Autor: Rubens (Page 53 of 113)

Mulheres Maduras

Maurício Cintrão

O tempo passa e as mulheres maduras continuam me encantando.

Aliás, o encantamento é cada vez maior.

Essa coisa de menininha bonitinha é para quem tem energia demais para desperdiçar.

Prefiro o manejo racional de recursos.

Mais do que isso, já estou na fase de pensar na preservação das minhas espécies em extinção.

Não sou a Mata Atlântica, e já não tenho aquela lenha toda.

Depois de uma certa idade, a gente deixa de lado o interesse superficial.

Beleza continua sendo fundamental. Mas precisa ter aquele olhar da experiência, da loba.

Precisa ter conteúdo.

E isso só o tempo traz. É por essas e por outras que sou mais a Ana Maria Braga do que a Daniella Cicarelli.

Eu sei, eu sei. Muitos dos meus amigos vão dizer que só falo isso porque estou longe das duas.

Porque, se pudesse escolher, eu preferiria a VJ modeladinha à apresentadora global.

Pois eu reafirmo a escolha.

Na emergência, é a categoria de quem já fez que conta.

Com o charme característico de quem já viveu do bom e do ruim. É uma escolha que não tem a ver apenas com a idade.

Tem a ver com a maneira de enxergar o mundo.

Prefiro a mulher deslumbrante à deslumbrada.

Aquela que define o parceiro pelo faro e não pelo marketing. Por exemplo, que prefira a mim e não ao Leonardo Di Caprio.

E eu tenho a certeza de que não estou sozinho nessa maneira de pensar.

Veja o Gianechinni, por exemplo. Com tanta gatinha dando em cima, ele preferiu a Gaby. Belíssima escolha, aliás.

Menino ajuizado e de bom gosto.

Porque, nesses casos, não é preciso perder tempo explicando nada.

A gente vai lá e ama o amor sem legenda, sem tecla SAP, sem dicionário.

O importante não é a roupa da moda, mas o beijo de entrega. Não interessam as bobaginhas de butique, mas a maneira de abraçar.

Um olhar vale mais do que mil conversas.

Uma conversa vale por uma noite de amor. É difícil de explicar essas sutilezas para a molecadinha.

Imaginem este dinossauro tentando dizer para a gatinha turbinada que é preciso criar um clima, ter luz difusa e muito beijo demorado.

Não funciona, nem fazendo desenhinho. É uma questão hormonal.

Você que é mais jovem, vai entender disso no futuro.

Mulher interessante tem que ter mais de 30, sem limite de idade para continuar em forma. É aquela tiazona de quem você ri agora. É riso histérico de novato diante de uma grande verdade da natureza.

Maurício Cintrão é jornalista e cronista

Mulheres fenomenais

Thomas Wheeler, alto executivo de uma multinacional americana, viajava com sua mulher por uma estrada interestadual quando notou que o carro estava com pouca gasolina.

Ele parou num posto muito simples, com apenas uma bomba de combustível. Pediu ao único atendente que enchesse o tanque e verificasse o óleo enquanto ele dava uma volta para esticar as pernas.

Voltando ao carro, percebeu que o frentista e sua mulher estavam num papo animado. A conversa parou enquanto Wheeler pagava pela gasolina.

Mas, ao retornar ao carro, ele viu o rapaz acenar e dizer: “Foi ótimo falar com você!” Ao sair do posto o marido perguntou à mulher se ela conhecia o atendente.

Imediatamente ela admitiu que sim. Tinham freqüentado a mesma escola e ela o namorara por cerca de um ano.

“Puxa, você teve sorte de eu ter aparecido!” – Wheeler se vangloriou. “Se tivesse casado com ele, seria agora a esposa de um frentista de posto de gasolina em vez de ser esposa de um alto executivo!!…”

“Meu querido…” – respondeu a mulher -, “Se eu tivesse me casado com ele, ele seria o alto executivo e você, o frentista do posto de gasolina.”

