Autor: Rubens (Page 41 of 112)

O que é o Amor?

Numa sala de aula, havia várias crianças.

Quando uma delas perguntou à professora : Professora, o que é o amor ?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.

Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse :

Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse : Eu trouxe esta flor, não é linda ?

A segunda criança falou : Eu trouxe esta borboleta.

Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou : Eu trouxe este filhote de passarinho.

Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha ?

E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo.

Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.

A professora se dirigiu a ela e perguntou :

Meu bem, por que você nada trouxe ?

E a criança timidamente respondeu :

Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume.

Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo.

Vi também a borboleta, leve, colorida.

Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.

Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho.

Como posso mostrar o que trouxe ?

A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O que é isso?

Certa tarde, estavam pai e filho no pátio de casa, sentados em um banco embaixo de uma árvore. O filho lia concentrado o seu jornal, enquanto o pai contemplava a natureza. De repente um pequeno pássaro pousou à frente deles. O pai olhou atento e perguntou:

— O que é aquilo?

Então o filho tirou os olhos do jornal, olhou para o pássaro e respondeu:

— Um pardal.

O pai, continuando a olhar o pequeno pássaro, perguntou de novo:

— O que é aquilo?

E o filho novamente respondeu:

— Acabei de lhe dizer pai, é um pardal.

Quando o filho sacudiu o jornal para virar a página, o pássaro se assustou e voou para os galhos da árvore. Minutos depois, o pássaro pousou no chão e o pai questionou novamente:

— O que é aquilo?

O filho, já inquieto, respondeu com grosseria:

— Um pardal! UM PARDAL! Já lhe disse várias vezes, pai, é um PAR-DAL!

O pai, continuando a olhar o pequeno pássaro, pergunta mais uma vez:

— O que é aquilo?

Então o filho perdeu a paciência e, aos berros, respondeu:

— Por que o senhor está fazendo isso comigo, atrapalhando minha leitura? Por quê? Já lhe disse várias vezes que é um pardal, um pardal, que saco!

Nisso o pai se levantou calmamente e o filho, entre nervoso e curioso, perguntou:

— Aonde o senhor vai?

O pai entrou em casa. Logo depois, retornou com uma velha agenda em suas mãos. Procurou uma determinada página e a entregou ao filho, que começou a ler.

Nisso, o pai lhe ordenou:

— Leia em voz alta!

Então o filho começou a ler a agenda na página aberta pelo pai, que dizia:

— Hoje meu filho caçula, que há poucos dias fez três anos de idade, estava comigo no parque quando um pássaro pousou à nossa frente. Meu filho me perguntou 21 vezes o que era aquilo. E eu lhe respondi 21 vezes, com todo carinho, que era um pardal. E cada vez que ele me perguntava, eu respondia com toda alegria do meu coração, e o abraçava a cada pergunta sentindo-me feliz por perceber que a curiosidade daquele inocente criança demonstrava o quanto meu filho era inteligente!

Foi nesse instante que a ficha caiu e o filho largou seu jornal e abraçou seu velho pai, chorando!

Muitas vezes não temos paciência com nossos pais, achando que eles são chatos, caducos e só querem atrapalhar nossa vida. Esquecemos que foram eles que nos orientaram educaram, socorreram, investiram todo seu tempo, paciência e amor para que pudéssemos, um dia, sermos pessoas de bem. E hoje não temos tempo e nem paciência para tratá-los bem.

O que é a vida?

Madre Teresa de Calcutá

A vida é uma oportunidade use-a
A vida é beleza admire-a
A vida é prazer goze-o
A vida é sonho concretize-o
A vida é desafio aceite-o
A vida é dever cumpra-o
A vida é viagem finalize-a
A vida é um jogo jogue-o
A vida é cara valorize-a
A vida é riqueza proteja-a
A vida é amor prove-o
A vida é um mistério desvende-o
A vida é promessa cobre-a
A vida é sofrimento domine-o
A vida é uma canção cante-a
A vida é luta enfrente-a
A vida é uma tragédia contenha-se
A vida é uma aventura ouse
A vida é viver viva
A vida é felicidade crie-a
Por favor não a desperdice, ela é valiosa.

Bilhete escrito e exposto na parede do escritório de um orfanato das Missionárias da Caridade em Calcutá.

O Quadro

Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte.

Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, sentavam-se juntos para admirar as grandes obras de arte.

Por obra do destino, seu filho foi para guerra. Foi muito valente e morreu numa batalha, quando resgatava outro soldado. O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.

