Não é a vida que eu queria nem o mundo o que sonhei Vida de paz e alegria num mundo de uma só lei. Mas me ensinaram, e guardei, que após um dia há outro dia. E rindo como poeta, que riso é minha saúde, fiz da alegria uma meta, fiz da esperança virtude.”
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça.
— Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.
— Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
— Yeeesss… (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.
ATITUDE É TUDO!
Seja mais humano e agradável com as pessoas.
Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.
Viva com simplicidade.
Ame generosamente quem lhe ama.
Cuide-se intensamente.
Fale com gentileza.
Perdoe os erros de quem os reconhece.
E, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelas oportunidades que Deus lhe dá em acertar no que já errou, o que você é, por todos que o(a) amam e o orgulho não lhe deixa ver!
Mensagem do final da novela “A Viagem”, da rede Globo
Em algum lugar destas terras, há um doce olhar só para você… Um olhar especial, de alguém especial de distantes origens… Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida, que sorri porque ama plenamente sem julgamentos, preconceitos, nem distinções. Hoje, como ontem, longe desses céus, há um encantado olhar só para você… e nesse olhar vai para você a magia da luz, a simplicidade do perdão, a força para comungar uma vida. Hoje, de algum lugar dentro de você, alguém que já o amou muito,e ainda o ama, diz para você que valeu a pena ter estado nestas terras, sob estes céus, falando de paz, união, amor, perdão. Poder sentir a força que faz você sorrir e continuar o caminho… que um dia aquele doce olhar iniciou para você. Tudo isso, só para você saber que a vida continua… E que a morte, é uma viagem.
Uma donzela estava um da sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida.
O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:
— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.
E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:
— Então está com o terceiro!
Pois se lembrava que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.
— “Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida” – gritaram os aldeões, “Matem-no!”
— “Esperem!”, gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. “Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!”
E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.
O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.
Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!”, e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.
Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:
— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?
O pescador deu de ombros e disse:
— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.
Um viajante caminhava às margens de um grande lago. Ao ver um canoeiro preparando-se para zarpar, puxou conversa com ele e descobriu que seus destinos eram o mesmo: a outra margem do lago.
Pediu uma carona, propondo-se a ser o remador. Entrou na canoa, pegou os remos de madeira e reparou que neles estavam esculpidas duas palavras: ACREDITAR e AGIR.
Ele nunca tinha remado antes, e rapidamente descobriu que não é tão fácil quanto parece. A canoa ficava navegando em círculos, ora para a esquerda, ora para a direita.
O dono da canoa, um idoso muito simpático, procurava não ser grosseiro, mas não podia conter o sorriso.
Por fim, já cansado, o viajante pede ajuda:
— Por favor, senhor, como é que eu faço para esta canoa ir só para frente?
O canoeiro respondeu:
— A resposta está nos remos. O Acreditar e o Agir têm que ser impulsionados ao mesmo tempo e com a mesma força.
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar seus olhos que são doces… Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres exausto… No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida… E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto… E em minha voz, a tua voz… Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado… Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados… Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada… Que ficou em minha carne como uma nódoa do passado… Eu deixarei…Tu irás e encostarás tua face em outra face… Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada… Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu… porque eu fui o grande íntimo da noite… Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa… Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas, serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.