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Colheres!

Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o CÉU e INFERNO.

Foram primeiro ao inferno. Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava alcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca. O sofrimento era grande.

Em seguida, Deus levou o homem para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido. A diferença é que todos estavam saciados. Não havia fome, nem sofrimento.

— Eu não compreendo – disse o homem a Deus – por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual? Deus sorriu e respondeu:

— Você não percebeu? É porque aqui eles aprenderam a dar comidas uns aos outros.

MORAL

Temos três situações que merecem profunda reflexão:

EGOÍSMO – As pessoas no “inferno” estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação.

CRIATIVIDADE – Como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema.

EQUIPE – Se tivesse https://www.contandohistorias.com.br/mp3/2004065.mp3havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.

CONCLUSÃO – Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras. O espírito de equipe é fator preponderante para o alcance do SUCESSO. Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um BATALHÃO de pessoas com posicionamentos isolados.Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional.

Colhedor de estrelas

Certa vez alguém,
uma história me contou e afirmou,
que entre as inúmeras estrelas do céu
uma delas teria um brilho singular e muito mais intenso.

Mas esta luz, só por uma pessoa seria possível ser vista, pois ela estaria ali, a espera de
um olhar, para quem ela foi destinada. Falou também que ao encontrar esta estrela. dentro de
mim, tudo se modificaria pois ela estaria brilhando, especificamente para guiar o meu
caminho, e me levar ao encontro do Grande Amor da Minha Vida.

Ouvindo isso, me senti pequena para o Céu alcançar, e não me achava merecedora e capaz, de
um dia, alguém conquistar.

Novamente este alguém,
dando continuidade a história,
voltou-se para mim, e completou:

Todos nós temos uma luz própria
e ocupamos um lugar especial neste majestoso universo.
Disse também que para cada um de nós
sempre existirá a hora em que este brilho será vislumbrado,
de uma forma tão inesperada
que eu até custaria a acreditar,
que ela ali estaria, com todo seu esplendor,
brilhando intensamente, só para mim.

Atenta e com o coração feliz, repleto de esperanças,
este alguém ainda completou:
Apesar de não levarmos muito em conta,
existe Alguém, lá em cima,
que conhece muito bem o coração de cada um de nós.
Podemos até chamá-lo de .Colhedor de Estrelas.,
e por nós tem uma missão muito especial.
Como conhecedor profundo de nossas almas,
colher as estrelas, cujo brilho mais se assemelharem
e escolher o momento exato em que dois olhares
em busca de um grande amor
irão ao mesmo tempo avistar, esta estrela tão especial.

Depois de toda esta história ouvir
Esperei ansiosa pelo anoitecer.
E o céu, me vi a contemplar,
pois acreditei que naquele dia
Minha Estrela iria avistar.

Fui então em busca do meu amor encontrar
E no brilho de cada estrela
Eu procurava o seu olhar.

Chegou o amanhecer, e a estrela com tal brilho
em nenhum momento apareceu.

Por diversas noites, fiquei a janela esperando.
Firmando o pensamento, para que fosse aquele o momento
em que a estrela que a mim mais se assemelhasse,
estivesse a minha espera.
Mas foi em vão, não conseguia avista-la,
e passei a crer que toda aquela história,
não passava de meras palavras apenas
para alimentar esperanças em quem já as tivesse perdido.

Mas numa destas madrugadas, onde o sono não conseguia me dominar,
Um raio de luz atravessou a janela e invadiu meu quarto,
Então, rapidamente corri para observar aquela maravilha que parecia ter vida própria
e me fazia sentir abastecida de uma paz infinita.

Ao olhar para o céu, vi uma linda e majestosa Estrela
E junto a ela, mãos, como se estivessem ofertando-a para mim.
Mas seu brilho não era diferente das demais estrelas que a sua volta estavam.
Lembrando-me então da história que haviam me contado, logo imaginei
Que não seria aquela estrela que me levaria ao encontro do Meu Grande Amor
Pois ela não se diferenciava das demais.

