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Caminhos da Liberdade

Quando cortas uma flor para ti, começas a perdê-la, porque murchará em tuas mãos e não se fará semente para outras primaveras.

Quando aprisionas um passarinho para ti, começas a perdê-lo, porque não mais cantará no bosque para ti nem criará outros passarinhos em seu ninho.

Quando guardas teu dinheiro começas a perdê-lo, porque o dinheiro não vale por si, mas pelo o que com ele se pode fazer.

Quando não arriscas tua liberdade para tê-la, começas a perdê-la, porque a liberdade que tens se comprova quando te atiras optando e decidindo.

Quando não deixas partir o teu filho para a vida, começas a perdê-lo, porque nunca o verás voltar para ti livre e maduro.

Não existe preço para a liberdade, mas uma belíssima recompensa para quem a utiliza com despreendimento de alma — ter para sempre, junto à si a fidelidade daqueles que livres dos grilhões, se comprazem em serem seus eternos admiradores!

Quem ama liberta com a certeza da volta espontânea ao aconchego. Aprende no caminho da vida a padadoxal lição da experiência: sempre ganhas o que deixas e perdes o que reténs.

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Caminhos

Conceição

Percorremos muitos
E longos caminhos
Caminhos de possibilidades,
De conquistas, de fragilidade…

Sempre buscamos
O inexplicável, o incompreendido…
Muitos desses caminhos
Nos levam ao mundo dos sonhos
Dos devaneios, do inesquecível.

Precisamos percorrê-los
E vivê-los com intensidade
O que vamos encontrar?
Não importa
O que importa é que
Caminhemos sempre

A cada caminho
Vivemos e crescemos
Sonhamos e acreditamos
Sofremos e aprendemos

Nos tornamos fortes, capazes
Dignos e merecedores.
Nos tornamos verdadeiramente
Especiais.

Bom dia. boa tarde, boa noite!

Cumprimente as pessoas.

Isso se chama amizade!

Deseje a cada um o melhor.

Isso se chama sinceridade!

Programe o seu dia, a sua semana.

Isso se chama ação!

Acredite que tudo dará certo.

Isso se chama fé!

Faça tudo com alegria.

Isso se chama entusiasmo!

Dê o melhor de si.

Isso se chama perfeição!

Ajude a quem precisa.

Isso se chama doação!

Compreenda que nem todos são como você.

Isso se chama tolerância!

Receba as bençãos com gratidão.

Isso se chama humildade!

Essa é uma fórmula infalível que vai ajudar a sua semana a ser mais feliz.

Bom coração

No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha.

Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Entretanto, quando soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, encheu-se de pena e deu-lhe o óleo que queria. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido: ? Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação.

Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado. Mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando Maudgalyayana ? o discípulo do Buda ? chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: ‘Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia’, e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse: ? Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama.

— Por que não? — Perguntou o discípulo de Buda.

— Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício.

Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecido como Luz da Lâmpada.

Em tudo, o nosso sentimento é o que importa. A intenção, boa ou má, influencia diretamente nossa vida no futuro. Qualquer ação, por mais simples que seja, se feita com coração, produz benefícios na vida das pessoas.

Benditas sejam as mãos

Alencar Medeiros, texto do livro “A felicidade está em suas mãos”

Benditas sejam as mãos
Que tecem os fios da vida…

Mãos que oram e pedem;
Mãos que oferecem guarida;
Mãos que aproximam
E mãos que agradecem;
Mãos que a dor aliviam
E mãos que curam feridas;
Mãos que aplaudem
E mãos que acariciam;
Mãos que escrevem sábios dizeres
E mãos que pintam poesia;
Mãos que tocam as cordas
Sensíveis do coração;
Mãos que trabalham e suam,
Mãos que plantam o trigo,
Mãos que fazem o pão…

Benditas sejam, ó mãos, que regem
A grande orquestra da Vida!

Belos Pensamentos

“Chegará o dia em que, depois de utilizar o espaço, os ventos, as marés e a gravidade, o homem vai implorar a Deus para utilizar a energia do amor.

E nesse dia, pela segunda vez na história do mundo, teremos descoberto o fogo..”

Teilhard de Chardin

“Os obstáculos são aquelas coisas terríveis que você vê quando desvia os olhos do seu objetivo…”

Henry Ford

“As rugas deviam indicar apenas onde os sorrisos estiveram…”

Mark Twain

“Aquilo que você é, fala tão alto que não posso ouvir o que você está dizendo…”

Ralph Waldo Emerson

“Experiência não é o que acontece a um homem. É o que o homem faz com aquilo que lhe acontece…”

Aldous Huxley

“Eu sou apenas um, mas sou alguém.
Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.
Tenho o dever de fazer tudo o que posso e, com a ajuda de Deus serei capaz…

Everett Hale

“Estou agradecido.
Primeiro, porque nunca fui roubado antes.
Segundo, porque, apesar de terem levado minha carteira, eles não me tiraram a vida.
Terceiro, porque, apesar de terem me levado tudo, não perdi muita coisa.
E quarto, porque fui roubado e não fui eu que roubei…”

