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Apenas compreenda!

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.

Ele se vira para o chinês e pergunta:

— Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

E o chinês responde:

— Sim, quando o seu vier cheirar as flores!!!

RESPEITAR AS OPÇÕES DO OUTRO, EM QUALQUER ASPECTO, É UMA DAS MAIORES VIRTUDES QUE UM SER HUMANO PODE TER. AS PESSOAS SÃO DIFERENTES, AGEM DIFERENTE, E PENSAM DIFERENTE. NUNCA JULGUE… APENAS COMPREENDA!!

A Pedra

Autor: Antonio Pereira (Apon)

O distraído nela tropeçou;
O bruto a usou como um projétil;
O empreendedor, usando-a, construiu;
O camponês, cansado da lida, dela fez assento;
Para as crianças foi brinquedo;
Drummond a poetizou;
Com ela Davi matou Golias;
O artista fez dela a mais bela escultura…
Em todos os casos, a diferença não era a pedra,
mas sim o homem!

A parábola da rosa

Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou.

Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou, Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas.

Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e, consequentemente, isso morre.

Nós nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém mais deve mostrá-la a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas.

Esta é a característica do amor — olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.

Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajuda-a a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.

Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, Elas superarão seus próprios espinhos.

Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

A Outra Mulher

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a chama do amor.

Há pouco tempo decidi sair com outra mulher.

Na realidade foi idéia da minha esposa.

Você sabe que a ama , disse minha esposa um dia, pegando-me de surpresa.

A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a essa mulher…

Mas, eu te amo , protestei à minha mulher.

Eu sei. Mas, você também a ama ,tenho certeza disto.

A outra mulher, a quem minha esposa queria que eu visitasse era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 filhos, faziam com que eu a visitasse ocasionalmente.

Essa noite, a convidei para jantar e ir ao cinema.

O que é que você tem? Você está bem? – perguntou-me, após o convite. (Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite, ou um convite surpresa é indício de más notícias).

Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo, respondi. Só nós dois; o que acha?

Ela refletiu por um momento.

Me agradaria muitíssimo – disse sorrindo. Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois do trabalho, estava um tanto nervoso, era o nervosismo que antecede a um primeiro encontro…

E que coisa interessante, pude notar que ela também estava muito emocionada.

Esperava-me na porta com seu casaco, havia feito um penteado e usava o vestido com que celebrou seu último aniversário de bodas.

Seu rosto sorria e irradiava luz como um anjo. Eu disse a minhas amigas que ia sair com você, e ficaram muito impressionadas, comentou enquanto subia no carro.

Fomos a um restaurante não muito elegante, mas, sim, aconchegante, minha mãe se agarrou ao meu braço como se fosse “a primeira dama”.

Quando nos sentamos, tive que ler para ela o menu.

Seus olhos só enxergavam grandes figuras. Quando estava pela metade das entradas, levantei os olhos;

Mamãe estava sentada do outro lado da mesa, e me olhava fixamente.

Um sorriso nostálgico se delineava nos seus lábios.

Era eu quem lia o menu quando você era pequeno – disse-me.

Então é hora de relaxar e me permitir devolver o favor – respondi.

Durante o jantar tivemos uma agradável conversa; nada extraordinário, só colocando em dia a vida um para o outro.

Falamos tanto que perdemos o horário do cinema.

Sairei contigo outra vez, mas só se me deixares fazer o convite disse minha mãe quando a levei para casa.

E eu concordei.

Como foi teu encontro? – quis saber minha esposa quando cheguei naquela noite.

Muito agradável… Muito mais do que imaginei…

Dias mais tarde minha mãe faleceu de um infarte fulminante, tudo foi tão rápido, não pude fazer nada.

Depois de algum tempo recebi um envelope com cópia de um cheque do restaurante de onde havíamos jantado minha mãe e eu, e uma nota que dizia: “O jantar que teríamos, paguei antecipado, estava quase certa de que poderia não estar ali, por isso paguei um jantar para ti e para tua esposa.

Jamais poderás entender o que aquela noite significou para mim. Te amo”.

Nesse momento compreendi a importância de dizer a tempo: “TE AMO” e de dar a nossos entes queridos o espaço que merecem.

Nada na vida será mais importante que Deus e as pessoas que você ama, dedique tempo a eles, porque eles não podem esperar”.

” É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”

A outra Janela

A menina debruçada na janela trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte de seu cão de estimação.

Com pesar observava atenta ao jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras.

A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.

O avô que observava a neta, aproximou-se a envolveu em um abraço e falou-lhe com serenidade :

Triste a cena, não é verdade ?

A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.

No entanto, o avô que desejava conforta-la chamou-lhe a atenção para outra realidade.

Tomou-lhe pela mão e a conduziu para uma janela opostamente localizada na ampla sala.

Abriu as cortinas e permitiu-a que visse o jardim florido a sua frente e lhe perguntou carinhosamente :

Está vendo aquele pé de rosas amarelas bem ali a frente ?