Muitos anos sem ver sua obra de um segundo

Samoel Bianeck

Sempre a noite andava a caminhar pela longa extensão da praia, cumprindo as recomendações de meu médico. Entre outras figuras, lindas ou não; que encontrava, tinha uma em especial. Às vezes andava mais cedo outras mais tarde, e assim quase nunca encontrava “esta figura” na mesma situação. Era um senhor aparentando seus 70 anos que toda noite com a maré baixa iniciava a construção de um castelo de areia. No longo do trajeto eu passava por ele duas vezes cada noite e ele sempre estava lá. Olhava para mim e eu para ele e dizíamos um oi – por mais frio que fosse. Quando comecei a prestar atenção em sua obra, percebi que, todas as vezes seu castelo tinha um pequeno detalhe que diferenciava do da noite anterior. Notei que do seu lado também tinha três ou quatro baldes de tinta. Isto foi me deixando preocupado e comecei a variar de horário; as vezes passando mais tarde, para entender aquele senhor. Uma noite sentei-me na areia ao seu lado para conversar mas notei que ele estava tão absorvido com sua obra e assim não era de muita conversa.

Percebi que estava muito claro que ele era um senhor muito amável e deixava transparecer que tinha um sonho por realizar. Em conversa com outros caminhantes fiquei sabendo que ele fazia isto há muitos anos e quase todas as noites.

Certa noite, já no inicio da madrugada, fui andar para ver se ele estava lá ainda. Estava sim; e seu castelo desta noite já tinha tomado forma. Passei ao seu lado e ele me olhou com ar de meio estranho, por ter passado altas horas da noite e disse um oi meio angustiado. Deixou transparecer que ficou preocupado por me ver tarde da noite. Outra noite; passei ainda mais tarde, e nesta hora ele estava todo lambuzado de tinta, com duas ou três latas abertas enquanto cuidadosamente pintava seu castelo. Era uma obra de arte, digna de um Dalí, Van Gogh ou Monet.

Fui obrigado a ser teimoso comecei a perguntar porque ele fazia toda a noite aquela obra maravilhosa para ser tragada pela manhã quando uma onda alta vinha nada deixando de sua obra. Ele me olhou, e com ar de quem queria confiar-me um grande segredo, começou a falar.

Eu tive um sonho que um dia teria um quadro projetado em uma tela bem grande, de cinco metros por cinco – ainda que por pouco tempo, mas que sua imagem ficaria eternizada. Quero realizar este meu sonho que dizia que eu devia fazer um castelo todo colorido nesta praia e assim teria o sonho realizado.

Já faz muitos anos que faço estes castelos e até hoje não pude ver meu castelo em um grande painel. Era tarde da noite e me retirei para dormir. Após uns meses de tanto pensar naquele senhor e seus castelos resolvi um dia ir de manhã assistir já com sol, a onda tragando seu Castelo. Ao me aproximar notei que ele olhava atentamente para o castelo enquanto se formava uma onda alta e se aproximava para tragar seu castelo. Estremeci e fique sem voz ao ver o reflexo de seu castelo sendo projetado na onda que se aproximava. Pasmo; pela beleza de seu castelo sobre os contornos vivos da onda que tomava forma divina; não percebi que o senhor, outra vez, decepcionado juntou as latas e se retirou.

Outra manhã fui cedo pensando em mostrar a ele, que há muitos anos ele realizava seu sonho. Feliz cheguei a praia; e para minha surpresa ele e seu castelo não estavam lá.

Por longos anos procuro aquele senhor em todos os lugares para fazer seu castelo e ver, como em seu sonhos o grande quadro que há muitos anos são projetados em um dos mais lindo painéis da terra – e não encontrei.

Moral da estória: Muitas vezes precisamos deixar que outros vejam nossa obra para que possam mostrá-la para nós.

Muitos…

Paulo Roberto Gaefke

Muitos são os que sonham, mas poucos os que lutam por eles.

Muitos os que desejam mudanças, mas poucos estão empenhados em mudar.

Muitos os que querem os frutos, poucos disposto à plantar.

Muitos vão á escola, poucos aprendem realmente.

Muitos os que dizem te conhecer, poucos realmente te entendem.

Muitos sabem recriminar, poucos sabem incentivar.

Muitos reclamam, poucos agem.

Muitos se oferecem para o trabalho, poucos aparecem.

Muitos desejam, poucos trabalham.

Muitos são exigentes, poucos oferecem.

Muitos passam fome, poucos se fartam.

Muitos pedem, poucos dão.

Muitos reclamam, poucos lutam.

Muitos neste dia, perderão a oportunidade bendita de “renascer”, de transformar desapontamentos em experiências, crise em oportunidade, ódio em perdão, desamor em fraternidade, revolta em humildade, tristeza em esperança, morte em vida eterna.

