Autor: Rubens (Page 60 of 112)

Felicidade realista

Por Martha Medeiros

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor.. não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção.

Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.

Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.

E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.

Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.

Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.. .

Felicidade é sorrir para a vida.

Frederico Pereira

Felicidade é sorrir para a vida.
É permitir-se um momento de puro êxtase.
Por pequenas coisas que nos acontecem, E que às vezes não percebemos.
Estão sempre a nossa volta:
Um olhar que nos descobre,
O aperto de mão caloroso de um amigo,
O sorriso do estranho que agradece a nossa atenção,
Um lindo pôr-do-sol,
A chuva caindo no telhado,
Um pássaro,
Uma flor…
Como é bom parar de vez em quando E notar o que se passa pertinho da gente…
E então sorrir, destes momentos, e ser feliz!

Felicidade

“Se tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.

Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.

Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante, (ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).

Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente. Ser feliz é ser gente, é ter vida, que como dizia o poeta: “é bonita, é bonita, é bonita…”

felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida. É sonhar, é chorar, é sorrir.

Felicidade é viver cercado de amor, é plantar amizade, é o calor do abraço daquele amigo, que mesmo distante, lembrou de dizer: “alô”.

Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama, para o filho dormir.

Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela. É um cd bem mela-mela, para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante, frio aconchegante, chuvinha ou temporal.

Ser feliz é enxergar o outro (e sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada).

Ser feliz é fazer da vida uma grande aventura, a maior loucura, um enorme prazer.

Ser feliz é ser amigo, mas…

Antes de tudo é ter amigos, exatamente assim, como vocês.”

Faz sentido

Tudo no universo opera por vibração e uma conseqüente ressonância. Quando uma pessoa ataca, a outra só reage se aquilo encontrou ressonância (pode ser a nível físico, se for uma agressão física, ou moral, se for uma agressão verbal).

Ao tocar uma nota Dó no violão, pode notar que a outra corda Dó vai ressoar, porque ambas estão afinadas (daí vem a palavra “afinidade”). Se uma agressão o perturbar, é porque ela ressoou em você, e você, entendendo o mecanismo, procure localizar ONDE ressoou e o PORQUÊ, e então procure eliminar esses traços em você (assim como um psicólogo faz com seu paciente).

Uma vez que isso acontece, não há necessidade de dar uma resposta, pois onde não há ofensa não há necessidade de contra-ofensa ou mesmo perdão (algo que Gandhi já falava, com o seu Ahimsa). Aliás, Gandhi e Jesus foram exemplos extremos de que mesmo agressões físicas não podiam perturbar suas almas. Pode-se destroçar o corpo, matá-lo, mas só é possível fazer o mesmo com sua alma se você o permitir.

No fundo do seu ser repousa uma mente tranqüila e serena como um lago. Se a tranqüilidade da água permite refletir as coisas, o que não poderá a tranqüilidade do espírito? (Chuang Tzu)

Colaboração: Wilma Santiago

Fazer a Diferença

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula parou em frente aos seus alunos da quinta série primária e como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual.

No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que na primeira fila estava sentado um pequeno garoto chamado Ricardo.

A professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e muitas vezes suas roupas estavam sujas e cheiravam mal.

Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.

Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor que lesse com atenção a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações feitas em cada ano.

A Sra. Teresa deixou a ficha de Ricardo por último.

Mas quando a leu foi grande a sua surpresa.

A professora do primeiro ano escolar de Ricardo havia anotado o seguinte : Ricardo é um menino brilhante e simpático.

Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos.

Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele.

A professora do segundo ano escreveu :

Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe, que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos.

A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil.

Da professora do terceiro ano constava a anotação seguinte :

A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo.

Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada se ninguém tomar providências para ajudá-lo.

A professora do quarto ano escreveu :

Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos.

Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula.

A Sra. Tereza se deu conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada.

Sentiu-se ainda pior quando lembrou dos presentes de Natal que os alunos lhe haviam dado, envoltos em papéis coloridos, exceto o de

Ricardo, que estava enrolado num papel marrom de supermercado.

Lembra-se de que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade.

