Autor: Rubens (Page 98 of 112)

Pessoas Especiais

D. Beisser

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de dividir suas vidas com os outros.

Elas são honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sempre dão por certo que o amor é parte de tudo.

As pessoas especiais são aquelas que têm a habilidade de doar aos outros, e de ajudá-los com as mudanças que surgem em seus caminhos.

Elas não têm medo de ser vulneráveis; elas acreditam que são únicas e têm orgulho em ser quem são.

As pessoas especiais são aquelas que permitem-se o prazer de estar próximo aos outros e importar-se com a felicidade deles.

Elas vieram para entender que o amor é o que faz a diferença na vida.

As pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida bela.

Perdão

Anthony Strano, Discovering Spirituality, Eternety Ink, Australia, 1999

Perdoar a nós mesmos significa não fazer o mesmo erro de novo, não inventar caminhos convenientes para nos desculpar.

Mesmo o perdão e a compaixão de Deus não podem ser sentidos pela pessoa que tenha endurecido seu próprio coração contra os outros.

Se quisermos ser perdoados precisamos estar dispostos a perdoar primeiro. Acoragem de agir primeiro é o sinal daquele que é realmente justo.

Quem perdoa primeiro não só prova sua justiça mas especialmente prova seu amor.

Pense duas vezes

Uma antiga lenda Índia, diz-nos que um dia um homem achou um ovo de águia e que o depositou num ninho de “galinhas do campo” para crescer com elas.

Toda a sua vida, a águia fez o que uma galinha faz normalmente.

Procurava na terra os insectos e comida.

Carcarejava como uma galinha. Voava só algum metros, e era uma nuvem de penas.

De toda a maneira é assim que voam as galinhas.

Os anos passaram. E a águia envelheceu.

Um dia, ela viu um magnifico pássaro a voar no céu sem nuvens.

Levantava-se com estilo, com a magnitude das suas asas.

“Que belo pássaro !” diz a águia aos vizinhos. “O que é ?”

“É uma águia, o rei dos pássaros”, diz a galinha.

“Mas não vale a pena pensares nisso. Nunca serás uma águia.”

Assim ficou a águia, e não voltou a pensar duas vezes.

Morreu a pensar que era uma galinha.

Já pensou que podia ser, Você, uma galinha do campo ?

Pense duas vezes.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Pensar

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz avaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor… não tem sentido………

O Valor da Bíblia

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.

Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro.

Em seguida dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta.

Essa foi a pergunta feita :

— O que prefere você receber agora : esta Bíblia ou este valor em dinheiro ?

— Eu gostaria de receber a Bíblia. Respondeu pela ordem o cocheiro.

— Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!

Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão.

Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.

Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou :

— Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.

Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão.

Agora, pela ordem, falaria a cozinheira, que teve tempo de elaborar bem a sua resposta :

— Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.

— Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro.

Informou a arrumadeira, em poucas palavras.

Finalmente, chegou a vez do menino de recados.

Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe :

— Certamente você também ira preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz ?

— Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia.

Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro…

Disse o pequeno mensageiro.

Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro.

Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas.

Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.

A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão : “Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus”

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Ouro e experiência

O Chico, em excursão com seu chefe de serviço, expondo aqui e ali apuradas amostras de gado, passou por Sabará e, dali, pelas Minas de Morro Velho.

Visitou-as por horas. E deslumbrou-se com o que viu.

O trabalho afanoso e sacrificial da extração do ouro, sua busca, em cascalhos, no seio da terra, numa profundidade e distância incomensuráveis, causou-lhe assombro inopinado.

Observou um irmão idoso, calejado naquele serviço, a que dera toda sua existência, e perguntou-lhe:

— Amigo, o ouro é extraído com facilidade?

— Nada disso, moço. Em 40 toneladas de pedra, encontramos, às vezes, tão somente 100 a 200 gramas de ouro.

E Emmanuel, que tudo ouvia, comentou:

— Assim, Chico, sucede na vida. Precisamos, quase sempre, de 40 toneladas de aborrecimentos bem suportados para obtermos 100 a 200 gramas de conhecimentos e experiência…

Colaboração de Wilma Santiago

O Testamento do Mendigo

Urbano Reis

Agora no fim da vida
como mendigo que sou,
me sinto preocupado,
intrigado,
e num momento,
me pergunto
embaraçado,
se faço ou não testamento?

Não tendo
como não tenho
e nunca tive ninguêm,
pra quem é que vou deixar
tudo o que tenho:
os meus bens?