Mas, instantes após, ouvi baixinho uma voz a me dizer.
Eu sou o Colhedor de Estrelas, e estou aqui numa missão importante.
Vendo o seu coração aflito, em busca de sonhos e de um grande amor
vim entregar em suas mãos a estrela tão especial que procuras,
mas por tão grande amor contido dentro do seu coração
ainda não encontrei outra que tenha o brilho que se assemelhe ao seu.
Por isso vou deixa-la ao seu lado, e não mais no firmamento.
Assim você terá a certeza que esta espera não será em vão,
E no momento exato, ela irá brilhar só para você,
porque você conquistará o seu amor e tudo aquilo que tanto sonhou.
Passo ela agora às suas mãos, pois sei que muito em breve
Ela terá o brilho mais intenso do universo, pois será iluminada
pelo sentimento mais lindo e puro que cultivas e trazes dentro do seu coração,
O AMOR!!!

Coisas que Aprendi

Eu aprendi:

Que não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência para que a vida faça o resto;

Que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e jamais conseguirei convencê-las que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Eu aprendi:

Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da minha vida;

Que por mais que você corte o pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos de nosso caminho.

Eu aprendi:

Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência;

Que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei;

Que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou de ser controlado por eles.

Eu aprendi:

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem;

Que perdoar exige muita prática; condenar é mais fácil ! Que há muita gente que gosta de mim, mas que não conseguem expressar isso.

Eu aprendi:

Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar a minha vida.

Que eu posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel;

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis. Será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.

Eu aprendi:

Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso;

Que não é bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro;

Que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi:

Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que fiz quando adulto.

Que numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que , quando duas pessoas discutem não significa que elas se odeiem. E quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Eu aprendi:

Que por mais eu queira proteger meus filhos, eles vão se machucar e eu também serei machucado, isso faz parte da vida;

Que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes;

Que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Eu aprendi:

Que a palavra amor perde o sentido, quando usada sem critério;

Que certas pessoas vão embora de qualquer maneira; quer você queira ou não;

Que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir pessoas,e saber lutar pelas coisas que acredita.

Coisas d’alma

Angie

Abri minha alma,
Como se abrisse as portas
Da minha casa para ti.
Invadiste rapidamente a casa,
Pisando sobre as flores que plantei.
Rodei à tua volta,
Como um tornado de desejo
Da paixão que injetaste no meu sangue.

Amei,
Odiei,
Gritei,
Me rasguei,
Me entreguei,
Me anulei…

Me transformei naquilo que
Não era para te fazer feliz.

Valeu?!
Não sei…
Até outra vez!
Mas, se não o fizesse,
Sofreria da mesma forma.

Sementes da vida,
Que se quedam abandonadas e
De repente brotam… Como?
Assustadoramente!
Não dá para saber,
Não dá para entender,
Somente para sentir.

Cobrança indevida

Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada. Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido. Verificaram e descobriram um homem caído. Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração. Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Com muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. Lá trataram do ferimento.

Uma semana depois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido por uma faca.

Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse. Disposto a partir, o homem disse ao sábio:

— Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.

O mestre olhou fixo para o homem e disse:

— Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.

O homem ficou assustado e disse:

— Senhor, é muito dinheiro. Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!

Com serenidade, tornou a falar o sábio:

— Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:

— Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu.

Círculo dos 99

Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz. Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções. O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre. Um dia o Rei mandou chamá-lo:

— Pajem – disse o Rei – qual é o seu segredo?

— Qual segredo, Alteza?

— Qual o segredo da tua alegria?

— Não existe nenhum segredo, Majestade.

— Não minta, pajem…bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!

— Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.

— E por que estás sempre alegre e feliz?

— Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir à Vossa Alteza, tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos… como não estar feliz?

— Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo – disse o Rei. Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!

— Mas Majestade, não há nenhum segredo… Nada me satisfaria mais do que sanar a Vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.

— Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.

O pajem sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos. O Rei estava como louco. Não podia entender como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos. Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.

— Sábio, por que ele é feliz?

— Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo…

— Fora do Círculo?

— Sim.

— E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?

— Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz…

— Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?

— Exato.

— E como ele saiu desse tal Círculo?

— Ele nunca entrou.

— Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?

— É o Círculo dos 99…

— Realmente não entendo nada do que você me diz.

— A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos fatos.

— Como?

— Fazendo com que ele entre no Círculo.

— Isso! Então o obrigarei a entrar!

— Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar…

— Então teremos que enganá-lo?

— Não será necessário… se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.

— Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?

— Sim, mas mesmo assim entrará… Não poderá evitar!

— Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e que mesmo assim entrará?

— Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender a estrutura do Círculo? -Sim.

— Então nesta noite passarei a buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.

— O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?

— Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade…

— Então vá. Nos vemos à noite.

