Autor: Rubens (Page 80 of 113)

A semente

Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte e as que se achassem dignas de sua proposta.

Assim, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa, após relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela resolveu ir a celebração, e indagou incrédula:

— Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

A filha respondeu:

— Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me faz feliz.

No dia da celebração a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, as mais belas moças, com as mais belas roupas e as mais belas jóias, e com as mais determinadas intenções.

No momento por todas ansiosamente esperado, o príncipe anunciou o desafio:

— Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor será escolhida minha esposa e futura imperatriz da china.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo que valorizava muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc.

O tempo passou e a doce jovem, que não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor ela não precisaria se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu onde plantara a sua semente. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe a realização do seu sonho, mas cada vez mais profundo era o seu amor.

Por fim, os seis meses se passaram e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação aquela moça comunicou à sua mãe que, independente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada, estavam lá ela e as demais pretendentes, só que seu vaso estava vazio, e todas as outras pretendentes traziam uma flor, cada uma mais bela do que a outra, e das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chegou o momento esperado e o príncipe observou o vaso de cada uma das pretendentes demonstrando muito interesse. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica aquela bela jovem, filha da serva do palácio, como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

— Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar minha imperatriz: a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Se para vencer for necessário ser desonesto, perca. Você será sempre um vencedor.

As Duas Sementes

Na primavera, uma jovem senhora semeou o seu jardim.

Duas sementes acabaram sendo enterradas uma ao lado da outra.

A primeira semente disse para segunda :

— Pensa como será divertido, vamos crescer nossas raízes fundo no solo e quando elas estiverem fortes, nós vamos brotar da terra e nos tornar lindas flores para todo mundo ver e admirar !

A segunda semente ouviu mas estava preocupada.

— Isso parece legal, ela disse, mas a terra não está muito fria? Eu estou com medo de estender minhas raízes nela. E se alguma coisa der errado e eu não me tornar muito bonita ? Então a senhora pode não gostar de mim, eu estou com medo.

A primeira semente, no entanto, não estava intimidada.

Ela empurrou suas raízes para baixo na terra e começou a crescer.

Quando suas raízes estavam fortes o suficiente, ela emergiu do solo como uma linda flor.

A senhora inclinou-se cuidadosamente para ela e orgulhosamente mostrou a flor perfumada para todos os seus amigos.

Mas enquanto isso a outra semente permanecia dormente.

— “Vamos lá”, a flor dizia todo o dia para a sua amiga, está quente e maravilhoso aqui em cima, no sol!

A segunda semente estava muito impressionada, mas permanecia amedrontada e com insegurança empurrou uma raiz no solo.

— “Ai”, ela disse. Essa terra ainda está ainda muito fria e dura pra mim. Eu não gosto dela. Eu prefiro ficar aqui na minha própria concha onde estou segura e confortável. Há muito tempo par se tornar uma flor.

Nada que a primeira semente dissesse mudava a mente da segunda.

Então, um dia quando a senhora estava fora um pássaro faminto voou no jardim, ele ciscava o solo procurando algo para comer.

A segunda semente que estava logo abaixo da superfície estava com muito medo de ser comida.

Mas aquele era seu dia de sorte.

Um gato pulou do peitoril da janela e espantou o pássaro.

A semente suspirou de alívio !

E neste momento tomou uma importante decisão :

— É uma tolice desperdiçar meu curto tempo aqui na terra, ela disse. Eu vou seguir as minhas esperanças e sonhos de mudança em vez de meus medos. Então, sem outro pensamento, a segunda semente começou a espalhar as suas raízes e também cresceu e se tornou uma linda flor.

Perguntas-Guia :

Você segue seus sonhos e esperanças ou segue seus medos ?

Você já teve uma experiência em que você teve que enfrentar seus medos para crescer ?

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As duas pulgas

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento. O que lembra a história de duas pulgas.

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a Outra:

— Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.

E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando. Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:

— Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele. Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.