Um mês mais tarde, justo antes do natal, alguém bateu na porta. Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:

“Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida. Ele salvou muitas vidas naquele dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito morrendo, assim, instantaneamente. Ele falava muito do senhor e de seu amor pela arte”.

E o rapaz estendeu os braços para entregar-lhe a tela:

“Eu sei que não é muito, e eu não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto”.

O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.

Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura. O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.

Ele agradeceu ao jovem soldado e ofereceu pagar-lhe pela pintura.

“Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim. Esta pintura é um presente”.

O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte. Cada vez que alguém visitava sua casa ele mostrava o retrato do filho antes de mostrar sua famosa galeria.

O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente compareceu com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte. Em exposição estava o retrato do filho.

O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão.

“Começaremos o leilão com o retrato O FILHO. Quanto me oferecem por este quadro?”

Um grande silêncio…Então um grito do fundo da sala:

“Queremos ver as pinturas famosas!!! Esqueça-se desta!!!”.

O leiloeiro insistiu:

“Alguém oferece algo por essa pintura?? $100? $200?”

Mais uma vez outra voz:

“Não viemos por esta pintura! Viemos por Van Gogh, Picasso… Vamos às ofertas de verdade!”

Mesmo assim o leiloeiro continuou…

“O FILHO!!! O FILHO!!! Quem leva o filho?”

Finalmente, uma voz:

“Eu dou $10 pela pintura”.

Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.

“Temos $10! quem dá $20?” – gritou o leiloeiro.

As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas, para completarem suas coleções. Então o leiloeiro bateu o martelo:

“Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por $10!!!”

“Agora vamos começar com a coleção!!!” – gritou um.

O leiloeiro soltou seu martelo e disse:

“Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.

Quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do dono. Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura “O Filho” seria leiloada. Aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as posses deste homem, inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O FILHO fica com tudo!”

O Quadro

Um homem havia pintado um lindo quadro.

No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo.

Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro.

Houve caloroso aplauso.

Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo.

Com o ouvido junto à porta, Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios.

Todos admiravam aquela obra de arte.

Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro :

A porta não tinha fechadura.

E foi perguntar ao artista :

— Sua porta não tem fechadura ! Como se fará para abri-la ?

— É assim mesmo – respondeu o pintor

— Esta é a porta do coração humano.

— Só se abre do lado de dentro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Purgatório e o Paraíso

A um rabino muito justo foi permitido que visitasse o purgatório (Gehena) e o paraíso (GanEden).

Primeiramente foi levado ao purgatório, de onde provinham os gritos mais horrendos dos rostos mais angustiados que já virá.

Estavam todos sentados numa grande mesa.

Sobre ela, se viam iguarias, comidas das mais deliciosas que se possa imaginar, com a prataria e a louça mais maravilhosa que jamais se vira.

Não entendendo porque sofriam tanto, o rabino prestou mais atenção e viu que seus cotovelos estavam invertidos, de tal forma que não podiam dobrar os braços e levar aquelas delícias às suas bocas.

O rabino foi levado ao paraíso, onde se ouvia deliciosas gargalhadas e onde reinava um clima de festa.

Porém, ao observar, para sua surpresa, encontrou o mesmo ambiente : todos sentados à mesma mesa que vira no purgatório, contendo as mesmas iguarias, as mesmas louças e os mesmos cotovelos invertidos.

Mas ali havia um detalhe muito especial : cada um levava a comida à boca do outro.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Princípio 90/10

Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.

O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase,que o semáforo fique no vermelho. Mas, você é quem determinará os outros 90%.

Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.

Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho,também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 minutos de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia começou mal eparece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.

Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense: por que seu dia foi péssimo?

A) por causa do café?

B) por causa de sua filha?

C) por causa de sua esposa?

D) por causa da multa de trânsito?

E) por sua causa?

A resposta correta é a E. Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela,gentilmente:”está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado.” Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.

Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por que? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10. Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos o afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.

Como reagir a alguém que o atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por que perder o sono e ficar tão chateado?

Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por que manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.

Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.

Pode mudar a nossa vida!

O Preço do Amor…

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito.

Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu :

Cortar a grama do jardimR$ 3,00
Por limpar meu quarto esta semanaR$ 1,00
Por ir ao supermercado em seu lugarR$ 2,00
Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia as comprasR$ 2,00
Por tirar o lixo toda semanaR$ 1,00
Por ter um boletim com boas notasR$ 5,00
Por limpar e varrer o quintal: R$ 2,00
TOTAL DA DÍVIDAR$ 16,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa.

Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu :

Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vidaNADA
Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por tiNADA
Pelos problemas e pelos prantos que me causastesNADA
Pelo medo e pelas preocupações que me esperamNADA
Por comidas, roupas e brinquedosNADA
Por limpar-te o narizNADA
CUSTO TOTAL DE MEU AMORNADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito, tinha os olhos cheios de lágrimas.

Olhou nos olhos da mãe e disse : “Eu te Amo, Mamãe !!!”

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme : “TOTALMENTE PAGO”.

Assim somos nos adultos, como crianças, querendo recompensa por boas ações que fazemos. É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus.

E para sorte nossa é GRÁTIS.

Basta querermos recebe-lo em nossas vidas.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

O Pranto do Deserto

Assim que chegou a Marrakesh, o missionário resolveu que passearia todas as Manhãs pelo deserto que ficava nos limites da cidade. Na sua primeira Caminhada, notou um homem deitado nas areias, com a mão acariciando o solo, E o ouvido colado na terra.

“É um louco”, disse para si mesmo.

Mas a cena se repetiu todos os dias e, passado um mês, intrigado por aquele comportamento estranho, ele resolveu dirigir-se ao estranho. Com muita dificuldade, já que ainda não falava árabe fluentemente, ajoelhou-se a o seu lado.

— O que você está fazendo?

— Faço companhia ao deserto e o consolo por sua solidão e suas lágrimas.

— Não sabia que o deserto era capaz de chorar.

— Ele chora todos os dias, porque tem o sonho de tornar-se útil ao homem e transformar-se num imenso jardim, onde se pudesse cultivar cereal, flores e carneiros.

“Quando olho suas areias, imagino as milhões de pessoas no mundo que foram criadas iguais, embora nem sempre o mundo seja justo com todos. As suas Montanhas me ajudam a meditar. Ao ver o sol nascendo no horizonte, minha alma se enche de alegria e me aproximo do Criador.”

O missionário deixou o homem e voltou para os seus afazeres diários. Qual Foi sua surpresa, na manhã seguinte, ao encontrá-lo no mesmo lugar e na mesma posição.

— Você comentou com o deserto tudo que lhe disse? Perguntou.

O homem acenou afirmativamente com a cabeça.

— E mesmo assim ele continua chorando?

— Posso escutar cada um de seus soluços. Agora ele chora porque passou milhares de anos pensando que era completamente inútil e desperdiçou todo este tempo blasfemando contra Deus e seu destino.

— Pois conte para ele que, apesar do ser humano ter uma vida muito mais curta, também passa muitos de seus dias pensando que é inútil. Raramente descobre a razão do seu destino, acha que Deus foi injusto com ele. Quando chega o momento em que, finalmente, algum acontecimento lhe mostra o por quê de ter nascido, acha que é muito tarde para mudar de vida e continu a sofrendo. E como o deserto, culpa-se pelo tempo que perdeu.

— Não sei se o deserto ouviu, disse o homem. Ele já está acostumado com a dor e não consegue ver as coisas de outra maneira.

— Então vamos fazer aquilo que eu sempre faço quando sinto que as pesso as perderam a esperança. Vamos rezar. Os dois ajoelharam-se e rezaram um virou-se em direção a Meca porque era muçulmano, o outro colocou as mãos juntas em prece, porque era cristão. Rezaram cada um para o seu Deus, que sempre foi o mesmo Deus, embora as pessoas insistissem em chamá-l o por nomes diferentes.

No dia seguinte, quando o missionário retomou a sua caminhada matinal, o homem não estava mais lá. No lugar onde costumava abraçar a areia, o solo parecia molhado, já que uma pequena fonte tinha nascido. Nos meses que se seguiram, esta fonte cresceu e os habitantes da cidade construíram um poço em torno dela.

Os beduínos chamam o lugar de “poço das lágrimas do deserto” . Dizem que todo Aquele que beber de sua água irá transformar o motivo do seu sofrimento na razão da sua alegria terminará encontrando seu verdadeiro destino.

O pote rachado

Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia, à beira do poço:

— Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.

— Por quê?, perguntou o homem. – De que você está envergonhado?

— Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

— Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

— Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado do caminho??? Notou ainda que a cada dia, enquanto voltávamos do poço, você as regava??? Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

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