Assim foi… Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até os pátios do Palácio. Se esconderam próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal. Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras: “Este tesouro é teu. É o prêmio por ser um bom homem. Aproveite e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa”. Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores para verem o que aconteceria. O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em sua casa. O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para presenciar a cena. O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam crer no que estavam vendo…Era uma montanha de moedas de ouro! Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um mote delas…Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela. Juntava e esparramava, fazendo pilhas… E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5…. e enquanto isso somava 10, 20, 30, 40, 50… até que formou a última pilha… 99 moedas? Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. “Não pode ser” . pensou. Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.

— Me roubaram! Me roubaram . gritou. Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando…Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas.”99 moedas… é muito dinheiro” . pensou.

— “Mas falta uma… Noventa e nove não é um número completo. 100 é, mas 99 não…”

O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido… sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam. O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100? O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho…Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar… com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar. Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda.” Mas 12 anos é tempo demais… Se eu pedisse à minha esposa que procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos” – concluiu depois de refazer os cálculos.

“Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer…”

O Rei e o sábio voltaram ao Palácio. Finalmente o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!! Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido naquela noite. Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos últimos tempos…

— O que lhe acontece, pajem? – perguntou o Rei de bom grado.

— Nada, não acontece nada…

— Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo…

— Faço ou não o meu trabalho? O que Vossa Alteza esperava? Que além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?

Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo todo…

Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia: sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar do que temos. Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a idéia volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida.

Mas, o que aconteceria se a Iluminação chegasse às nossas vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são os nossos 100%? Que nada nos faz falta? Que ninguém tomou aquilo que é nosso? Que não se é mais feliz por ter 100 e não 99 moedas? Que tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre cansados, mau humorados, desanimados, infelizes? Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue igual… eternamente iguais e insatisfeitos….

Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de nosso tesouro tal como é! Se este é o seu problema, a solução para sua vida está em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se por aquilo que não tem ou que poderia ter…

Círculo de amor

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada.

Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?

Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pôde ver que ela estava com muito medo e disse:

— “Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan”.

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.

Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele.

Contou que era de St.Louis e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado.

Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele.

Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.

Ele respondeu:

— Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar. E acrescentou: “… e pense em mim”.

Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi.

Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo.

Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar. A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude.

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Bryan.

Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. Já tinha partido quando a garçonete voltou.

A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia Ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares.

Havia lágrimas em seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia:

— “Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar com você”.

Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher, e pessoas para servir.

Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.

Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil!

Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

“Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan”.

Cinqüentona

Manoel Carlos

Minha amiga Sylvia fez 50 anos e deu uma linda festa para os amigos. Brigadeiros, casadinhos, olhos-de-sogra, além de salgados e bebidas à vontade. E no centro da mesa, iluminado por cinqüenta velinhas, um colossal e saboroso bolo de aniversário. Ah, e também, claro, com direito a um coro de muitas vozes, cantando “Parabéns prá Você”.

— Que coragem – brincou o Zé Mário, nosso velho companheiro das noitadas de pôquer.

Sylvia rebateu em cima:

— Por quê? Acha que ainda escondo a minha idade? Já superei isso, meu caro.

— No seu caso não é esconder – continuou Zé Mário

— Prá que declarar, se você aparenta menos?

— Mas, é justamente por isso que sinto tanto prazer em revelar minha verdadeira idade. É para ver as pessoas admiradas. Meus 50 anos não são um peso, mas, um prêmio, um troféu, uma tocha olímpica que carrego com orgulho pela vida afora. Que é que você pensa? Sou uma cinqüentona e ainda bato um bolão!

E, nesse clima de feliz comemoração, varamos a noite, o champanhe gelado, o vinho rubro. E não é preciso dizer que a aniversariante reinou o tempo todo, dançando sem parar, nocauteando homens até dez anos mais novos do que ela. Como o seu próprio marido, o terceiro, que no sábado próximo estará completando 41 anos.

Sei que nem todas as mulheres são Sylvia. E que, para ser como ela, é preciso muita vontade, algum sacrifício e uma boa dose de herança genética. Mas, o mais necessário mesmo é a disposição para a felicidade e a certeza de que sempre, sempre estará em tempo de viver uma vida produtiva. De qualquer maneira, mesmo as que não são Sylvia se sentem, hoje, mais livres do que nunca desse estigma que, por décadas, marcou todas elas e produziu um repertório imenso de piadas infames e cruéis: diminuir a idade. Concluí que, hoje em dia, as mulheres de 50 não têm mais do que 30! Verdade. Muitas das minhas amigas já passaram dessa marca e nunca se sentiram tão bem.