Matthew Henry

“Se a sua visão for para um ano, plante trigo.
Se a sua visão for para dez anos, plante árvores.
Se a sua visão for para a vida inteira, plante pessoas…”

Antigo Provérbio Chinês

“Ele desenhou um círculo e impediu a minha entrada.
Um herege, um rebelde, uma criatura desprezível.
Mas o amor e eu tivemos habilidade para triunfar: desenhamos um círculo e o convidamos para entrar…”

Edwin Markban

“O amor tem um ornamento em suas vestes, tão longo que se arrasta pelo chão. Varre estradas, ruas e veredas, porque ele pode e deve, trabalhar com perfeição…”

Madre Teresa

“Nenhum sucesso na vida, como ser presidente de uma nação, ser rico, freqüentar a faculdade, escrever um livro ou qualquer outra coisa, é capaz de sobrepujar o sucesso do homem que tem a sensação de dever cumprido, e cujos filhos e netos se levantam e o chamam de abençoado…”

Theodore Roosevelt, 1917.

Colaboração de Maria J. N. Silva

Balanço de vida

Como anda você? Está sempre on-line, conectado às redes sociais, sabendo de quase tudo a respeito do que fazem seus amigos e os amigos dos seus amigos? Sempre em dia com as fofocas, em tempo real?

Você é daqueles que não pode ficar desconectado em momento algum, pois teme perder a notícia mais recente?

Você tem centenas e centenas de amigos virtuais e se vangloria disso?

Entre esses, é possível que se encontrem pessoas que jamais viu, nem tem bem clara a ideia de onde vivem, o que verdadeiramente apreciam.

Também, com certeza, amigos de muito tempo.

Responda agora: há quanto tempo vocês não se encontram pessoalmente?

Entretanto, o contato pessoal é muito importante, pois nada substitui o calor de um abraço, um olhar profundo de olhos nos olhos.

Assim, não deixe escapar a chance de sentir o calor de um aperto de mão, a agradável sensação de ouvir o coração do amigo batendo apressado, ante a emoção do reencontro.

Aproveite esses momentos, promova-os e viva-os em totalidade.

E, quando sair de casa, aproveite para observar o seu entorno. Deixe o aparelho eletrônico no bolso ou na bolsa.

Você está habituado a receber diariamente, via virtual, dezenas de imagens espetaculares, de lugares paradisíacos e com elas se extasia.

No entanto, você deixa de apreciar o jardim da sua casa, os canteiros da rua por onde transita.

Percebeu que uma rosa amarela desabrochou e derrama pétalas coloridas, atapetando o chão?

Notou que o vento da noite arrancou as folhas dos arbustos e preparou um delicado ninho de fofura sobre a grama?

Deu-se conta de que a árvore balança seus ramos, em saudação a você, que passa?

Sentiu como a ramagem exala delicado e característico perfume, em resposta ao fustigar da chuva da madrugada?

Se você está com amigos, desligue o celular, esqueça o Ipad, fique off-line.

E conecte-se, fique on-line com quem está com você. Olhos nos olhos, converse, ouça.

Já se disse que a voz humana é o mais excelente instrumento musical que existe sobre a Terra. Sirva-se dele como quem dedilha as cordas ou acaricia um teclado.

Ouça e grave, na acústica da alma, a voz dos seus amigos, cada qual com seu timbre particular.

Ouça o que dizem. Eles poderão narrar detalhes da viagem fantástica, que realizaram há pouco e você compartilhará do seu entusiasmo.

Ou, quem sabe, lhes ouvirá o relato das dores que os abraçam e lhes poderá enxugar algumas lágrimas.

Um dia, quando a solidão o envolver, você poderá fechar os olhos, acionar as lembranças e ouvir o cristalino som do riso ou o balbuciar de um soluço.

Isso é viver, conviver.

Pense nisso. Analise. E ponha em prática, hoje ainda. Telefone. (Não mande um torpedo nem digite uma mensagem). Telefone e combine uma saída com seus amigos, com seus primos, sobrinhos.

Delicie-se com os sorrisos, com a companhia. Depois, repita isso várias outras vezes, plenificando-se de felicidades, sentindo a irresistível vontade de reprisar as mesmas e salutares emoções, que alimentam a alma e alegram as horas.

Colaboração: Lúcia Maria Malta

A voz do silêncio

Por Letícia Thompson

O silêncio na hora certa vale ouro. Ele pode falar mais que mil palavras, dar mil conselhos e evitar uma situação constrangedora.

Temos o hábito de falar demais e nos esquecemos que não há retorno para o que foi dito.

Muitas vezes quando não falamos acabamos dizendo muito.

Quando há atrito entre duas ou mais pessoas e elas não conseguem se conter, acabam por dizer coisas que, de maneira refletida, não diriam.

Uma discussão é como uma fogueira e as palavras são o vento que aviva a brasa; quanto mais se fala, mais a brasa arde; quanto mais as pessoas dizem nessa situação, menos refletem e acabam por alterar a voz, de maneira que no fim das contas o que se ouve são gritos.

Quantas e quantas pessoas não estragam uma relação só porque não souberam a hora certa de falar e a de calar!

