Categoria: Histórias (Page 23 of 112)

Por que os homens raramente ficam deprimidos?

Porque …

  1. Não engravidam.
  2. Os mecânicos não mentem pra eles…
  3. Nunca precisam procurar outro posto de gasolina para achar um banheiro limpo.
  4. Rugas são traços de caráter…
  5. Barriga é prosperidade…
  6. Cabelos brancos são charme…
  7. Ninguém FICA encarando OS peitos deles quando estão falando.
  8. Os sapatos não lhes machucam OS pés.
  9. As conversas ao telefone duram apenas 30 segundos.
  10. Para férias de 5 dias, apenas precisam de uma mochila. (verdade!).
  11. Se outro aparecer na mesma festa usando uma roupa igual, não há problema.
  12. Cera quente não chega nem perto.
  13. Ficam assistindo a TV com um amigo, em total silêncio, por muitas horas, sem ter que pensar: “Deve estar cansado de mim.”
  14. Se alguém se esquece de convidá-Los para alguma festa, ainda assim vai continuar sendo seu amigo.
  15. Sua roupa íntima custa no máximo 20 reais (em pacote de 3)
  16. Três pares de sapatos são mais que suficientes! (verdade)
  17. São incapazes de perceber que a roupa está amassada.
  18. Seu corte de cabelo pode durar anos, aliás, décadas.
  19. Meia dúzia de cervejas e um jogo de futebol na televisão são o suficiente para sua extrema felicidade.
  20. Os shoppings não fazem falta nenhuma para eles.
  21. Podem deixar crescer o bigode.
  22. Se um amigo chamá-lo de gordo, careca, etc, não abala em nada a amizade. Aliás, é prova de Grande amizade. (outra verdade)
  23. Podem comprar OS presentes de Natal para 25 pessoas, no dia 24 de dezembro em no máximo, 25 minutos!!!

Precisa de mais?

Sons Inaudíveis

Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre, com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa.

Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.

Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.

Retornando ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.

Então disse o príncipe : “Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus…”

E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.

Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando : “não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta…”

Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo… mas não conseguiu distingir nada de novo alem daquilo que havia dito ao mestre.

Porem, certa manha, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes.

E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam.

Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz.

Pensou : “esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse…”

E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente.

Queria Ter certeza de que estava no caminho certo.

Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.

Paciente e respeitosamente o príncipe disse :

— Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite…

O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:

— Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.

Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que esta errado e atender as reais necessidades de cada um.

A morte de uma relação começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais. É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois eh o lado do ser humano…

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Soneto do Amor Total

Vinícius de Morais

Amo-te tanto meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Soneto a Quatro Mãos

Paulo Mendes Campos/ Vinicius de Morais

Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Soneto ao Verdadeiro Amigo

Arneyde T. Marcheschi

Amigo verdadeiro é aquele, que onde há ódio procura semear o amor.
Amigo verdadeiro é aquele que quando estas triste, te leva um doce sorriso.
Amigo verdadeiro é aquele que nem sempre concorda com você.
Amigo verdadeiro é aquele que te faz enxergar a luz, mesmo onde há somente trevas.
Amigo verdadeiro é aquele que te contesta, aquele que chama sua atenção, quando estás errado… teimando na sua posição de super herói, ou de vitima.
Amigo verdadeiro é aquele que chora a seu lado, que sorri com você, quedivide as mazelas, que te da colo nas horas necessárias.
Amigo verdadeiro é você, meu querido(a) amigo(a), que aí do outro lado dessa telinha sempre demonstrou seu carinho por mim, nas minhas horas difíceis e alegres da vida.
Amigos, sinceros, virtuais, que foram chegando devagar, sem eu conhecer o rosto, mas que me cativaram, com suas suaves palavras seus telefonemas inesperados e tão gostosos, que me fizeram sorrir e chorar de emoção.
Por isso no dia do amigo, quero lhes dizer o quanto vocês são importantes para mim e oferecer-lhes, o meu mais sincero sorriso, meu abraço carinhoso e meus beijos ternos.
Amo-os porque vocês são meus amigos para sempre!

Solidão

Fátima Irene Pinto

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar…

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…

Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…

Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

Sobrevivência

Jogue fora todos os números não essenciais para sua Sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os “baixo-astrais” puxam você para baixo.

Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer Coisa.

Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.

Curta coisas simples.

Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.

Lágrimas acontecem. Agüente, sofra e siga em frente.

A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.

Esteja vivo, enquanto você viver.

Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, animais, Lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.

Seu lar é o seu refúgio.

Aproveite sua saúde.

Se for boa, preserve-a,

Se está instável, melhore-a,

Se está abaixo desse nível, peça ajuda.

Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país Estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.

Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as Oportunidades.

E se lembre sempre que:

A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, Mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego…

De tanto rir…

De surpresa…

De êxtase…

De felicidade…

Sobre príncipes e sapos

Sempre que respondo a alguém que sou psicanalista, inevitavelmente vem a pergunta: “E o que é a psicanálise?” Os mais sabidos, que j á ouviram ou leram sobre o assunto, dispensam introduções e vão logo ao exame de posições. “E qual é a linha que o senhor segue?” Me dá logo vontade de dizer que prefiro as curvas às retas – no que não estaria sendo infiel ao espírito da psicanálise, onde a curva é sempre o caminho mais curto entre dois pontos. Mas sei que não entenderiam, pois o que querem saber é se sou freudiano, kleiniano, bioniano, junguiano, lacaniano, etc, etc. Acontece que este não é o meu jeito. Preferindo as curvas às retas, sigo o conselho de Guimarães Rosa: só dou respostas para perguntas que ninguém nunca perguntou. E assim, meio num estilo oriental, meio num estilo evangélico, conto uma estória:

