{"id":860,"date":"2024-08-21T22:17:47","date_gmt":"2024-08-22T01:17:47","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=860"},"modified":"2024-08-21T22:17:51","modified_gmt":"2024-08-22T01:17:51","slug":"carta-aos-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=860","title":{"rendered":"Carta aos Pais"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-860-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006394.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006394.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006394.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Existia um casal no interior da Inglaterra que morava em uma pequena cidadezinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse casal tinha um \u00fanico filho chamado John; John n\u00e3o se dava muito bem com seus pais, principalmente com o pai, ele era um rapaz muito rebelde.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que podia reclamava para sua m\u00e3e:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse homem n\u00e3o me permite fazer nada, at\u00e9 pare\u00e7o seu escravo, ele s\u00f3 me faz trabalhar n\u00e3o posso nem se quer ir a cidade para ver meus amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia quando John estava mais velho, brigou tanto, mas tanto com seu Pai, que resolveu sair de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e insistiu :<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Meu filho n\u00e3o v\u00e1, voc\u00eas v\u00e3o esquecer essa briga, \u00e9 passageira.<\/p>\n\n\n\n<p>John virou-se para a m\u00e3e e disse:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Voc\u00eas n\u00e3o me amam, vou embora daqui.<\/p>\n\n\n\n<p>John foi para a cidade grande e devido ao trabalho com seu pai, John pode arrumar um emprego porque sabia uma profiss\u00e3o e pode assim se sustentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos anos se passaram e John se casou com uma linda mo\u00e7a, anos depois teve seu primeiro filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Num determinado dia, sua esposa lhe disse que queria que os pais dele conhecesse seu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>John pensou um pouco e disse:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o, meus pais n\u00e3o, eles n\u00e3o me amam, eles n\u00e3o v\u00e3o querer conhecer meu filho. E alem do mais, muitos anos se passaram e eles j\u00e1 devem ter morrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois anos depois John teve um outro filho e quando as crian\u00e7as estavam brincando o mais velho lhe fez uma pergunta que cortou seu cora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Papai, n\u00f3s s\u00f3 conhecemos o vov\u00f4 e a vov\u00f3, os pais da mam\u00e3e. Voc\u00ea n\u00e3o tem papai nem mam\u00e3e como n\u00f3s?<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele instante John resolveu rever seu pais, tentar uma reaproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E resolveu escrever uma carta aos pais que dizia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Oi. Aqui \u00e9 o John, eu me casei e tive dois filhos. Eles querem conhecer voc\u00eas; N\u00e3o sei se depois desses longos anos voc\u00eas me perdoaram. N\u00e3o sei se v\u00e3o querer me ver, mas irei visitar voc\u00eas com minha fam\u00edlia. Se me perdoaram, coloque um pano branco onde eu possa ver, porque estarei indo de trem que passa bem em frente a casa de voc\u00eas e assim eu saberei se posso voltar ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>John fez todos os preparativos, arrumou as malas e as crian\u00e7as, pegou o trem mas estava muito nervoso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ser\u00e1 que eles receberam a carta?, ser\u00e1 que me perdoaram?, ser\u00e1 que est\u00e3o vivos ?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parava de andar pra l\u00e1 e pra c\u00e1 no trem. Quando chegaram numa esta\u00e7\u00e3o anterior a de seu destino, John n\u00e3o conseguia mais se conter, ele suava frio.<\/p>\n\n\n\n<p>O trem saiu e John grudado na janela como a uma crian\u00e7a n\u00e3o via a hora de chegar a sua antiga casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O trem entrou em uma curva e John sabia que depois daquela curva ele conseguiria ver a casa de seus pais<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ap\u00f3s esta curva conseguiremos ver a casa do vov\u00f4 e da vov\u00f3, disse John.<\/p>\n\n\n\n<p>O trem terminou a curva e John e sua fam\u00edlia pode ver a casa. Ela estava cheia de len\u00e7\u00f3is brancos, nas cercas, nas janelas e o mais comovente, um casal de velhinhos acenando com len\u00e7os brancos para o trem em sinal do perd\u00e3o a seu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje existe um Pai em algum lugar perdoando seu filho por seus erros&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Que tal ser este pai hoje, agora&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Fale, telefone, mande uma carta ou um e-mail para seu filho e perdoe&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Acene com um len\u00e7o branco&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele com certeza ir\u00e1 estar esperando&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou ent\u00e3o apenas Sorria !!!<\/p>\n\n\n\n<p>Ele entender\u00e1&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Colabora\u00e7\u00e3o de Renato J.G. Filho<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existia um casal no interior da Inglaterra que morava em uma pequena cidadezinha. Esse casal tinha um \u00fanico filho chamado John; John n\u00e3o se dava muito bem com seus pais, principalmente com o pai, ele era um rapaz muito rebelde. 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