Conta uma lenda que em uma ilha longínqua vivia uma solitária deusa de sal. Ela era apaixonada pelo mar.
Passava dias, noites, horas na praia observando o balanço de suas ondas, sua Beleza, seu mistério, sua magnitude. Um desejo enorme começou a apossar-se do seu coração: experimentar toda Aquela beleza.
Esse desejo foi aumentando até que um dia a deusa resolveu entrar no mar. Logo que ela colocou os pés no mar, eles sumiram, derreteram-se. Encantada com ele, ela seguiu em frente e suas pernas e coxas desapareceram.
A deusa, entretanto, seguiu adiante, sentindo partes do seu corpo Derretendo-se, até ficar apenas com o rosto do lado de fora.
Uma estrela que observava tudo falou:
— Linda deusa, você vai desaparecer por completo. Daqui a pouco você não mais Existirá.
A água do mar desfazia o rosto da deusa, mas ela respondeu fazendo um esforço:
— Continuarei existindo, porque agora eu sou o mar também.
Para conhecer e experimentar é preciso permitir-se, ir em frente.
Quando isto acontece, a mudança se dá, mudamos.
A deusa mudou transformando-se em mar, fazendo parte dele, passou a ser o mar Que ela tanto admirava da praia.
O mar por sua vez, também se transformou, porque foi salgado pela deusa. Ambos experimentaram a mudança: a deusa e o mar.
Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo.
Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.
Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.
Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça.
Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.
Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.
Só então se dirigiu ao público perguntando:
O que é que os senhores estão vendo?
E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
Um bicho!
Um lagarto horrível!
Uma larva!
Um pequeno monstro!
Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:
Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!
Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.
Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.
Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.
Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início.
Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa…
E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:
Nada mais tenho a dizer…
Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.
Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.
Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas,mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!
Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.
É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.
É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.
Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.
Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, com a evidência da paz, em vez da guerra, com a elevação do perfume sobre os odores fétidos, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontrada será a felicidade perene.
Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.
Se você prefere dizer não quando pode dizer Sim e vê mais os defeitos do que os acertos, o lado Negativo cresce e dificulta-lhe aceitar as coisas como são.
Quando você diz sim, o seu mundo interior solta-se, alegra-se; Quando você diz não, ele se fecha e lhe causa problemas.
O sim alivia, o não aperta.
O sim que você costuma dizer à vida faz a vida Dizer sim a você. Então, se possível, evite dizer: Não gosto, não quero, não vou, não tenho.
Quando você se abre para a vida, Ela se abre para você!
Conta uma fábula portuguesa que a coruja encontrou a águia, e disse-lhe:
— O águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!
A águia prometeu-lhe que não os comeria; foi voando e encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:
— O águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-nos todos!
Diz a águia:
— Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.
— Pois eram esses mesmos, disse a coruja.
— Pois então queixa-te de ti, que é que me enganaste com a tua cegueira.
Essa fábula é atribuída ao surgimento da expressão “mãe coruja “pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos, o coração de uma mãe é o lugar mais seguro do mundo e se precisar até sangra por um filho.
Existe um provérbio Iídiche (Israel) que diz: “Deus sabia que não poderia estar em todos os lugares, então criou as mães.”, o provérbio significa que o amor de Deus se manifesta através do amor materno e a dimensão que representa ser mãe é algo tão grandioso que nós como filhos só entendemos o dia em que nos tornamos pais.
Assim hoje quando olho para trás e vejo os erros que cometi posso também ouvir a voz da minha mãe me falando para não fazer ou então para fazer, se ao menos eu tivesse ouvido algumas de suas palavras poderia ter evitado muito dos erros que cometi, mas na época não queria escutar e não tinha a consciência do poder que tinham essas palavras sobre a minha vida.
O lado bom de tudo isso é saber que os erros também são necessários para o nosso crescimento e que muitas vezes a voz da minha mãe se calou, pois sabia que o silêncio também é necessário, pois sabia que muitas vezes é errando que se aprende a acertar, que é chorando que se aprende a sorrir, que é perdendo que se aprende a vencer, que é caindo que se aprende a levantar.
