{"id":96,"date":"2024-08-09T11:14:56","date_gmt":"2024-08-09T14:14:56","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=96"},"modified":"2024-08-09T11:56:22","modified_gmt":"2024-08-09T14:56:22","slug":"a-origem-do-dia-das-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=96","title":{"rendered":"A origem do Dia das M\u00e3es"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-96-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006219.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006219.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006219.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A mais antiga comemora\u00e7\u00e3o dos dias das m\u00e3es \u00e9 mitol\u00f3gica. Na Gr\u00e9cia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a M\u00e3e dos Deuses.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo registro est\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, quando a Inglaterra come\u00e7ou a dedicar o quarto domingo da Quaresma \u00e0s m\u00e3es das oper\u00e1rias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as m\u00e3es. Era chamado de &#8220;Mothering Day&#8221;, fato que deu origem ao &#8220;mothering cake&#8221;, um bolo para as m\u00e3es que tornaria o dia ainda mais festivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos Estados Unidos, as primeiras sugest\u00f5es em prol da cria\u00e7\u00e3o de uma data para a celebra\u00e7\u00e3o das m\u00e3es foi dada em 1872 pela escritora J\u00falia Ward Howe, autora de &#8220;O Hino de Batalha da Rep\u00fablica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virg\u00ednia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das M\u00e3es. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua m\u00e3e e entrou em grande depress\u00e3o. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a id\u00e9ia de perpetuar a mem\u00f3ria de sua m\u00e3e com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as m\u00e3es, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crian\u00e7as se lembrassem e homenageassem suas m\u00e3es. A id\u00e9ia era fortalecer os la\u00e7os familiares e o respeito pelos pais.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante tr\u00eas anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das M\u00e3es. A primeira celebra\u00e7\u00e3o oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virg\u00ednia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das M\u00e3es ao calend\u00e1rio de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram \u00e0 comemora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, em 1914, o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebra\u00e7\u00e3o em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das M\u00e3es deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugest\u00e3o foi da pr\u00f3pria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 pa\u00edses adotaram a data.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o criei o dia das m\u00e3es para ter lucro&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das M\u00e3es se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. &#8220;N\u00e3o criei o dia as m\u00e3es para ter lucro&#8221;, disse furiosa a um rep\u00f3rter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das M\u00e3es, sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a import\u00e2ncia das m\u00e3es. Na maioria das ocasi\u00f5es, utilizava o pr\u00f3prio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas n\u00e3o agradecem freq\u00fcentemente o amor que recebem de suas m\u00e3es. &#8220;O amor de uma m\u00e3e \u00e9 diariamente novo&#8221;, afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cart\u00f5es comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cravos: s\u00edmbolo da maternidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a primeira missa das m\u00e3es, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congrega\u00e7\u00e3o, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As m\u00e3es, em mem\u00f3ria do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo prop\u00f3sito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>O primeiro Dia das M\u00e3es brasileiro foi promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Mo\u00e7os de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros C\u00e2mara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte tamb\u00e9m no calend\u00e1rio oficial da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Texto compilado das seguintes fontes<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/diadasmaes\/odia.htm\">http:\/\/www.terra.com.br\/diadasmaes\/odia.htm<\/a>\u00a0Fontes \/ Imagens:<\/li>\n\n\n\n<li>Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.<\/li>\n\n\n\n<li>Main Street Mom<\/li>\n\n\n\n<li>West Virginia Oficial Site<\/li>\n\n\n\n<li>O Guia dos Curiosos &#8211; Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.<\/li>\n\n\n\n<li>Revista Vitrine &#8211; artigo &#8211; Abril, S.P., 1999<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u2014- Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.portaldafamilia.org\/artigos\/texto026.shtml\">http:\/\/www.portaldafamilia.org\/artigos\/texto026.shtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mais antiga comemora\u00e7\u00e3o dos dias das m\u00e3es \u00e9 mitol\u00f3gica. Na Gr\u00e9cia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a M\u00e3e dos Deuses. O pr\u00f3ximo registro est\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, quando a Inglaterra come\u00e7ou a dedicar o quarto domingo da Quaresma \u00e0s m\u00e3es das oper\u00e1rias inglesas. 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