{"id":974,"date":"2024-09-02T12:43:32","date_gmt":"2024-09-02T15:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/new.contandohistorias.com.br\/?p=974"},"modified":"2024-09-02T12:43:36","modified_gmt":"2024-09-02T15:43:36","slug":"curiosidades-dos-anos-1600-a-1700","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contandohistorias.com.br\/?p=974","title":{"rendered":"Curiosidades dos anos 1600 a 1700"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-974-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006245.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006245.mp3\">https:\/\/www.contandohistorias.com.br\/mp3\/2006245.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao se visitar o Pal\u00e1cio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso pal\u00e1cio n\u00e3o tem banheiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Idade M\u00e9dia, n\u00e3o existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higi\u00eanico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As excresc\u00eancias humanas eram despejadas pelas janelas do pal\u00e1cio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em dia de festa, a cozinha do pal\u00e1cio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a m\u00ednima higiene.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes \u00edntimas, j\u00e1 que n\u00e3o havia higiene).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m n\u00e3o havia o costume de se tomar banho devido ao frio e \u00e0 quase inexist\u00eancia de \u00e1gua encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 os nobres tinham lacaios para aban\u00e1-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, al\u00e9m de tamb\u00e9m espantar os insetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem j\u00e1 esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na \u00e9poca, n\u00e3o eram s\u00f3 contemplados, mas &#8220;usados&#8221; como vaso sanit\u00e1rio nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque n\u00e3o existia banheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Idade M\u00e9dia, a maioria dos casamentos ocorria no m\u00eas de junho (para eles, o in\u00edcio do ver\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A raz\u00e3o \u00e9 simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era toler\u00e1vel. Entretanto, como alguns odores j\u00e1 come\u00e7avam a incomodar, as noivas carregavam buqu\u00eas de flores, junto ao corpo, para disfar\u00e7ar o mau cheiro. Da\u00ed termos &#8220;maio&#8221; como o &#8220;m\u00eas das noivas&#8221; e a explica\u00e7\u00e3o da origem do buqu\u00ea de noiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os banhos eram tomados numa \u00fanica tina, enorme, cheia de \u00e1gua quente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O chefe da fam\u00edlia tinha o privil\u00e9gio do primeiro banho na \u00e1gua limpa. Depois, sem trocar a \u00e1gua, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, tamb\u00e9m por idade e, por fim, as crian\u00e7as. Os beb\u00eas eram os \u00faltimos a tomar banho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando chegava a vez deles, a \u00e1gua da tina j\u00e1 estava t\u00e3o suja que era poss\u00edvel &#8220;perder&#8221; um beb\u00ea l\u00e1 dentro. \u00c9 por isso que existe a express\u00e3o em ingl\u00eas &#8220;don&#8217;t throw the baby out with the bath water&#8221;, ou seja, literalmente &#8220;n\u00e3o jogue o beb\u00ea fora junto com a \u00e1gua do banho&#8221;, que hoje usamos para os mais apressadinhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os telhados das casas n\u00e3o tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais &#8211; c\u00e3es, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras for\u00e7avam os animais a pularem para o ch\u00e3o. Assim, a nossa express\u00e3o &#8220;est\u00e1 chovendo canivete&#8221; tem o seu equivalente em ingl\u00eas em &#8220;it&#8217;s raining cats and dogs&#8221; (est\u00e1 chovendo gatos e cachorros).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqueles que tinham dinheiro possu\u00edam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os h\u00e1bitos higi\u00eanicos, da \u00e9poca, eram p\u00e9ssimos. Os tomates, sendo \u00e1cidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou u\u00edsque. Essa combina\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes, deixava o indiv\u00edduo &#8220;no ch\u00e3o&#8221; (numa esp\u00e9cie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alco\u00f3lica com \u00f3xido de estanho).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algu\u00e9m que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era ent\u00e3o colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a fam\u00edlia ficava em volta, em vig\u00edlia, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da\u00ed surgiu o vel\u00f3rio, que \u00e9 a vig\u00edlia junto ao caix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Inglaterra \u00e9 um pa\u00eds pequeno, onde nem sempre havia espa\u00e7o para se enterrarem todos os mortos. Ent\u00e3o os caix\u00f5es eram abertos, os ossos retirados, postos em oss\u00e1rios, e o t\u00famulo utilizado para outro cad\u00e1ver. As vezes, ao abrirem os caix\u00f5es, percebia-se que havia arranh\u00f5es nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a id\u00e9ia de, ao se fechar o caix\u00e3o, amarrar uma tira no pulso do defunto, pass\u00e1-la por um buraco feito no caix\u00e3o e amarr\u00e1-la a um sino. Ap\u00f3s o enterro, algu\u00e9m ficava de plant\u00e3o ao lado do t\u00famulo, durante uns dias. Se o indiv\u00edduo acordasse, o movimento de seu bra\u00e7o faria o sino tocar. E ele seria &#8220;saved by the bell&#8221;, ou &#8220;salvo pelo gongo&#8221;, express\u00e3o usada por n\u00f3s at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">VIVENDO E APRENDENDO&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao se visitar o Pal\u00e1cio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso pal\u00e1cio n\u00e3o tem banheiros. 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