Apesar das piadas ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão.

Naquela ocasião, Ricardo ficou um pouco mais de tempo na escola do que o de costume.

Lembrou-se ainda, que Ricardo lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe.

Naquele dia, depois que todos se foram, a professora Tereza chorou por longo tempo…

Em seguida, decidiu-se a mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo.

Com o passar do tempo ela notou que o garoto só melhorava.

E quanto mais ela lhe dava carinho e atenção, mais ele se animava.

Ao finalizar o ano letivo, Ricardo saiu como o melhor da classe.

Um ano mais tarde a Sra. Tereza recebeu uma notícia em que Ricardo lhe dizia que ela era a melhor professora que teve na vida.

Seis anos depois, recebeu outra carta de Ricardo contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera.

As notícias se repetiram até que um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo.

Mas a história não terminou aqui.

A Sra. Tereza recebeu outra carta, em que Ricardo a convidava para seu casamento e noticiava a morte de seu pai.

Ela aceitou o convite e no dia do casamento, estava usando a pulseira que ganhou de Ricardo anos antes, e também o perfume.

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido :

— “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença.”

Mas ela, com os olhos banhados em pranto sussurrou baixinho :

— “Você está enganado ! Foi você quem me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal eu não sabia ensinar até que o conheci.”

Mais do que ensinar a ler e escrever, explicar matemática e outras matérias, é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando.

Mais do que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença…

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Fazendo Valer a Pena

Masaharu Taniguchi

Preencha cada momento de sua vida com pensamentos positivos em relação à humanidade…

O segredo para conquistar a felicidade é preencher a totalidade da nossa vida, em todos os momentos, com bons pensamentos em relação á humanidade e a todas as coisas. Penso que Goethe conhecia esse segredo.

No romance Hermann e Dorothea, há uma passagem na qual ele escreve:”Só o momento presente consagra a vida e todo destino do homem”.

Ainda, ele escreve no livro Viagem à Itália: “Segundo minha descoberta, todas as pessoas que são verdadeiramente sábias chegaram a essa opinião e se apegam a ela, seja em escala maior ou menor, ou em diferente grau de flexibilidade. Ou seja, o momento presente é tudo”.

Assim como as explosões ininterruptas do combustível do motor fazem o carro se movimentar, as explosões contínuas dos nossos pensamentos e sentimentos se transformam em atitudes e fazem o destino avançar.

Essa força explosiva do pensamento faz avançar o “carro do nosso destino” na direção em que giramos o volante do nosso pensamento.

Quem rouba gira o volante para o lado em que será roubado; quem dá esterça-o para o lado em que receberá; quem odeia, para o lado em que será odiado; quem ama, para o lado em que será amado — a força que assim empenhamos está se voltando para nós, na mesma proporção.

Diz-se que o ser humano possui três direitos fundamentais: direito à vida,direito à liberdade, direito à felicidade. Sentimos a razão de viver quando esses três direitos não são violados.

A estruturação de nossa vida deve começar pelo cuidado em não usurpar do outro esses três direitos.

Quando asseguramos esses três direitos ao próximo, nós também temos esses direitos assegurados. Nós podemos usurpar do outro algum desses direitos e experimentar temporariamente o prazer de ser vencedor.

Porém, para conseguirmos isso, temos de tomar uma “taça amarga”.

Não devemos ameaçar o direito à vida que o outro tem. Não devemos restringir a liberdade do outro. Não devemos roubar a felicidade alheia.

Esse é o princípio fundamental para estruturar uma vida feliz para nós.

Colaboração de Renato J.G.Filho

Fazendo diferente

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de banana.

Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançaram um jato de água fria nos que estavam no chão.

Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiamo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.

Um quarto e, finalmente, o o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria : “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

Faxina da Vida

A luz só é bela quando acesa na escuridão. Vejamos. Certa vez uma pessoa dormia mal porque morava num porão escuro. Ela sonhava em colocar uma lâmpada no ambiente. Depois de muito trabalhar, contratou um eletricista e colocou a tão desejada lâmpada. Antes de acendê-la, pensou: “Agora finalmente vou dormir tranquilo.” Ao acendê-la, uma supresa. Perdeu o sono. Por quê?

