O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi lhe mostrando as casas e moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins.
O homem perguntou:
— Quem mora aí?
O anjo respondeu:
— É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou pensando:
“puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!”
Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.
— E aqui, quem mora? – perguntou o homem.
O anjo respondeu:
— Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisso o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
— Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado:
— Como é possível! Vocês sabem construir coisa muito melhor.
— Sabemos – responde o anjo – mas nós construímos apenas a casa. O material é você mesmo que seleciona e nos envia lá de baixo. Você só enviou isso!
Moral da história: cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade. Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.
Um mineirinho inteligente vindo da roça se candidatou a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade.
Na verdade era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado nessa loja.
O gerente perguntou ao rapaz:
— Você já trabalhou alguma vez na vida?
— Sim, eu fazia negócios na roça.
O gerente gostou do jeito simpático do mineiro e disse:
— Pode começar amanhã e no final da tarde venho verificar como você se saiu.
O dia foi longo e árduo para o rapaz. Às 17:30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:
— Quantas vendas você fez hoje?
— Uma!
— Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.
De quanto foi a venda que você fez?
— Dois milhões e meio de Reais!
— Como você conseguiu isso?
— Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada. Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha, levei-o à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.
O gerente levou um susto e perguntou:
— Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?
— Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de absorvente para a esposa, e eu disse a ele:
“Me parece um final de semana perdido, por que o senhor não vai pescar?”
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente,vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez Mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Extraído do livro “O amor que acende a lua de Rubem Alves”
Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe.
Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações.
Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas.
Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana.
Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu.
Só que ela estava muito mal.
Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.
Os dias passaram. A menininha piorava.
O médico disse aos pais:
— “Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças”.
Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros.
Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.
— “Eu quero cantar pra ela”, ele dizia.
A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito.
Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insitiu:
— “Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!”
Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:
— “Você é o meu sol, o meu único sol.
— Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro…”
Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.
— “Você não sabe, querida, quanto eu te amo. — Por favor, não leve o meu sol embora…”
Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave.
— “Continue, querido!”, pediu Karen, emocionada.
— “Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços…”
O bebê começou a relaxar.
— “Cante mais um pouco, Michael.”
A enfermeira começou a chorar.
— Você é o meu sol, o meu único sol. — Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro… — Por favor, não leve omeu sol embora…
No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.
O Woman’s Day Magazine chamou essa história de “O milagre da canção de um irmão”. Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do amor de Deus.
NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA. O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.
Faço parte da vida daqueles que tem amigos, pois ter amigos é ser Feliz.
Faço parte da vida daqueles que vivem cercados por pessoas como você,pois viver assim é ser Feliz!
Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva, por isso chamado presente.
Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do Amor, que acreditam que para uma história bonita não há ponto final.
Eu sou casada sabia?
Sou casada com o Tempo. Ah! O meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas. Ele reconstrói corações, ele cura machucados, ele vence a Tristeza…
Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: A Amizade, a Sabedoria, e o Amor.
A Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol. A Amizade une pessoas, pretende nunca ferir, sempre consolar.
A do meio é a Sabedoria, culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao Pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!
O caçula é o Amor. Ah! como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar… Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo! Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!
Uma pessoa muito importante me ensinou uma coisa: Tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final.
Por isso, acredite sempre na minha família. Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor.
Aí, com certeza um dia, eu, a Felicidade, baterei à sua porta !!! Tenha Tempo para os Sonhos: eles conduzem sua carruagem para as Estrelas.
Meu coração e minha língua fizeram um trato: quando meu coração estiver enfurecido, minha língua guardará silêncio.
As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às idéias. Por isso é impossível dominar nossas palavras se não somos senhores de nossos sentimentos; e estes sentimentos irão se acalmando segundo a força de nossas idéias.
A um coração que não se domina, responderão palavras violentas e ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais.
Por conseguinte, me calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser.
Se em geral o coração não costuma ser bom conselheiro, menos o será quando não estiver em paz e não se sentir senhor de si mesmo.
Texto de Edmund W. Boyle – tradução de Sergio Barros
Passei boa parte de minha vida profissional viajando, como vendedor. E sei que não há nada mais solitário do que um bando de viajantes fazendo suas refeições nos restaurantes dos hotéis.
Certa vez, quando chegava de viagem, minha filha de cinco anos colocou um presente em minhas mãos. O papel que o embrulhava estava todo amassado e preso por metros de fita adesiva.