“Era uma vez um príncipe de voz maravilhosa que encantava a todas as criaturas que o ouviam. Seu canto era tão belo que seduziu até a bruxa que morava na floresta negra e que por ele também se apaixonou. Mas, diferente de todos os outros, que se sentiam felizes só de ouvir, ela resolveu cantar também. Que lindo dueto faremos, ela pensou. E logo se pôs a cantar. Acontece, entretanto, que bruxas não conseguem cantar afinado. Bastava que ela abrisse a boca para que dela saíssem os sons mais bizarros, que soavam como o coaxar de sapos e rãs. A vaia foi geral. A bruxa se encheu de uma inveja raivosa e lançou contra ele o mais terrível dos feitiços: Se não posso cantar como você canta, farei com que você cante como eu canto. E o príncipe foi transformado num sapo. Envergonhado de sua nova forma ele fugiu e se escondeu no fundo da lagoa, onde moravam os sapos e rãs. Ele ficou em tudo parecido aos batráquios. Menos numa coisa. Continuou a cantar tão bonito quanto sempre cantara. Mas desta vez quem não gostou do canto do novo sapo foram os sapos e as rãs que só sabiam coaxar. O canto novo soava aos seus ouvidos como coisa de outro mundo, que perturbava a concordância de sua monotonia sapal. Severos, advertiram: Quem mora com rãs e sapos tem de coaxar como rãs e sapos. O príncipe-sapo fez cessar o seu canto e não teve alternativas: teve de aprender a coaxar como todos os outros faziam. E tanto repetiu que acabou por se esquecer das canções de outrora. Não, não se esqueceu não… Porque, quando dormia, ele se lembrava e ouvia a música antiga proibida que continuava a se cantar dentro dele. Mas quando ele acordava, se esquecia. Mas não de tudo. Ficava uma saudade indefinível. Saudade, ele não sabia bem de quê. Saudade que lhe dizia que ele estava longe, muito longe do lar…”

Este é o resumo da psicanálise, tal como eu a entendo. É uma estória em que se misturam o amor, a beleza e o feitiço do esquecimento. Decepcionaram-se? Esperavam nomes famosos, conceitos complicados – e ao invés disto eu conto uma estória de fadas. Palavras para fazer as crianças dormirem, dirão. Mas eu acrescento: É para fazer os adultos acordarem … A psicanálise é uma luta para quebrar o feitiço da palavra má que nos fez adormecer e esquecer a melodia bela. É um ouvir atento de uma canção que só se ouve no intervalo do silêncio do coaxar dos sapos, e que nos chega como pequenos e fugazes fragmentos desconexos. É uma batalha para nos fazer retornar ao nosso destino, inscrito nas funduras do mar da alma.

Li os clássicos. Mas foi pela palavra dos anônimos contadores de estórias de encantamento e no encantamento da palavra dos poetas que a letra morta ficou coisa viva. Melhor do que eu, diz estes segredos do corpo e da alma, Fernando Pessoa. Leia estes versos. Mas leia devagar. Leia de novo. É do nosso mistério que ele fala. É o nosso mistério que ele invoca: Cessa o teu canto! Cessa, que enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvi-a no mesmo tempo e diferentes juntas a cantar E a melodia que não havia se agora a lembro faz-me chorar.

E ele pergunta: Foi tua voz encantamento que, sem querer, nesse momento vago acordou um ser qualquer alheio a nós que nos falou?

Será isto? Em nós mora um outro? Nos interstícios do coaxar, uma canção? Que outro é este? Que anjo, ao ergueres a tua voz, sem o saberes, veio baixar sobre esta terra onde a alma erra, e com suas asas soprou as brasas de ignoto lar?

Mora em nós um outro que não se esquece da nossa verdade…

Alguns pensam que psicanálise e poesia são coisas de loucos. Os sapos e as rãs, ao ouvirem as canções do príncipe poeta, só poderiam ter dito: É poeta! É louco! … E trataram de cura-lo, educando-o para a realidade. Para eles ser normal é coaxar como todos coaxam. Mas a alma, em meio à ruidosa monotonia da vida, continua a ouvir uma voz que vem nos intervalos. Continua a chorar ao ouvir uma melodia que não havia. Continua a ouvir a fala de um estranho que mora em nós, e que nos visita em sonhos.

Continua a ser queimada pelas brasas da saudade de um lar esquecido, do qual estamos exilados.

É bem possível que os sapos e as rãs vivam mais tranqüilos. Para eles todas as questões já estão resolvidas.

Mas existe uma felicidade que só mora na beleza. E esta a gente s ó encontra na melodia que soa, esquecida e reprimida no fundo da alma

Sinceramente não sei…

Antônio Ermírio de Moraes

Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena:

Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali.

Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

— Será que vai chover hoje?

Se você responder ‘com certeza’… A sua área é Vendas: O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for ‘sei lá, estou pensando em outra coisa’… então a sua aérea é Marketing: O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder ‘sim, há uma boa probabilidade’… você é da área de Engenharia: O pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for ‘depende’… você nasceu para Recursos Humanos: Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder ‘ah, a meteorologia diz que não’… você é da área de Contabilidade: O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

Se a resposta for ‘sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um Guarda-chuvas’: Então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder ‘não sei’… há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa.

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder ‘não sei’ quando não sabe.

Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

‘Não sei’ é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão.

Parece simples, mas responder ‘não sei’ é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.

Por quê?

Eu sinceramente ‘não sei’.

Colaboração de Mª Suzana M. C. Almeida

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