Quantos desentendimentos porque, querendo se comunicar, acabaram simplesmente cortando a comunicação com palavras vazias e irrefletidas!

Quando falamos rápido demais, corremos o risco de dizer o que não diríamos se tivéssemos pensado duas vezes.

Magoamos assim as pessoas e nos magoamos.

O arrependimento que vem em seguida não apaga as palavras, não corrige os erros e deveria nos servir de lição… o que nem sempre acontece!

Poderíamos aprender a contar até 10 ou mesmo 100 antes de responder bruscamente a algo que nos afetou.

A resposta não será certamente a mesma depois de passado um tempo.

Mas para as pessoas que não conseguem se conter numa discussão, o melhor é o afastamento temporário.

É muito melhor pensar sem falar que falar sem pensar.

Uma boa noite de sono pode ser excelente para acalmar.

Costuma-se dizer que a noite dá conselhos. Penso que, sobretudo, ela nos dá a oportunidade de, sozinhos, colocar em ordem nossa cabeça.

Pensar duas vezes antes de falar, sim.

Mesmo três ou dez se necessário.

Ficar em silêncio quando a melhor resposta é o silêncio é dar ao outro a chance de pensar um pouco sobre a situação.

Em muitas brigas onde as palavras correm como as águas do rio, freqüentemente chegam a discussão coisas que nem deveriam estar lá. Vai-se desenterrando o passado com palavras e lembranças e isso ao invés de ajudar o presente, só piora.

Às vezes a melhor resposta é o silêncio, desde que não seja prolongado o bastante para cortar a comunicação.

Ficar dias sem falar com uma pessoa só porque esta está em desacordo com nossa opinião é imaturo.

Uma noite é e deve ser o suficiente para que duas pessoas possam se olhar de frente e conversar como adultos.

Isso faz parte da maturidade.

Pessoas maduras chegam na hora certa e partem na hora certa nos encontros marcados da vida.

Dizem o que deve ser dito e ouvem caladas.

Pensam seriamente no que o outro diz sem ficar obstinadas com as próprias idéias.

Elas se comunicam, dão e recebem.

Crescem em sabedoria e contribuem para que o mundo seja um lugar mais agradável de se estar.

A vida que pediu a Deus

Martha Medeiros

Se fosse feita uma enquete nas ruas com a pergunta “você tem a vida que pediu a Deus?”, a maioria responderia com um sonoro quá- quá-quá. Lógico que alguém desempregado, doente ou que tenha sido vítima de uma tragédia pessoal não estará muito entusiasmado. Mas mesmo os que teriam motivos para estar – aqueles que possuem emprego, saúde e alguma relação afetiva, que é considerada a tríade da felicidade – também não têm achado muita graça na vida.

O mundo é habitado por pessoas frustradas com o próprio trabalho, pessoas que não estão satisfeitas com o relacionamento que construíram, pessoas saudosas de velhos amores, pessoas que gostariam de estar morando em outro lugar, pessoas que se julgam injustiçadas pelo destino, pessoas que não agüentam mais viver com o dinheiro contado, pessoas que gostariam de ter uma vida social mais agitada, pessoas que prefeririam ter um corpo mais em forma, enfim, os exemplos se amontoam.

Se formos espiar pelo buraco da fechadura de cada um, descobriremos que estão todos relativamente bem, mas poderiam estar melhor.

Por que não estão? Ora, a culpa é do governo, do Papa, da sociedade, do capitalismo, da mídia, do inferno zodiacal, dos carboidratos, dos hormônios e demais bodes expiatórios dos nossos infernizantes dilemas. A culpa é de tudo e de todos, menos nossa.

Um amigo meu, psiquiatra, costuma dizer uma frase atordoante. Ele acredita que todas as pessoas possuem a vida que desejam. Podem até não estar satisfeitas, mas vivem exatamente do jeito que acham que devem. Ninguém as força a nada, nem o governo, nem o Papa, nem a mídia. A gente tem a vida que pediu, sim. Se ela não está boa, quem nos impede de buscar outras opções?

Quase subo pelas paredes quando entro neste papo com ele porque respeito muito as fraquezas humanas. Sei como é difícil interromper uma trajetória de anos e arriscar-se no desconhecido. Reconheço os diversos fatores – família, amigos, opinião alheia – que nos conduzem ao acomodamento.

Por outro lado, sei que este meu amigo está certo. Somos os roteiristas da nossa própria história, podemos dar o final que quisermos para nossas cenas. Mas temos que querer de verdade. Querer pra valer. É este o esforço que nos falta.

A mulher que diz que adoraria se separar mas não o faz por causa dos filhos, no fundo não quer se separar. O homem que diz que adoraria ganhar a vida em outra atividade, mas já não é jovem para experimentar, no fundo não quer tentar mais nada.

É lá no fundo que estão as razões verdadeiras que levam as pessoas a mudarem ou a manterem as coisas como estão. É lá no fundo que os desejos e as necessidades se confrontam. Em vez de nos queixarmos, ganharíamos mais se nadássemos até lá embaixo para trazer a verdade à tona. E então deixar de sofrer.

Colaboração de Wilma Santiago

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