Em 1980 escrevi alguns programas da série Malu Mulher para Regina Duarte. Num deles, Malu comemorava 33 anos. Dei a esse episódio o título Antes dos 40, depois dos 30, colocando esse período de dez anos como o mais positivo na vida de uma mulher. Seu tempo de felicidade. Bem, isso foi em 1980. Vinte e cinco anos atrás. Hoje eu nãoCinqüentona
Manoel Carlos

Minha amiga Sylvia fez 50 anos e deu uma linda festa para os amigos. Brigadeiros, casadinhos, olhos-de-sogra, além de salgados e bebidas à vontade. E no centro da mesa, iluminado por cinqüenta velinhas, um colossal e saboroso bolo de aniversário. Ah, e também, claro, com direito a um coro de muitas vozes, cantando “Parabéns prá Você”.

— Que coragem – brincou o Zé Mário, nosso velho companheiro das noitadas de pôquer.

Sylvia rebateu em cima:

— Por quê? Acha que ainda escondo a minha idade? Já superei isso, meu caro.

— No seu caso não é esconder – continuou Zé Mário

— Prá que declarar, se você aparenta menos?

— Mas, é justamente por isso que sinto tanto prazer em revelar minha verdadeira idade. É para ver as pessoas admiradas. Meus 50 anos não são um peso, mas, um prêmio, um troféu, uma tocha olímpica que carrego com orgulho pela vida afora. Que é que você pensa? Sou uma cinqüentona e ainda bato um bolão!

E, nesse clima de feliz comemoração, varamos a noite, o champanhe gelado, o vinho rubro. E não é preciso dizer que a aniversariante reinou o tempo todo, dançando sem parar, nocauteando homens até dez anos mais novos do que ela. Como o seu próprio marido, o terceiro, que no sábado próximo estará completando 41 anos.

Sei que nem todas as mulheres são Sylvia. E que, para ser como ela, é preciso muita vontade, algum sacrifício e uma boa dose de herança genética. Mas, o mais necessário mesmo é a disposição para a felicidade e a certeza de que sempre, sempre estará em tempo de viver uma vida produtiva. De qualquer maneira, mesmo as que não são Sylvia se sentem, hoje, mais livres do que nunca desse estigma que, por décadas, marcou todas elas e produziu um repertório imenso de piadas infames e cruéis: diminuir a idade. Concluí que, hoje em dia, as mulheres de 50 não têm mais do que 30! Verdade. Muitas das minhas amigas já passaram dessa marca e nunca se sentiram tão bem.

Em 1980 escrevi alguns programas da série Malu Mulher para Regina Duarte. Num deles, Malu comemorava 33 anos. Dei a esse episódio o título Antes dos 40, depois dos 30, colocando esse período de dez anos como o mais positivo na vida de uma mulher. Seu tempo de felicidade. Bem, isso foi em 1980. Vinte e cinco anos atrás. Hoje eu não escreveria essa história. Hoje sei que uma mulher pode ser feliz para sempre , levantando-se a cada tombo. Em sua maioria, elas já não entram em crise por causa da idade. Claro que não querem envelhecer. Ninguém quer. Mas, esse não querer não está ligado apenas à aparência, mas à saúde, à boa disposição para enfrentar o dia e… – sem nenhuma dúvida – à certeza de que não existe idade que as impeçam de amar, ser amadas. E de ainda fazer bonito entre os lençóis de uma cama. Sylvia, por exemplo, tem tudo para botar um garotão com a língua de fora, sôfrego, cansado, pedindo um tempo.

Eu me lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que, quando foi subitamente abandonada pelo marido, provocou em minha mãe esta frase: “Pobre Dolores! Sozinha aos 50 anos! O que vai ser dela agora?” A consternação da minha mãe traduzia o que se pe nsava de uma mulher que tivesse ultrapassado a marca dos 25, 30 anos, no máximo. Uma velha. Não sei o que aconteceu com a pobre Dolores, mas, acredito que tenha arrastado por toda a vida a amargura e a desesperança. Atualmente, uma separação aos 50 anos pode ser o começo de um novo tempo, muitas vezes melhor, mais feliz do que o anterior. Sem contar que, nos dias de hoje, um casamento que vai mal das pernas não dura até a mulher chegar aos 50. Acaba antes, já que elas não carregam uma vida infeliz por muito tempo.