Pra quem é que eu vou deixar
se fizer um testamento,
minhas calças remendadas,
meu céu, minhas estrelas,
que me não canso de vê-las
quando ao relento deitado,
deixo o olhar perdido,
distante, no firmamento?

Se eu fizer um testamento,
pra quem é que vou deixar
minha camisa rasgada,
e as águas dos rios, dos lagos,
águas correntes, paradas,
onde,ás vezes tomo banho?

Pra quem vou eu deixar,
se eu fizer um testamento,
os meus bandos de pardais
que ao entardecer,
nas árvores,
brincando de esconde-esconde
procuram se divertir?

Pra quem eu vou deixar
estas folhas de jornais
que uso pra me cobrir?

Pra quem eu vou deixar,
se fizer um testamento,
vaga-lumes que em rebanhos
cercam meu corpo de noite,
quando o verão é chegado?

Se eu fizer um testamento,
pra quem vou deixar,
mendigo assim como sou,
todo o ouro que me dá
o sol que vejo nascer
quando acordo na alvorada? O sol que seca meu corpo
que o orvalho da madrugada
com sua carícia,
molhou?

Se eu fizer um testamento,
pra quem vou deixar
meu chapéu todo amassado,
onde escuto o tilintar,
das moedas que me dão,
os que têm a alma boa,
os que têm bom coração?

Pra quem eu vou deixar,
antes que a vida me largue,
o grande stock que tenho
das palavras “Deus lhe pague”?

Pra quem vou eu deixar,
se fizer um testamento,
todas as folhas de Outono
que, trazidas pelo vento
vêm meus pés atapetar?

Se eu fizer um testamento,
pra quem é que vou deixar
minhas sandálias furadas,
que pisaram mil caminhos,
cheias de pó das estradas,
estradas por onde andei
em andanças vagabundas?

Pra quem vou deixar
minhas saudades profundas
dos sonhos que não sonhei?

Se eu fizer um testamento
pra quem vou eu deixar
meu cajado, meu farnel,
e a marca deste beijo
que uma criança deixou
em meu rosto perguntando
se eu era papai noel?

Pra quem vou deixar,
se fizer um testamento
este pedaço de trapo
que no lixo encontrei
e que transformei em lenço
para enxugar minhas lágrimas,
quando fingi que chorei?

Pra quem é que vou deixar,
se eu fizer um testamento
os bancos destes jardins
onde durmo e onde acordo
entre rosas e jasmins?

Pra quem vou deixar,
todos os raios de luar
que me beijam cada mão
quando, num canto da rua
eu as ergo em oração?

Se eu fizer um testamento…
testamento não farei!
desses de papel passado,
que papeis eu não ligo,
agora estou resolvido :
O que tenho deixarei
na situação em que estou,
pra qualquer outro mendigo,
rogando a Deus que o faça,
depois que eu tenha morrido
ser tão feliz como eu sou!

O Tesouro de Bresa

Há uma história muito interessante, chamada “O Tesouro de Bresa”, onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro.

Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente (de forma segura) começa a prosperar. Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum – na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.

O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar. Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. Acomodação é o maior inimigo do sucesso!!!

Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. O que você é acaba sendo muito mais importante do que o que você tem. A pergunta importante não é “quanto vou ter?”, mas sim “no que vou me transformar?” Não é “quanto vou ganhar?”, mas sim “quanto vou aprender?”. Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.

O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos.

Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou. Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais, vale mais? Ganha mais. Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro.

É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos perdem tudo. Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos. Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é.

Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: “Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje”. Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de “kaizen”), em diversas áreas da sua vida, sem parar.

Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar: “Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve”.

Colaboração: Wilma

Os Quatro Elementos

E disse o mestre:

— Seja terra – a terra recebe os dejetos de homens e animais, e não é perturbada por isto; muito pelo contrário, transforma as impurezas em adubo, e fertiliza o campo.

— Seja água – a água limpa a si mesma, e limpa tudo aquilo que toca. Seja água em torrente.

— Seja fogo – o fogo faz a madeira podre transformar-se em luz e calor. Seja o fogo que queima e purifica.

— Seja vento – o vento espalha as sementes sobre a terra, faz o fogo arder com mais brilho, empurra as nuvens para que a água caia sobre todos os homens.

Se você tiver a paciência da terra, a pureza da água, a força do fogo, e a justiça do vento, você está livre.

M a r t h a
martha carrer cruz gabriel
www.martha.com.br
www.ociocriativo.com.br

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