E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu. A primeira pulga explicou por quê:

— Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:

— Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

— Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

— E por que é que estão com cara de famintas?

— Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

— Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada. Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:

— Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

— Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

— O que as lesmas têm a ver com pulgas?

— Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.

— E o que a lesma sugeriu fazer?

— “Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro. o único lugar que a pata dele não alcança”.

MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

As duas maçãs

Um garoto segurava em suas mãos duas maçãs. Seu pai se aproximou e lhe pediu com um belo sorriso: “Filho, você poderia dar uma de suas maçãs para o papai?”

O menino levanta os olhos para seu pai durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra.

O pai sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso… Ele tenta não mostrar sua decepção quando seu filho lhe dá uma de suas maçãs mordidas.

O pequeno olha para seu pai com um sorriso de anjo e diz: “É essa a mais doce, papai.”

Retarde sempre o seu julgamento sobre as pessoas. Dê aos outros o privilégio de poder se explicar. Mesmo se a ação parecer errada, o motivo pode ser bom!…

As Duas Caixas

Tenho em minhas mãos duas caixas que Deus me deu para guardar.

Ele disse:

— Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada.

Eu entendi suas palavras e, nas duas caixas, tanto minhas alegrias quantominhas tristezas guardei.

Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta continuava tão leve quanto antes.

Curioso, abri a preta.

Eu queria descobrir o porquê, e vi na base da caixa um buraco pelo qual minhas tristezas saiam.

Mostrei o buraco a Deus e pensei alto:

“gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar…”

Ele sorriu gentilmente para mim e disse:

— Meu filho, elas estão aqui comigo!

Perguntei:

— Deus, por que me deu as caixas? Por que a dourada inteira e a preta com o buraco?

— Meu filho, a dourada é para você contar suas bênçãos… E a preta é para você deixar ir embora suas mágoas e tristezas…

Lembre-se sempre de guardar seus momentos mais felizes e deixar ir embora as tristezas!

As coisas bonitas na vida

Há coisas bonitas na vida! Sim… Mas, bonitas são as coisas vindas do interior de cada um, as palavras simples, sinceras e significativas.

Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos, o beijo soprado…

Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que quase todos passeiam…

Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado, neto…

Bonito é achar a poesia do vento, das flores, do mato, dos animais e das crianças.

Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas rolarem sem vergonha ou medo de crítica.

Bonito é gostar da vida e se deixar viver de um sonho.

Bonito é ver a realidade da vida, sem nunca ser extremista, e acreditar na beleza de todas as coisas.

Bonito é a gente continuar sendo gente com G maiúsculo em qualquer situação, principalmente nos momentos de dificuldade.

Bonito é você ser você… nesta bonita vida…!!!

As Codornas

Há tempos, um bando de mais de mil codornas habitava uma floresta da Índia.

Viviam felizes, mas temiam enormemente seu inimigo, o apanhador de codornas.

Ele imitava seu chamado e, quando se reuniam para atendê-lo, jogava sobre elas uma enorme rede e as levava numa cesta para vender.

Mas uma das codornas era muito sábia e disse : “Irmãs ! Elaborei um plano muito bom.

No futuro, assim que o caçador jogar a rede, cada uma de nós enfiará a cabeça por dentro de uma malha e todas alcançaremos vôo juntas, levando-a conosco.

Depois de tomarmos uma boa distância, deixaremos cair a rede num espinheiro e fugiremos”.

Todas concordaram com o plano.

No dia seguinte, quando o caçador jogou a rede, todas juntas a içaram conforme a sábia codorna havia instruído, jogaram-na sobre um espinheiro e fugiram.

Enquanto o caçador tentava retirar a rede de cima do espinheiro, escureceu e ele teve de voltar para casa.

Isso aconteceu durante várias tentativas, até que afinal a mulher do caçador se aborreceu e indagou. “Por que você nunca mais conseguiu pegar nenhuma codorna ?”

O caçador respondeu : “O problema é que todas as aves estão trabalhando juntas, ajudando-se entre si.

