Categoria: Histórias (Page 96 of 111)

Sou Gostosa e Assumo

Allin Aleixo

Nem quando tinha 10 anos entrei em uma calça jeans 38. Nunca me senti feliz com os peitos reinando absolutos em uma blusa branca sem sutiã. Me sentia uma hipopótama prenha quando teimava em vestir um top minúsculo com a pança exposta à poluição.

Jamais deixei de ter pânico praiano no final da primavera. Mas, depois de muita terapia e chuchu refogado, decidi: sou muito mais gostosa do que essas esqueléticas posando de cabide maquiado na capa de revistas de moda. Porque, na vida real, gostosura não é ter 1,77 metros e 50 quilos, nem ter sido inflada com 300 mililitros de silicone, sugada com lipoescultura ou esticada com botox até na pupila. Ser Gostosa é decisão.

Decida que seus culotes, apesar de não serem a coisa mais fofa do mundo, são extermináveis. Faça um tratamento estético e acabe com eles. Decida dar um tapa na cabeça do seu namorado sempre que ele a chamar de gordinha, fofinha ou qualquer coisa terminada em inha que cause ira: você é a única pessoa que pode depreciar a si mesma, é bom que fique claro.

Decida reclamar menos do seu corpo e aproveitar mais todas as sensações que ele pode lhe proporcionar, se você parar de se torturar com cada estria que se instalar na banda direita da sua bunda.

Burrice é dar valor exagerado ao que é, na essência, detalhe. Tragédia é a fome na África, o assassinato dos bebês-foca, não a falta de elastina noseu glúteo direito. Decida chutar para a estratosfera os padrões de beleza: Os peitos da Gisele Bündchen são dela, não seus. A barriga tanquinho da professora de aeróbica na televisão é dela não sua. E, na real, se ser padrão fosse tão bacana assim, essa mulherada não viveria neurótica, bulímica, anoréxica, com disfunção renal, cerebral, hemorroidal… No fim, todas nós sofremos de prisão de ventre.

Decida que osso largo, retenção de líquido e gases não são desculpa para não ter a cintura da Jenifer Lopez – você tem outra estrutura, simples assim. Ou prefere se afogar num sorvete de Pistache no final de um dia estressante a encarar uma porção de gelatina e amargar um humor tão ruim quanto as desculpas do Rubinho em final de corrida? Não dá para ser leoa com pelagem de jaguatirica. Mas dá para ser uma leoa deslumbrante.

Decida que você, e o que existe melhor em você, não se resume à qualquer 2 ou 3 ou 10 quilos de banha que insistem em não sair do seu quadril. Quem acha o contrário deve ser posto sumariamente de quarentena na sua vida. E se for você que pensa assim? De duas, uma: Freud ou Jung. Não, três: pode ser Lacan, também.

Se você decidir que quer mais é ter a barriga sarada, a bunda dura, o peito empinado e a coxa marmórea, vá em frente. Malhe. Feche a boca. Gaste com cirurgia, mas não se engane pensando que depois disso sua felicidade será plena, porque alegria e auto-estima não vêm de brinde com a lipoaspiração. Lembre-se de que o embrulho de presente acaba sempre indo para o lixo.

Então, para descomplicar e desneurotizar minha existência, decidi que sou gostosa. Compro roupas que valorizam o que tenho de bom e não pago mico de me vestir feito um manequim de vitrine da Dior: O máximo que conseguiria seria parecer um espantalho fashion louco. Não me abalo mais com comentários testosteronentos e babões diante de corpos fenomenais: eles são visualmente dignos de urros de tesão, mas não dediquei minha vida a ter um daqueles.

Não passo três horas diárias na academia, não tenho personal trainer, não gasto as tardes no shopping passeando com meu cachorrinho e com minhas amigas loiras-saradas que parecem saídas de uma linha de produção de Barbies. Nunca vou ter um corpo daqueles porque isso não é minha prioridade.

O prazer que um jantar de risoto de pêra com gorgonzola e uma rubra taça de Merlot me proporcionam é muito maior que poder rebolar ferozmente a buzanfa-modelo num show da Tati Quebra-Barraco.

Hoje, sou gostosa e assumo. Mas continuo odiando qualquer mulher que fica linda de morrer num biquini. Eu decidi ser gostosa, mas não virei a Irmã Dulce. Ainda bem: decidi também que ser boazinha não combina comigo.

Sorria

Charlie Chaplin

Sorria. Mas não se esconda atrás deste sorriso. Mostre aquilo que você é. Sem medo.

Existem pessoas que sonham. Viva. Tente. Felicidade é o resultado dessa tentativa.

Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos. Deles depende a felicidade completa.

Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distância e sim, uma aproximação.

Aceite. A vida, as pessoas… Faça delas a sua razão de viver.

Entenda os que pensam diferentemente de você. Não os reprove.

Olhe à sua volta, quantos amigos… Você já tornou alguém feliz? Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?

Não corra… Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.

Sonhe, mas não transforme esse sonho em fuga.

Acredite! Espere! Sempre deve haver uma esperança. Sempre brilhará uma estrela.

Chore! Lute! Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.

Ouça… Escute o que as pessoas têm a lhe dizer. É importante.

Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo… Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.

Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente. Eu também vou tentar.

Sou feliz… Porque você existe!

