Categoria: Histórias (Page 76 of 112)

A Vida

ALBERT EINSTEIN

A vida é como jogar uma bola na parede:

Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;

Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;

Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;

Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.

Por isso, nunca “jogue uma bola na vida” de forma que você não esteja pronto a recebê-la.

A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda.

Tudo o quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.

A vida…

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia , olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.

— Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.

Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.

— Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.

Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

— Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

— Yeeesss… (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.

ATITUDE É TUDO!

Seja mais humano e agradável com as pessoas.

Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.

Viva com simplicidade.

Ame generosamente quem lhe ama.

Cuide-se intensamente.

Fale com gentileza.

Perdoe os erros de quem os reconhece.

E, principalmente, não reclame.

Se preocupe em agradecer pelas oportunidades que Deus lhe dá em acertar no que já errou, o que você é, por todos que o(a) amam e o orgulho não lhe deixa ver!

A vida é curta, e esperar é perda de tempo.

Deixe o restante com Deus!!!

Colaboração de Lucas A. Ianni

A viagem

Mensagem do final da novela “A Viagem”, da rede Globo

Em algum lugar destas terras, há um doce olhar só para você…
Um olhar especial, de alguém especial de distantes origens…
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida,
que sorri porque ama plenamente sem julgamentos,
preconceitos, nem distinções.
Hoje, como ontem, longe desses céus,
há um encantado olhar só para você…
e nesse olhar vai para você a magia da luz,
a simplicidade do perdão,
a força para comungar uma vida.
Hoje, de algum lugar dentro de você,
alguém que já o amou muito,e ainda o ama,
diz para você que valeu a pena ter estado nestas terras,
sob estes céus, falando de paz, união, amor, perdão.
Poder sentir a força que faz você sorrir
e continuar o caminho…
que um dia aquele doce olhar iniciou para você.
Tudo isso, só para você saber que a vida continua…
E que a morte, é uma viagem.

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros.

Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda.

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel.

De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não pudesse contar suas alegrias a um amigo.

De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade.

Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A amizade pura é uma flor que nunca morre.

A Verdade e a Parábola

A Verdade visitava os homens; sem roupas e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.

E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.

Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

— Verdade, porque estás tão abatida ? – perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto !

— Que disparate – riu a Parábola – não é por isso que os homens te evitam.

Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.

Então a Parábola falou :

— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Verdade

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.

Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.

— Que desgraça, senhor! – exclamou o sábio.

Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade !

— Mas que insolente, gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa?!

E ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.

Mandou também que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.

E o outro sábio disse :

— Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes!

A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.

Quando este saía do palácio um cortesão perguntou :

— Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro !

Lembre-se sempre, amigo – respondeu o sábio- tudo depende da maneira de dizer as coisas.

E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.

A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.

A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa.

Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.

Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Verdade

Luis Fernando Veríssimo

Uma donzela estava um da sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida.

O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrava que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— “Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida” – gritaram os aldeões, “Matem-no!”

— “Esperem!”, gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. “Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!”

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!”, e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.

Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

M a r t h a
martha carrer cruz gabriel
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Avançar sempre, em linha reta

Um viajante caminhava às margens de um grande lago. Ao ver um canoeiro preparando-se para zarpar, puxou conversa com ele e descobriu que seus destinos eram o mesmo: a outra margem do lago.

Pediu uma carona, propondo-se a ser o remador. Entrou na canoa, pegou os remos de madeira e reparou que neles estavam esculpidas duas palavras: ACREDITAR e AGIR.

Ele nunca tinha remado antes, e rapidamente descobriu que não é tão fácil quanto parece. A canoa ficava navegando em círculos, ora para a esquerda, ora para a direita.

O dono da canoa, um idoso muito simpático, procurava não ser grosseiro, mas não podia conter o sorriso.

Por fim, já cansado, o viajante pede ajuda:

— Por favor, senhor, como é que eu faço para esta canoa ir só para frente?

O canoeiro respondeu:

— A resposta está nos remos. O Acreditar e o Agir têm que ser impulsionados ao mesmo tempo e com a mesma força.

Ausência

Vinícius de Morais

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces…
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto…
No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida…
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto…
E em minha voz, a tua voz…
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado…
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados…
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada…
Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado…
Eu deixarei…Tu irás e encostarás tua face em outra face…
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada…
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu…
porque eu fui o grande íntimo da noite…
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala
amorosa…
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,
serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.

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