Nas minhas novelas procuro retratar as mulheres maduras, essas que já passaram dos 40. São elas que têm as melhores histórias para contar, as confissões mais tocantes, as lembranças mais ternas, os episódios mais picantes. Que ainda sofrem e choram, sim, mas, que não sofrem nem choram para sempre. E que, quando fazem 50 anos, dão festa, convidam os amigos, apagam as velinhas e fazem coro em causa própria, cantando o Parabéns pra Você!

Por isso, digo e repito: bem-aventuradas as cinqüentonas! As que se renovam a cada dia, a cada instante, e que podem renascer incessante e indefinidamente, repetindo os versos de Cecília Meireles:

Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira. escreveria essa história. Hoje sei que uma mulher pode ser feliz para sempre , levantando-se a cada tombo. Em sua maioria, elas já não entram em crise por causa da idade. Claro que não querem envelhecer. Ninguém quer. Mas, esse não querer não está ligado apenas à aparência, mas à saúde, à boa disposição para enfrentar o dia e… – sem nenhuma dúvida – à certeza de que não existe idade que as impeçam de amar, ser amadas. E de ainda fazer bonito entre os lençóis de uma cama. Sylvia, por exemplo, tem tudo para botar um garotão com a língua de fora, sôfrego, cansado, pedindo um tempo.

Eu me lembro de uma vizinha, quando eu era criança, que, quando foi subitamente abandonada pelo marido, provocou em minha mãe esta frase: “Pobre Dolores! Sozinha aos 50 anos! O que vai ser dela agora?” A consternação da minha mãe traduzia o que se pe nsava de uma mulher que tivesse ultrapassado a marca dos 25, 30 anos, no máximo. Uma velha. Não sei o que aconteceu com a pobre Dolores, mas, acredito que tenha arrastado por toda a vida a amargura e a desesperança. Atualmente, uma separação aos 50 anos pode ser o começo de um novo tempo, muitas vezes melhor, mais feliz do que o anterior. Sem contar que, nos dias de hoje, um casamento que vai mal das pernas não dura até a mulher chegar aos 50. Acaba antes, já que elas não carregam uma vida infeliz por muito tempo.

Nas minhas novelas procuro retratar as mulheres maduras, essas que já passaram dos 40. São elas que têm as melhores histórias para contar, as confissões mais tocantes, as lembranças mais ternas, os episódios mais picantes. Que ainda sofrem e choram, sim, mas, que não sofrem nem choram para sempre. E que, quando fazem 50 anos, dão festa, convidam os amigos, apagam as velinhas e fazem coro em causa própria, cantando o Parabéns pra Você!

Por isso, digo e repito: bem-aventuradas as cinqüentonas! As que se renovam a cada dia, a cada instante, e que podem renascer incessante e indefinidamente, repetindo os versos de Cecília Meireles:

Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.

Cinco Bolas

Segue abaixo alguns trechos da palestra de Brian Dyson, ex-presidente da Coca-Cola, que aconteceu em uma conferência de uma universidade americana, onde ele falou sobre a relação entre o trabalho e outros compromissos da vida.

“Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com cinco bolas que lançam ao ar.

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima.

Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Entendam isto e busquem equilíbrio na vida.

Como?

  • Não diminuam seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
  • Não fixem seus objetivos com base no que os outros acham importantes. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.
  • Dêem valor e respeitem as coisas mais queridas aos seus corações. Apeguem-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
  • Não deixem que a vida escorra entre os dedos por viverem no passado ou no futuro. Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias de suas vidas.
  • Não desistam quando ainda não são capazes de um esforço a mais. Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
  • Não temam admitir que não são perfeitos. Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
  • Não excluam ohttps://www.contandohistorias.com.br/mp3/2006419.mp3 amor de suas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a sí próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-se asas.
  • Não corram tanto pela vida a ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.
  • Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
  • Não usem imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se podem recuperar. A vida não é uma corrida, más sim, uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.”

Lembrem-se:

Ontem é história. Amanhã é mistério e hoje é uma dádiva. Por isso se chama “presente”.

Colaboração de Rony Lima

Ciência

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:

— O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?

— Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?

— Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.

— É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?

— Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio.

O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba. O cartão dizia:

“Louis Pasteur, Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris”.

“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.” Louis Pasteur

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