Lembra que você me ajudou a planta-lo ?

Foi em um dia de sol como hoje que nós dois o plantamos.

Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos e hoje veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas.

A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre umas e outras das tantas rosas de variados matizes que enfeitavam o jardim.

O avô, satisfeito pôr te- la ajudado a superar o momento de dor falou-lhe com afeto :

Veja, minha filha.

A vida nos oferece sempre várias janelas.

Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente.

Tantos são os momentos de nossa existência, tantas as oportunidades de aprendizado que nos visitam no dia-a-dia que não vale a pena sofrer diante de quadros que não podemos alterar.

São experiências valiosas da vida, das quais devemos tirar lições oportunas sem nos deixar tragar pelo desespero e revolta que só infelicitam e denotam a falta de confiança em Deus.

A nossa visão do mundo é muito limitada.

Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade para nos aguardar após cada dificuldade superada.

Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem tantas outras janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.

Não se permita contemplar a janela da dor.

Aproveite a lição e siga em frente com ânimo e disposição.

Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Aos casados

Arthur da Tavola

Aos casados há muito tempo
aos que não casaram, aos que vão casar,
aos que acabaram de casar,
aos que pensam em se separar,
…aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar…

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado
uma ótima posição no ranking das virtudes,
o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração
e justifique loucuras.
Que nos faça entrar em transe, cair de quatro,
babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Tem algum médico aí???
Depois que acaba esta paixão retumbante,
sobra o que?

O amor.
Mas não o amor mistificado,
que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos,
o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor,
assim como não existem três tipos de saudades,
quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento,
seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido
e mulher não há laços de sangue,
a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento
exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência… Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos,
dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu,
fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, ‘solamente’, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
falta discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

A Orquídea branca…

Rubia A. Dantés

A mulher ganhou de presente um vaso com uma linda orquídea branca. Ficou tão encantada que colocou a planta em um xaxim na árvore mais bonita do jardim… A planta criou raízes que se prenderam na árvore… e a flor… no tempo certo… morreu. Passou um tempo e a mulher se esqueceu da orquídea que acabou se misturando ás muitas plantas do jardim…

Muito tempo depois quando passeava distraída pelo jardim ela viu a linda flor branca… Com uma exclamação de alegria se aproximou da linda orquídea que nasceu sem ser esperada… A mulher ficou de novo tão encantada que quis preservar ao máximo aquela flor tão preciosa, da chuva… do sol…

Enquanto admirava a sua beleza ia pensando em uma forma de protegê-la para que ela ficasse o maior tempo possível enfeitando o jardim, sem sofrer nenhum dano nas aveludadas pétalas brancas…

Colocou então um plástico branco esticado sobre a planta… que protegia completamente a orquídea. Mas… também escondia a sua beleza… Quem passasse por ali, com certeza, veria a proteção, que chamava a atenção porque destoava do que era a natureza… mas não via a orquídea… a menos que tivesse um olhar bem atento e sensível para o que estava além…

A orquídea até se sentiu feliz e orgulhosa… quando se viu tratada de forma tão especial, ao contrário das muitas flores que estavam espalhadas no jardim… e na primeira chuva que veio se sentiu protegida e confortável quando os grossos pingos não chegavam a tocar as suas deliccadas pétalas… Ali de cima ela podia ver algumas flores perdendo uma pétala aqui, outra ali, e se curvando ao sabor das águas e do vento forte. E quando veio o sol a orquídea também não pôde sentir na pele das pétalas o calor, porque aquela proteção impedia que o sol a atingisse em cheio… como fazia com as outras flores do jardim. Ela estava protegida, com certeza estava. Mas não estava feliz…

Olhando as outras flores, ao sabor da chuva, do sol, podia ver um brilho especial nas pétalas e um viço diferente, e mesmo aquelas que perdiam algumas pétalas quando a água vinha mais forte, pareciam felizes, muito felizes, e exalavam vida, além de perfume.

A orquídea, mesmo linda, parecia pálida e sem vida… e se sentia assim. E as chuvas foram caindo, o sol foi brilhando, as flores nasciam e morriam. E a orquídea enfeitava o jardim, intacta e bela, Mas, triste, muito triste. Ela percebeu que o seu tempo estava passando, e isso deu-lhe uma profunda tristeza por não poder ter vivido a chuva, o sol. Nunca pôde sentir a alegria incontida que percebia nas outras flores quando em contato com as forças da natureza. Aquele plástico que protegia, sufocava mais que tudo. E o tempo que ela ganhou com esta proteção acabou se tornando tristeza.

E foi a lua, que também não tinha conseguido tocar diretamente as suas pétalas, que entendeu o sofrimento da orquídea, e sentiu uma profunda compaixão pela linda flor. Num ato de Amor, lançou um raio de luar tão intenso que desintegrou completamente o plástico que protegia a orquídea, que se rendeu feliz á lua, ao sol, á chuva, á vida, intensamente, até seu último e derradeiro instante, colorido e encantado por gotas d’água, filtradas pelo sol em cores de arco íris.

