u00e1 aos brasileiros a soberania das decis\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais. Garantir\u00e1 trocas mais justas no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Garantir\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de mais e melhores empregos.<\/p>\n\n\n\n<p>E, se toda a produ\u00e7\u00e3o de riquezas for bem distribu\u00edda, teremos a erradica\u00e7\u00e3o dos graves problemas sociais.O curso de engenharia da UERJ, com todas as suas poss\u00edveis defici\u00eancias, visa a formar engenheiros capazes de desenvolver tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o chamado engenheiro de concep\u00e7\u00e3o, ou engenheiro de projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, o mercado nacionalizado nem sempre aproveita todo este potencial cient\u00edfico dos nossos engenheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, professores, n\u00e3o podemos nos curvar \u00e0s deforma\u00e7\u00f5es do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que continuar formando engenheiros com conhecimentos iguais aos melhores do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu posso garantir a todos os presentes, principalmente aos pais, que qualquer um destes formandos \u00e9 t\u00e3o ou mais inteligente do que qualquer engenheiro americano, japon\u00eas ou alem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os meus trinta anos de magist\u00e9rio, lecionando desde o antigo gin\u00e1sio at\u00e9 a universidade, me d\u00e1 autoridade para afirmar que o brasileiro n\u00e3o \u00e9 inferior a ningu\u00e9m, pelo contr\u00e1rio, dizem at\u00e9 que somos muito mais criativos do que os habitantes do chamado primeiro mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que me revolta, como professor cidad\u00e3o, \u00e9 ver que as decis\u00f5es pol\u00edticas tomadas por pessoas despreparadas ou corruptas s\u00e3o respons\u00e1veis pela queima e destrui\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancias brasileiras que poderiam, com o conhecimento apropriado, transformar o nosso Brasil num pa\u00eds florescente, pr\u00f3spero e socialmente justo.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredito que o mundo ideal seja aquele totalmente globalizado, mas uma globaliza\u00e7\u00e3o que inclua a democratiza\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es e a distribui\u00e7\u00e3o justa do trabalho e das riquezas.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, isto ainda est\u00e1 longe de acontecer, at\u00e9 por limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas da pr\u00f3pria natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quem pensa que a solu\u00e7\u00e3o para os nossos problemas vir\u00e1 l\u00e1 de fora, est\u00e1 muito enganado.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia que um presidente da Rep\u00fablica, ao inv\u00e9s de ficar passeando como um d\u00e2ndi pelos pal\u00e1cios do primeiro mundo, resolver liderar um aut\u00eantico projeto de desenvolvimento nacional, certamente o Brasil vai precisar, em todas as \u00e1reas, de pessoas bem preparadas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 assim seremos capazes de caminhar com autonomia e tomar decis\u00f5es que beneficiem verdadeiramente a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um Brasil realmente moderno, mais justo, inserido de forma soberana na economia mundial e n\u00e3o como um reles fornecedor de recursos naturais e m\u00e3o-de-obra aviltada.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isto ocorrer, e eu espero que seja em breve, o nosso Pa\u00eds poder\u00e1 aproveitar de forma muito mais eficaz a intelig\u00eancia e o preparo Intelectual dos brasileiros e, em particular, de todos voc\u00eas, meus queridos alunos, porque voc\u00eas j\u00e1 foram testados e aprovados.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, gostaria de parabenizar a todos os pais pela contribui\u00e7\u00e3o positiva que deram \u00e0 nossa sociedade possibilitando a forma\u00e7\u00e3o dos seus filhos no curso de engenharia da UERJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A alegria dos senhores, tamb\u00e9m \u00e9 a nossa alegria.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito Obrigado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Weber Figueiredo Professor da UERJ<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Weber Figueiredo, deu uma \u00faltima aula para seus ex-alunos. 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