Se ao menos elas começassem a discutir, eu teria tempo de pegá-las.”

Dias depois, uma das codornas acidentalmente esbarrou na cabeça de uma das irmãs quando pousaram para ciscar o chão. “Quem esbarrou na minha cabeça ?”, perguntou raivosamente a codorna ferida. “Não se aborreça. Não tive a intenção de esbarrar em você”, disse a primeira.

Mas a irmã agredida continuou a discutir : “Eu sustentei todo o peso da rede ! Você não ajudou nem um pouquinho !”, gritou.

A primeira então se aborreceu e em pouco tempo estavam todas envolvidas na disputa.

Foi quando o caçador percebeu a sua chance.

Imitou o chamado das codornas e jogou a rede sobre as que se aproximaram.

Elas ainda estavam contando vantagem e discutindo, e não se ajudaram a içar a rede.

Portanto, o caçador ergueu-a sozinho e enfiou as codornas dentro da cesta.

Enquanto isto, a sábia codorna reuniu as amigas e juntas voaram para bem longe, pois ela sabia que discussões dão origem a infortúnios.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

As boas coisas da vida

Se apaixonar.

Rir até sentir o rosto doer.

Uma praia.

Um supermercado sem filas.

Um olhar especial.

Receber cartas ou e-mails.

Dirigir numa estrada bonita.

Escutar sua música preferida no rádio.

Um banho de espuma.

Uma boa conversa.

Um banho quente.

Achar uma nota de R$100 na sua blusa do inverno passado.

Rir de você mesmo.

Ligações à meia noite que nunca terminam.

Rir sem absolutamente razão nenhuma.

Ter alguém pra te dizer que você é bonita(o).

Rir por alguma coisa que você lembrou.

Os amigos.

Amar pela primeira vez; pela segunda, pela terceira, …

Ouvir, acidentalmente, alguém falar bem de você.

Acordar e perceber que ainda faltam algumas horas para dormir.

O primeiro beijo.

Fazer novos amigos ou ficar junto dos velhos.

Conversas à noite com seu colega de quarto que não te deixa dormir.

Alguém brincar com o seu cabelo.

Bons sonhos.

Chocolate quente.

Viagens com os amigos.

Dançar.

Beijar na boca.

Ir à um bom show.

Ter calafrios ao ver “aquela” pessoa.

Ganhar um jogo difícil.

Passar o tempo com os(as) amigos(as).

Ver os(as) amigos(as) sorrir ou rir.

Segurar a mão de um(a) amigo(a).

Encontrar com um(a) velho(a) amigo(a) e descobrir que tem coisas que nunca mudam.

Descobrir que o amor é eterno e incondicional.

Abraçar a pessoa que você ama.

Ver a expressão de alguém que ganhou um presente que queria muito de você.

Ver o nascer do sol.

Levantar todo dia e agradecer a Deus por outro lindo dia!

As Bananas

Um amigo do viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal.

Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar.

— Por que o senhor sorri ? – perguntou ao monge.

— Porque entendo o significado das bananas – disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro.

— Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.

Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde.

Mostrou-a e tornou a guardá-la.

— Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo – disse.

Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo :

— Este é o momento presente.

Saiba vivê-lo sem medo.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Santa Ceia

Diz uma lenda referente à pintura da Santa Ceia, ou “Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos”:

Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade: precisava pintar o bem – na imagem de Jesus e o mal – na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo durante o jantar.

Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.

Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos cantores a imagem perfeita de Cristo. Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.

Passaram-se três anos. “A `Última Ceia” estava quase pronta – mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas. O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.

Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.

Imediatamente pediu aos seus assistentes para que o levassem até a igreja.

Da Vinci, copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.

Quando terminou, o jovem – já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos e notou a pintura à sua frente.

E disse numa mistura de espanto e tristeza:

— Eu já vi este quadro antes!

— Quando? – perguntou um surpreso Da Vinci.

— Há três anos, antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos, e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.

O Bem e o Mal têm a mesma face! Tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano…

Colaboração de Rony Lima

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