Sono

Você dormiu bem essa noite? Teve insônia? Está sentindo apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores? A vida está monótona e sem perspectivas? Você está trabalhando apenas para sobreviver e não sabe o que fazer com seu tempo livre? São os sintomas típicos da “depressão”, não é mesmo?

Para esse quadro, um terapeuta espanhol vem receitando uma coisa simples mas que, às vezes, assusta: um amante!

E para quem sai da consulta escandalizado, o terapeuta explica:

“Amante é “aquilo que nos apaixona”, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes, encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na espiritualidade, na boa mesa, no estudo ou no prazer do passatempo predileto… Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz namorar a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”.

E o que é “ir levando”? É ter medo de viver, é vigiar a forma como os outros vivem, é tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com “ir levando”! Procure um amante, seja também um amante e um protagonista … da sua vida…”

Acredite: o trágico não é morrer, mas desistir de viver. Por isso, sem mais delongas, procure um amante! Para estar satisfeito, ativo, jovem e feliz, é preciso namorar a vida!

Soneto de Devoção

Vinícius de Morais

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez… – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Solte a panela

Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.

A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.

Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.

Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.

Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.

Na verdade, era o calor da tina…

Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.

O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.

Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.

Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.

Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.

O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.

Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.

Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.

Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.

Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.

Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.

Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.

Solte a panela!

Se Você Puder

Chico Xavier, no livro “Respostas da Vida”

Se você puder, hoje ainda:

Esqueça contratempos e mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida;

Dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;

Faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;

Escreva, ainda que seja um simples bilhete, transmitindo esperança e tranqüilidade, em favor de alguém;

Melhore os seus conhecimentos no setor de trabalho a que esteja empregando o seu tempo;

Estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;

Procure esquecer – mas esquecer mesmo – tudo o que seja motivo de tristeza ou aborrecimento;

Leia alguma página edificante e escute musica que pacifique o coração;

Dedique alguns minutos à meditação e à prece;

Pratique, pelo menos, uma boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente a você mesmo.

Será que você sabe

Oi! Você sabe???…
Você sabe qual é o exato valor…
…de um sorriso amigo num momento de tristeza?
…de um simples olhar prá quem entende?
. de uma flor pequenina quando o romantismo invade?
. do nascer do sol e de sua beleza?
. da luz da lua longe da cidade?
. do poder da prece quando o desespero se estende?
Você sabe qual é o exato valor…
… de um abraço que aperta?
… de uma lágrima de saudade?
… da atenção de um carinho?
… do dizer a verdade?
… do viver a emoção?
… da sincera amizade?
… de uma palavra simples na hora certa?
Isso alguém consegue definir???
Pois então não fale nada, apenas sinta tudo isso…
Sinta essa vida linda, sempre sorrindo…
Viva com esse compromisso…
Viva sentindo… sentindo de uma forma apaixonada…
Afastando todo e qualquer escudo…
Pois da sensibilidade não dá prá se fugir…

Sentar-se à janela do avião

Alexandre Garcia

Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme.

Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.

Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia..

Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.

As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.

No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal.

O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.

Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido.

As poltronas do corredor agora eram exigência . Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.

Por um desses maravilhosos ‘acasos’ do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível..

O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque.

Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.

E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.

Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer…

Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista..

Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu relacionamento, do meu trabalho e convívio pessoal?

Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida.

A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.

Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.

Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e ‘ganhar tempo’, pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.

Afinal, “a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos”.

Seja otimista

As grandes realizações do nosso século, aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível…

— Nas navegações encontramos um Colombo determinado a seguir viagems pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terriveis.

— Santos dumont foi taxado de louco tantas vezes que nem ligava mais para os comentários até fazer subir o seu 14 bis…

— Einstein foi ridicularizado na Alemanha…

— Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série…

— “essa idéia de alcançar a lua é impossível” (citado por um cientista em 1926)…

— “qualquer pessoa que viajar a uma velocidade de 45km/h irá se sufocar” (prognóstico feito em 1840)…

— “Não existe nenhuma combinação possivel que possa formar uma máquina com a qual os homens possam voar” (1901, poucos anos antes do 1º avião decolar)…

…Acredite, sonhos podem se tornar realidade!

Seis histórias

1. Um dia, os homens de uma aldeia decidiram orar para que chovesse. No dia da oração todas as pessoas se reuniram, mas apenas um menino veio com um guarda-chuva.

Isso é FÉ.

2. Quando você lança um bebê no ar e ele ri, é porque ele sabe que você o pegará novamente.

Isso é CONFIANÇA

3. Todas as noites vamos dormir sem a garantia de que estaremos vivos na manhã seguinte, no entanto, colocamos o despertador para acordar.

Isso é ESPERANÇA

4. Podemos fazer grandes planos para amanhã, mesmo que nós não conheçamos o futuro em tudo.

Isso é SEGURANÇA

5. Nós vemos o sofrimento no mundo e, apesar disso, nos casamos ??e temos filhos.

Isso é AMOR

6. Havia um homem velho com o seguinte escrito em sua camiseta: “Eu não tenho 70 anos, eu tenho 16 com 54 anos de experiência.”

Isso é ATITUDE

Viva a sua vida com fé, confiança, esperança, segurança, amor e atitude !!!

« Older posts Newer posts »

© 2026 Contando Histórias

Theme by Anders NorenUp ↑