Muitas vezes, os escudos que usamos para nos proteger, nos impedem de viver o melhor da vida e escondem o que temos de mais bonito.

Ante o próximo

…E quem é o meu próximo? – indaguei
Ao coração da vida?
E o coração da vida obedecendo a Lei,
Respondeu com voz clara e decidida:
Olha em redor de ti, onde o dever te leva.
Do espaço livre e amplo à senda estreita e breve,
Fita em teu próprio lar:
É teu pai, tua mãe, teu irmão, teu parente, E mais alguém do Grupo familiar,
É o vizinho piedoso e intransigente,
É o mendigo a esmolar que te visita a porta, O amigo suscetível de amparar-te
É aquele que padece
Privação ou problema em qualquer parte.
É aquele que te esquece
E o outro que te humilha,
A esconder-se no ouro em que se alteia e brilha
Para depois cair quando se desilude.
É aquele que se faz bandeira da virtude, E o outro que te apoia ou te faz concessões.
É aquele que te furta o lugar e o direito, Alimentando a sombra do despeito
Sem que te saiba ver as intenções.
É a mulher que te guia para o bem
E a outra que atravessa as áreas de ninguém
Avinagrando corações…

O próximo, afinal, seja onde for,
Será sempre a criatura
Que te busca onde estás
Procurando por ti o socorro da paz,
Rogando-te bondade, amparo e compreensão,
Amizade e calor
Dando-te o nobre ensejo,
De seguir para a luz na presença do amor.
E posso sem o próximo viver? – perguntei comovida
E disse novamente o coração da vida:
Acende sem cessar a luz do Bem,
Trabalha, serve, crê, chora, sofre e auxilia…
Sem o próximo em tua companhia
Nunca serás alguém!!

Anjo

O menino voltou-se para a mãe e perguntou:

— Os anjos existem mesmo? Eu nunca vi nenhum. Como ela lhe afirmasse a existência deles, o pequeno disse que iria andar pelas estradas, até encontrar um anjo.

— É uma boa idéia – falou a mãe. Irei com você.

— Mas você anda muito devagar – argumentou o garoto. Você tem um pé aleijado. A mãe insistiu que o acompanharia. Afinal, ela podia andar muito mais depressa do que ele pensava. Lá se foram. O menino saltitando e correndo e a mãe mancando, seguindo atrás. De repente, uma carruagem apareceu na estrada. Majestosa, puxada por lindos cavalos brancos. Dentro dela, uma dama linda, envolta em veludos e sedas, com plumas brancas e cabelos escuros. As jóias eram tão brilhantes que pareciam pequenos sóis. Ele correu ao lado da carruagem e perguntou à senhora:

— Você é um anjo?

Ela nem respondeu. Resmungou alguma coisa ao cocheiro que chicoteou os cavalos e a carruagem sumiu, na poeira da estrada. Os olhos e a boca do menino ficaram cheios de poeira. Ele esfregou os olhos e tossiu bastante. Então, chegou sua mãe que limpou toda a poeira, com seu avental de algodão azul.

— Ela não era um anjo, não é, mamãe?

— Com certeza, não. Mas um dia poderá se tornar um, respondeu a mãe. Mais adiante uma jovem belíssima, em um vestido branco, encontrou o menino. Seus olhos eram estrelas azuis e ele lhe perguntou.

— Você é um anjo?

Ela ergueu o pequeno em seus braços e falou feliz:

— Uma pessoa me disse ontem à noite que eu era um anjo. Enquanto acariciava o menino e o beijava, ela viu seu namorado chegando. Mais do que depressa, colocou o garoto no chão. Tudo foi tão rápido que ele não conseguiu se firmar bem nos pés e caiu.

— Olhe como você sujou meu vestido branco, seu monstrinho! Disse ela, enquanto corria ao encontro do seu amado.

O menino ficou no chão, chorando, até que chegou sua mãe e lhe enxugou as lágrimas com seu avental de algodão azul. Aquela moça, certamente, não era um anjo. O garoto abraçou o pescoço da mãe e disse estar cansado.

— Você me carrega?

— É claro – disse a mãe. Foi para isso que eu vim. Com o precioso fardo nos braços, a mãe foi mancando pelo caminho, cantando a música que ele mais gostava. Então o menino a abraçou com força e lhe perguntou:

— Mãe, você não é um anjo? A mãe sorriu e falou mansinho:

— Imagine, nenhum anjo usaria um avental de algodão azul como o meu….

MORAL DA HISTÓRIA: Anjos são todos os que na Terra se tornam guardiões dos seus amores. São mães, pais, filhos, irmãos, amigos que renunciam a si próprios, a seus interesses, aos seus objetivos, aos seus desejos e até as suas vidas em benefício dos que amam. Às vezes, podem estar do nosso lado e não percebemos.

Autor: William J. Bennett

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