Lhe dei um beijo e um grande abraço – do tipo que todos os pais dão – e comecei a desembrulhar meu presente. Deu para perceber que o conteúdo era suave então abri com muito cuidado para não causar nenhum estrago. Com muita expectativa, Jeanine permaneceu ao meu lado, com os olhinhos castanhos bem abertos, esperando que eu completasse o processo e revelasse minha surpresa.
Um par de olhos pretos e brilhantes apareceram primeiro, depois um bico amarelo, uma gravata vermelha e pés alaranjados. Era um pingüim empalhado com aproximadamente 30 centímetros de altura.
Colado na sua asa direita havia uma minúscula placa de madeira, e uma frase pintada à mão “Eu te amo meu pai!”. Debaixo da frase um coração desenhado, também à mão.
Lágrimas encheram meus olhos.
Raramente passava muito tempo em casa e logo tive que sair para mais uma viagem de trabalho. Pela manhã, quando arrumava a bagagem, vi o pingüim sobre a cômoda. Naquela noite quando liguei para casa, Jeanine estava muito aborrecida porque o pingüim tinha desaparecido.
— Querida, ele está aqui comigo. Expliquei-lhe. Eu o trouxe para me acompanhar.
Depois daquele dia, ela sempre me ajudou a preparar a bagagem e me avisava que o pingüim estava junto de minhas meias e do kit de barbear. Muito tempo se passou desde então, e o pequeno pingüim viajou por muitos lugares. E fizemos muitos amigos ao longo do caminho.
Em Albuquerque, após o dia de trabalho, quando retornei ao hotel, encontrei a cama arrumadinha e o pingüim carinhosamente colocado sobre o travesseiro.
Em Boston, quando retornei ao meu quarto, alguém o assentou sobre um copo em cima do criado mudo, bem do lado da cama – nunca descobri quem foi e nem o propósito. Na manhã seguinte eu o deixei sentado em uma cadeira. À noite estava, outra vez, sentado no copo.
Certa vez, no aeroporto, um inspetor pediu friamente que eu abrisse minha bagagem. E ajeitadinho, por cima de tudo, estava meu pequeno amigo. Segurando-o no alto, o agente disse:
— Isto é a coisa mais valiosa que eu vi em todos os meus anos de trabalho. Agradeça a Deus que nós não cobramos imposto sobre amor.
Noutra noite, após dirigir por cento e tantos quilômetros, ao desfazer minha bagagem, eu descobri que faltava o meu pingüim.
Freneticamente, liguei para o hotel de onde tinha saído. O atendente meio incrédulo e cheio de gozação, riu e disse que nada parecido tinha lhe sido comunicado. Apesar de tudo, meia hora mais tarde, me ligou para dizer que meu pingüim tinha sido encontrado.
Era tarde da noite, mas não para isso. Sem pestanejar, voltei para meu carro e dirigi mais um par de horas para recuperar meu inseparável companheiro de viagem.
Jeanine hoje está na faculdade e eu já não viajo tanto quanto antes. O pingüim passa a maior parte do tempo sentado na cômoda de meu quarto, me lembrando sempre que o amor é o melhor companheiro de viagem.
por Jan Hunt, Psicóloga diretora do “The Natural Child Project”*
Recém-nascido
Nós dizemos: “Você pode chorar o quanto quiser, não vou pegá-lo novamente!”
Nós pensamos: “Isso é de cortar o coração, mas não pode ser que os especialistas estejam errados.”
A criança pensa: “Eles não me amam. Eles não se importam com meu sofrimento. Mamãe é perfeita, então deve haver algo errado comigo. Eu é que não mereço o amor de ninguém.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Mas o quê foi que você viu no João? Como você deixa ele tratá-la desse jeito? Você não sabe que merece mais do que isso?”
Bebê
Nós dizemos: “Não vai mais mamar no peito – você já está muito grande para isso!”
Nós pensamos: “Eu gostaria de continuar, mas não agüento mais as críticas dos parentes”
A criança pensa: “Acabo de perder a coisa mais importante da minha vida: aquele aconchego e o alimento com que eu me sentia melhor. Devo ter feito alguma coisa ruim. Devo ser uma pessoa horrível.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Porquê você bebe tanto?”
Aos 2 anos
Nós dizemos: “Você não pode mais dormir na nossa cama. Você não vai ficar sozinho. Veja, o ursinho fará companhia para você!”
