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Crescimento em Grupo

Um membro de um determinado grupo, sem nenhum aviso deixou de participar.

Após algumas semanas, o mestre do grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O mestre encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante de um brilhante fogo.

Supondo a razão para a visita, o homem saudou-lhe, conduziu-lhe a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto esperando.

O mestre se fez confortável mas não disse nada. No silêncio sério, contemplou a dança das chamas em torno da lenha ardente. Após alguns minutos, o mestre examinou as brasas, cuidadosamente apanhou uma brasa ardente e deixou-a de lado. Então voltou a sentar-se e permaneceu silencioso e imóvel. O anfitrião prestou atenção a tudo, fascinado e quieto.

Então foi-se diminuindo a chama da solitária brasa, houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou de vez. Logo estava frio e morto. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial.

O mestre antes de se preparar para sair, recolheu a brasa fria e inoperante e colocou-a de volta no meio do fogo. Imediatamente começou a incandescer uma vez mais com a luz e o calor dos carvões ardentes em torno dela.

Quando o mestre alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:

— Obrigado tanto por sua visita quanto pelo sermão. Eu estou voltando ao convívio do grupo.

Crer e Confiar

Um certo homem saiu em uma viagem de avião.

Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria.

Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água.

Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.

Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte.

Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas.

Conseguiu derrubar algumas arvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele.

Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas.

Porém significava proteção.

Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes.

Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca.

Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada.

Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos :

— Deus ! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo ?

O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha.

Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?

Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo :

— Vamos rapaz?

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:

— Vamos rapaz, nós viemos te buscar.

— Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui ?

— Ora, amigo ! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro.

O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante.

Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus entes queridos.

Quantas vezes nossa casa se queima e nós gritamos como aquele homem gritou ?

Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Às vezes, é muito difícil aceitar isto, mas é assim mesmo. É preciso crer e confiar !

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Crença na Grandeza Interior

Lourival Lopes, Extraído de “Sabedoria todo dia”.

Hoje, diga assim:

“Dentro de mim há forças e virtudes que jamais experimentei. São tão poderosas que podem me dar serenidade, mesmo num vendaval. São Deus dentro de mim.”

A crença na grandeza interior, força, poderes e virtudes é a mais poderosa arma contra os problemas, os desânimos, as tristezas. Um só estampido dessa “arma” interna acerta o alvo e elimina os tormentos.

Empregue bem os seus poderes e virtudes.

O pulso firme e o tiro certo destroem os problemas.

Correr riscos

Rir é correr risco de parecer tolo.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.

Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.

Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.

Viver é correr o risco de morrer.

Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.

Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!

Seneca (orador romano)

Corra mais riscos

Texto de Leo Buscaglia. Retirado do livro “Vivendo, Amando e Aprendendo”.

Rir é arriscar-se a parecer tolo.

Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.

Estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver.

Mostrar os seus sentimentos é expor a sua humanidade.

Expor suas idéias e sonhos diante do povo é arriscar a sua perda.

Amar é arriscar-se a não ser amado.

Tentar é arriscar-se ao fracasso.

Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.

A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada e não é nada.

Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir, mudar, crescer, viver ou amar.

Acorrentado por suas certezas e vícios, é um escravo.

Sacrificou o seu maior predicado, que é a sua liberdade individual.

Só a pessoa que arrisca é livre.

Coração!

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:

— Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?

A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontosdo coração, faltavam pedaços.

O jovem olhou para o coração do velho e disse:

— O senhor deve estar brincando… compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!

— Sim, – disse o velho. – olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço dopróprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaçosnão eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas… um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?

O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca.

Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.

Conversa com meu avô

Oi vô, tudo bem? Hoje resolvi escrever algo para você, sabe, às vezes eu penso muito em ti, eu sei que não pode me escutar agora, mas certamente os anjos vão fazer com que essa carta chegue até você. Vô não sei se algum dia vou conseguir ser como você, quero dizer ser avô sabe, ainda nem tenho um filho e o tempo voa, talvez quando o meu filho tenha um filho eu já nem esteja aqui, assim como você não está mais, mas vô você tá no meu coração, eu ainda me lembro muito bem de você, do seu chapéu, você nunca saia de casa sem ele.

Ainda me lembro daquela musiquinha que você cantava, lembra, aquela do preguinho:

“Ai preguinho, ai preguinho, ai preguinho que furou a minha carça e me fez um buraquinho…”

Como isso é especial para mim,ai se você soubesse…

Lembro-me de você sentado lá na praça esperando a mamãe te buscar, parece que foi ontem que você me pegava no colo, lembro da sua gargalhada, ela me fazia rir também.

Você tinha um quadro de Moisés abrindo o mar vermelho na parede do seu quarto, nunca me esqueci disso, Vô se você me conhecesse agora, se a gente estivesse junto agora, eu ia te contar tanta coisa, tudo que eu descobri da vida e ia escutar as suas histórias, como elas eram gostosas de ouvir, lembro que eu te pedia benção e você me falava: “Deus te abençoe meu filho” e ele me abençoou meu avô querido, eu sou um homem muito feliz, você fez uma família maravilhosa para gente, obrigado!

Vô eu acho que sempre carregamos algo dos nossos familiares além do sangue que corre nas nossas veias, tenho certeza que esse amor que eu tenho pelas pessoas vem de você também, nascemos na beira do mar e aprendemos que a vida é como a maré, ás vezes alta e ás vezes baixa….

Que coisa maravilhosa é a gente lembrar de uma pessoa com alegria, acho que se um dia eu conseguir que se lembrem de mim com tanta saudade e tanta gratidão como eu me lembro de você, minha vida terá valido a pena

Vô, eu vou indo, vou continuar a minha jornada, tenho que viver, fica com Deus e eu te amo!

Um beijo grande do seu neto.

André Luis Aquino

Contrato Virtual

Amy

A partir de hoje fica decretado que:
Eu e você não temos obrigação um com o outro
A não ser de compartilhar nossos momentos
Dividir nossas alegrias
Ou nossas tristezas.
Eu e você não temos obrigação de nos vermos todos os dias
Salvo quando os dois estiverem com vontade
Eu e você temos um nick
E não precisaremos nos esconder por trás de outro.
Eu e você temos o dever de usar sempre de sinceridade
Para assim podermos curtir nossos momentos
Sem rodeios ou fingimentos.
Fica estabelecido que:
Passaremos momentos agradáveis
Não sou sua “dona” e nem você é o meu “dono”.
Faremos do virtual
Nosso mundo real
Até o dia em que esteja sendo maravilhoso para os dois
E que dure o quanto tiver que durar!
A partir de hoje temos apenas o direito de sermos felizes enquanto pudermos!

Conto Árabe sobre os Sonhos

Uma conhecida anedota árabe conta que um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho.

— Que desgraça, senhor! – Exclamou o adivinho. – Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

— Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido. – Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem açoites. Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe:

— Excelso senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado:

— Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de ouro.

— Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – que tudo depende da maneira de dizer… Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceite com facilidade.

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