Muitos vão ainda lamentar o passado, continuarão sonhando com o que não existiu e nem vai existir, poucos vão arregaçar as mangas e recomeçar.

Assim, a vida oferece muitos recursos, mas poucos os enxergam, na busca de facilidades que não existem na Natureza que trabalha sem cessar, no mundo que se modifica em átomos, células e DNA’s, para compor à cada minuto um novo tempo, para um novo ser, para que haja Luz e que você brilhe, além do tempo, além da própria morte, que será apenas passagem para a eternidade que nos aguarda.

Diante de você, o próprio tempo espera a sua decisão: renovar e seguir adiante, ou suspirar, lamentar e esperar a compaixão do mundo. Aproveite esse instante e siga em frente, renovando-se na força do Criador que lhe estende a mão, que lhe empurra para a vitória. Só depende de você.

Enviado por Renato J.G. Filho

Muito Além de uma Porta

Dr. Içami Tiba (Psicoterapeuta)

Se você encontrar uma porta à sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala.

Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se.

Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual a porta deve ser aberta.

A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.

A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobre-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas.

Ela privilegia quem descobre seus segredos, e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela sua frente.

É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.

Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.

Enviado por Renato J.G. Filho

Mude para melhor

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Colaboração: Lúcia Maria Malta

Morada no Céu

Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu.

O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi lhe mostrando as casas e moradias. Passaram por uma linda casa com belos jardins.

O homem perguntou:

— Quem mora aí?

O anjo respondeu:

— É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.

O homem ficou pensando:

“puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!”

Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.

— E aqui, quem mora? – perguntou o homem.

O anjo respondeu:

— Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.

O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la. Nisso o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:

— Esta é a sua casa!

O homem ficou indignado:

— Como é possível! Vocês sabem construir coisa muito melhor.

— Sabemos – responde o anjo – mas nós construímos apenas a casa. O material é você mesmo que seleciona e nos envia lá de baixo. Você só enviou isso!

Moral da história: cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade. Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.

Mineirinho Vendedor

Um mineirinho inteligente vindo da roça se candidatou a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade.

Na verdade era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado nessa loja.

O gerente perguntou ao rapaz:

— Você já trabalhou alguma vez na vida?

— Sim, eu fazia negócios na roça.

O gerente gostou do jeito simpático do mineiro e disse:

— Pode começar amanhã e no final da tarde venho verificar como você se saiu.

O dia foi longo e árduo para o rapaz. Às 17:30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:

— Quantas vendas você fez hoje?

— Uma!

— Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia.

De quanto foi a venda que você fez?

— Dois milhões e meio de Reais!

— Como você conseguiu isso?

— Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada. Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Eu sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o acompanhei até a seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha, levei-o à seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.

O gerente levou um susto e perguntou:

— Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?

— Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de absorvente para a esposa, e eu disse a ele:

“Me parece um final de semana perdido, por que o senhor não vai pescar?”

Colaboração de Maria Jacinta N. Silva

Milho de pipoca

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente.

As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente,vem o fogo.

O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.

Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez Mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.

Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Extraído do livro “O amor que acende a lua de Rubem Alves”

Milagre de vida

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe.

Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer. A gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações.

Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas.

Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana.

Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu.

Só que ela estava muito mal.

Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary.

Os dias passaram. A menininha piorava.

O médico disse aos pais:

— “Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças”.

Karen e seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros.

Enquanto isso, Michael todos os dias pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha.

— “Eu quero cantar pra ela”, ele dizia.

A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito.

Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali. Mas Karen insitiu:

— “Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!”

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:

— “Você é o meu sol, o meu único sol.

— Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro…”

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.

— “Você não sabe, querida, quanto eu te amo. — Por favor, não leve o meu sol embora…”

Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave.

— “Continue, querido!”, pediu Karen, emocionada.

— “Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços…”

O bebê começou a relaxar.

— “Cante mais um pouco, Michael.”

A enfermeira começou a chorar.

— Você é o meu sol, o meu único sol. — Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro… — Por favor, não leve omeu sol embora…

No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Woman’s Day Magazine chamou essa história de “O milagre da canção de um irmão”. Os médicos chamaram simplesmente de milagre. Karen chamou de milagre do amor de Deus.

NUNCA ABANDONE AQUELE QUE VOCÊ AMA. O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

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