Nós pensamos: “A vovó acha que não está certo você dormir na nossa cama. Eu não tenho certeza, mas é mais importante para nós agradá-la do que agradar você. De qualquer modo, o ursinho deixará você feliz.”
A criança pensa: “Não é justo! Eles se aconchegam com uma pessoa de verdade. Eles não me conhecem direito. Eles não se importam com meus sentimentos. Bom, pelo menos eles me deram esse ursinho.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Eu sei que você está chateada porque o João terminou com você, mas isso não é motivo para você se encher de dívidas com o cartão de crédito. Será que tudo isso que você compra vai fazer você se sentir melhor por ter sido abandonada? Quando foi que você se tornou tão materialista?”
Aos 4 anos
Nós dizemos: “Você já sabe que não devia bater em seu irmão! Vou lhe dar uma surra que jamais esquecerá!”
Nós pensamos: “Deve haver outro modo de resolver isso, mas era assim que meu pai fazia, então deve estar certo”
A criança pensa: “Eu estava tão bravo com meu irmão que bati nele. Meu pai ficou tão bravo de eu bater nele, que está batendo em mim. Acho que adulto pode bater, mas criança não. O quê eu posso fazer quando ficar bravo novamente? Bom, pelo menos vai chegar o dia em que eu também serei adulto”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Briga de bar? Uma pessoa adulta não agride os outros só porquê está brava! Com quem você aprendeu a apelar para a violência?”
Aos 6 anos
Nós dizemos: “Bom, hoje é um grande dia para você. Não tenha medo, apenas faça tudo o que a professora mandar.”
Nós pensamos: “Por favor não me faça ficar com vergonha de seu comportamento na escola!”
A criança pensa: “Mas estou com medo! Não estou preparada para passar tantas horas longe deles! Eles devem estar cansados de mim. Talvez se eu fizer tudo o que a professora mandar, eles gostem mais de mim e me deixem ficar em casa.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “O quê? Seus amigos a convenceram a experimentar drogas? Você não tem opinião própria?”
Aos 8 anos
Nós dizemos: “Sua professora disse que você não presta atenção às aulas. Como você vai aprender alguma coisa na vida?”
Nós pensamos: “Se meu filho não for nada na vida, vou me sentir um fracasso.”
A criança pensa: “Não estou interessado no que a professora está dizendo, mas acho que é ela quem sabe. As coisas que me interessam não devem ser importantes.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Você já está com 28 anos e ainda não sabe o quê quer fazer da vida? Você não se interessa por nada?”
Aos 10 anos
Nós dizemos: “Quebrou mais um prato? Ah, não faz mal, eu mesma lavo.”
Nós pensamos: “Eu sei que eu deveria ter mais paciência, mas pelo menos assim os pratos ficam limpos”
A criança pensa: “Puxa, como sou desastrada. É melhor eu nunca mais tentar ajudar.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Você quer o emprego mas não vai nem se candidatar? Você deveria ter mais fé em si mesma!”
Aos 12 anos
Nós dizemos: “Saia e vá brincar com seus amigos – você vai se divertir mais com eles do que passando o dia zanzando dentro de casa.”
Nós pensamos: “Eu sei que eu deveria passar mais tempo com você, mas tenho tanto o que fazer. Ainda bem que há tantas crianças aqui por perto.”
A criança pensa: “Gostaria de fazer alguma coisa com mamãe e papai, mas eles estão sempre muito ocupados. Acho que meus amigos gostam mais de mim do que eles.”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Você nunca liga para nós e não vem nos visitar. Você não se importa com nossos sentimentos?”
Aos 14 anos
Nós dizemos: “Por favor saia da sala, querido. Seu pai e eu temos que conversar uma coisa em particular. “
Nós pensamos: “Temos alguns segredos que preferimos que você não saiba.”
A criança pensa: “Eu realmente não faço parte dessa família”
Vinte anos depois, nós dizemos: “Você está preso? Por quê não nos disse que estava tendo problemas? Você não sabe que não existem segredos dentro de uma família? Nós nos esforçamos tanto. Onde será que nós erramos? “
Emmanuel, do livro “Momentos de Paz”, Francisco Cândito Xavier
Planta, por onde fores, Uma flor de bondade. Irradia a esperança Nas palavras de fé. Veste de paz e amor O ambiente em que estejas. Se algum mal aparece, Olvida e faze o bem. Suprime quanto possas Os problemas que encontres. Pelo Sol, Deus nos guarda No esplendor da alegria.