A voz suave da minha mãe que me ninava com suas canções que vinham do coração, a voz firme da minha mãe que brigava comigo porque queria me ver na linha e no caminho certo, a voz carinhosa da minha mãe me dando os melhores conselhos que alguém já me deu, o silêncio de quando ela não estava por perto e tudo que eu mais queria era ouvir novamente a sua voz.
Mãe foi com você que eu aprendi a viver e amar e tudo que eu tenho de melhor em mim é graças a sua dedicação, carinho e amor, mãe obrigado por ter sido o que você sempre foi para mim, uma mãe(não existe outra palavra no universo para descrever), obrigado por me fazer sorrir e chorar, por me fazer crescer e me encontrar.
Sabe qual é a coisa que pode ser uma das mais tristes do mundo?
Uma mãe chorando pelo destino de seus filhos.
E uma das mais belas?
A imensa gratidão que habita o coração de um filho pelo amor de sua mãe.
Por toda a minha vida a sua voz e as suas palavras vão fazer eco na minha consciência e calaram fundo para sempre na minha alma e em todo meu coração.
E quando meus dias na terra acabarem e o meu último pensamento passar pela minha cabeça será em você que irei pensar mãe.
Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe:
— Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!
A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes.
Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:
— Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos!
Ao que respondeu-lhe a águia:
— Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses.
— Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja.
— Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.
Era uma vez um vilarejo muito sonolento. Para combater o tédio, seus moradores viviam inventando jogos e apostas.
Um dia inventaram uma corrida de invenções.
Os concorrentes deveriam fazer com que suas invenções corressem até o final de um campo e retornassem ao ponto de partida.
Apenas três invenções foram inscritas: Uma Flecha Mágica, uma Palavra Impensada e uma Oportunidade de Ouro.
Várias pessoas vieram ver a corrida. Uns apostavam na Flecha; outros, na Palavra; e, outros, na Oportunidade.
Quando a D. Loucura deu o tiro de largada, o arqueiro lançou sua Flecha Mágica, uma mulher pronunciou uma Palavra Impensada e um homem deixou sua Oportunidade de Ouro escapar.
As três saíram em disparada. Todos acompanhavam a corrida atentamente, porém, uma coisa engraçada aconteceu: quando chegaram ao final do campo, elas não pararam nem fizeram a curva para retornar. Antes, enveredaram por outros campos e continuaram correndo em linha reta, para longe. Muito longe.
Depois de umas 6 horas, quando alguns já até tinham desistido de esperar, o Dr. Entendimento, que casualmente ia passando por aí, ao saber da aposta, caiu na gargalhada e disse-lhes:
— Vocês estão aqui há 6 horas esperando? Como vocês são bobos! Vocês ainda não sabem que a Flecha lançada, a Palavra pronunciada e a Oportunidade escapada nunca mais voltam?
Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles. Começou a competição.
A multidão dizia: Não vão conseguir, não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo.
E a multidão continuava a aclamar: Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo,sem esforços.
Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO.
Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir.
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado. Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria, quando sentia saudades… E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.
Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados pelo sol. Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir…
A menina chorava e implorava:
— Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar.
— Eu também terei saudades…
— dizia o pássaro
— Mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas… senão você deixará de me amar.
E partiu…
A menina, sozinha, chorava. Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez. A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que ela encontrou. Quando o pássaro voltou, eles se abraçaram, ele contou histórias e adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito de dor.
— Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora…
A menina não acreditou…achou que ele se acostumaria. Mas, não foi isso o que aconteceu. Caíram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste. Não era mais aquele o pássaro que ela tanto amava…
Até que ela não mais agüentou e abriu a porta da gaiola.
— Pode ir, pássaro – volte quando você quiser…
— Obrigado – disse o pássaro – irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Você sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de você.
Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor? Pense. deixar livre é uma forma singela de ver ter… Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.