Porque a luz expôs a realidade que ela não via: a sujeira, insetos, aranhas. Só descansou depois de uma bela faxina. Infelizmente alguns preferem o escuro! Tenhacoragem para acender a luz no seu porão e fazer uma faxina na sua vida.

enviado por Renato J.G.Filho

Fases da vida

Há fases na vida em que tudo parece conspirar contra nós. Nesses momentos é comum sentirmos que nada fizemos de suficientemente bom no passado. Em parte até pode ser verdade, mas reflitamos: não terá sido nossa forte intenção fazermos o melhor ?

O que vemos hoje – como vemos – é alvo da nossa forma atual de olhar. Se nos virmos falíveis em todos os níveis de espaço-tempo, sempre encontraremos o que fizemos de menos, ou o que hoje julgamos ser mal, inconveniente ou errado, visto que evoluímos e crescemos a cada instante que passa.

Com a vivência de hoje, não faríamos o errado de ontem , e amanhã não faremos o que hoje, infelizmente, já fizemos, pois poderá ser mal interpretado ou magoar alguém.

O importante é percerbermos com clareza as boas sementes que plantamos hoje e, independentemente do resultado, sentirmos por nós próprios admiração e respeito.

Não tema. Sempre estaremos certos, só pela nossa intenção de acertar!

Colaboração de Wilma Santiago

Família harmônica

Ter uma família bem estruturada, harmônica é o desejo de todos aqueles que a não possuem. Olham com uma certa inveja pais e filhos se abraçando, entre confidências e uma delicada cumplicidade de amor.

Os que constituem a família harmônica sabem que para mantê-la assim há um preço. Não é nada que possa ser comprado com cartão de crédito, títulos do mercado financeiro, ações da bolsa ou lingotes de ouro.

O preço é uma mistura de tempo, atenção e carinho. Parece simples, contudo, raras vezes nos dispomos a renunciar ao nosso tempo de descanso, de leitura, de lazer, de tarefas importantes para dedicar aos filhos, ao cônjuge, a quem amamos.

Atenção é algo que dispensamos quando nós nos sentimos sós e desejamos a companhia dos demais. E carinho?

Bom, carinho é algo que geralmente dizemos que os que amamos sabem que temos por eles, mas não fazemos nada para demonstrar.

Bem diferente daquela mãe de gêmeos que morava em uma casinha e criara a ambos com extremados cuidados.

Durante o curso do ensino médio, os garotos, que desejavam estar mais tempo com seus amigos e amigas, passaram a sair nos finais de semana, retornando tarde da noite para casa.

Então, fosse qual fosse a hora que retornassem, às vinte e três horas nos fins de semana comuns ou lá pelas duas da madrugada, quando havia baile no colégio, eles entravam no quarto da mãe e se deitavam em sua cama, um de cada lado.

Ali, no escuro, começavam a contar tudo o que havia acontecido. A conversa durava horas. A mãe parecia estar ouvindo um sofisticado aparelho de som estéreo, com um filho gêmeo de cada lado, rindo, recordando, reclamando, sonhando acordados.

Falavam de seus planos, suas esperanças, seus medos e suas experiências. Com eles, ela viajava pela terra da fantasia. Com as suas narrativas, parecia ver as garotas bonitas com quem tinham dançado, conversado, abraçado.

Até que um dia, os meninos, quase rapazes, se deram conta de que, na manhã seguinte, a mãe sempre levantava muito cedo para ir para o trabalho. Dela dependia o sustento da família. Sentiram-se quase envergonhados por não terem sido sensíveis, percebendo esse detalhe antes.

Por isso, falaram com a mãe, desculpando-se pela insensibilidade de até então e comentaram que, com certeza, ela deveria preferir não ser despertada quando voltassem para casa tarde da noite.

A resposta da mãe foi imediata, sincera e recheada de carinho:

Meus filhos, eu sempre posso voltar a dormir. Mas, lembrem-se, não poderei conversar sempre com os meus meninos.

Colaboração: Lúcia Maria Malta

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