Autor: Rubens (Page 91 of 112)

Acreditar e Agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.

Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.

O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.

Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.

O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.

Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.

Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.

Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

Então, o barqueiro disse ao viajante:

Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.

Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.

Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.

Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.

Fonte: www.momento.com.br

Equipe de Redação do Momento Espírita

Colaboração de Wilma Santiago

Acostume-se ao sim.

Lourival Lopes

A mente acostuma-se ao que se lhe dá.

Se você prefere dizer não quando pode dizer Sim e vê mais os defeitos do que os acertos, o lado Negativo cresce e dificulta-lhe aceitar as coisas como são.

Quando você diz sim, o seu mundo interior solta-se, alegra-se; Quando você diz não, ele se fecha e lhe causa problemas.

O sim alivia, o não aperta.

O sim que você costuma dizer à vida faz a vida Dizer sim a você. Então, se possível, evite dizer: Não gosto, não quero, não vou, não tenho.

Quando você se abre para a vida, Ela se abre para você!

A Coruja e a Águia

Conta uma fábula portuguesa que a coruja encontrou a águia, e disse-lhe:

— O águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!

A águia prometeu-lhe que não os comeria; foi voando e encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:

— O águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-nos todos!

Diz a águia:

— Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos entendi que não eram esses.

— Pois eram esses mesmos, disse a coruja.

— Pois então queixa-te de ti, que é que me enganaste com a tua cegueira.

Essa fábula é atribuída ao surgimento da expressão “mãe coruja “pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos, o coração de uma mãe é o lugar mais seguro do mundo e se precisar até sangra por um filho.

Existe um provérbio Iídiche (Israel) que diz: “Deus sabia que não poderia estar em todos os lugares, então criou as mães.”, o provérbio significa que o amor de Deus se manifesta através do amor materno e a dimensão que representa ser mãe é algo tão grandioso que nós como filhos só entendemos o dia em que nos tornamos pais.

Assim hoje quando olho para trás e vejo os erros que cometi posso também ouvir a voz da minha mãe me falando para não fazer ou então para fazer, se ao menos eu tivesse ouvido algumas de suas palavras poderia ter evitado muito dos erros que cometi, mas na época não queria escutar e não tinha a consciência do poder que tinham essas palavras sobre a minha vida.

O lado bom de tudo isso é saber que os erros também são necessários para o nosso crescimento e que muitas vezes a voz da minha mãe se calou, pois sabia que o silêncio também é necessário, pois sabia que muitas vezes é errando que se aprende a acertar, que é chorando que se aprende a sorrir, que é perdendo que se aprende a vencer, que é caindo que se aprende a levantar.

A voz suave da minha mãe que me ninava com suas canções que vinham do coração, a voz firme da minha mãe que brigava comigo porque queria me ver na linha e no caminho certo, a voz carinhosa da minha mãe me dando os melhores conselhos que alguém já me deu, o silêncio de quando ela não estava por perto e tudo que eu mais queria era ouvir novamente a sua voz.

Mãe foi com você que eu aprendi a viver e amar e tudo que eu tenho de melhor em mim é graças a sua dedicação, carinho e amor, mãe obrigado por ter sido o que você sempre foi para mim, uma mãe(não existe outra palavra no universo para descrever), obrigado por me fazer sorrir e chorar, por me fazer crescer e me encontrar.

Sabe qual é a coisa que pode ser uma das mais tristes do mundo?

Uma mãe chorando pelo destino de seus filhos.

E uma das mais belas?

A imensa gratidão que habita o coração de um filho pelo amor de sua mãe.

Por toda a minha vida a sua voz e as suas palavras vão fazer eco na minha consciência e calaram fundo para sempre na minha alma e em todo meu coração.

E quando meus dias na terra acabarem e o meu último pensamento passar pela minha cabeça será em você que irei pensar mãe.

A coruja e a águia

Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe:

— Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos!

A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes.

Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:

— Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos!

Ao que respondeu-lhe a águia:

— Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses.

— Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja.

— Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.

A corrida que nunca acabou

Era uma vez um vilarejo muito sonolento. Para combater o tédio, seus moradores viviam inventando jogos e apostas.

Um dia inventaram uma corrida de invenções.

Os concorrentes deveriam fazer com que suas invenções corressem até o final de um campo e retornassem ao ponto de partida.

Apenas três invenções foram inscritas: Uma Flecha Mágica, uma Palavra Impensada e uma Oportunidade de Ouro.

Várias pessoas vieram ver a corrida. Uns apostavam na Flecha; outros, na Palavra; e, outros, na Oportunidade.

Quando a D. Loucura deu o tiro de largada, o arqueiro lançou sua Flecha Mágica, uma mulher pronunciou uma Palavra Impensada e um homem deixou sua Oportunidade de Ouro escapar.

As três saíram em disparada. Todos acompanhavam a corrida atentamente, porém, uma coisa engraçada aconteceu: quando chegaram ao final do campo, elas não pararam nem fizeram a curva para retornar. Antes, enveredaram por outros campos e continuaram correndo em linha reta, para longe. Muito longe.

Depois de umas 6 horas, quando alguns já até tinham desistido de esperar, o Dr. Entendimento, que casualmente ia passando por aí, ao saber da aposta, caiu na gargalhada e disse-lhes:

— Vocês estão aqui há 6 horas esperando? Como vocês são bobos! Vocês ainda não sabem que a Flecha lançada, a Palavra pronunciada e a Oportunidade escapada nunca mais voltam?

A Corrida dos Sapinhos

Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles. Começou a competição.

A multidão dizia: Não vão conseguir, não vão conseguir!

Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo.

E a multidão continuava a aclamar: Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir

E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo,sem esforços.

Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.

Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO.

Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir.

Seja surdo aos apelos negativos.

A Cor da Saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado. Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto, vinha quando queria, quando sentia saudades… E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.

Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas cobertas de neve.

Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados pelo sol. Era grande a felicidade quando eles estavam juntos. Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir…

A menina chorava e implorava:

— Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar.

— Eu também terei saudades…

— dizia o pássaro

— Mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas… senão você deixará de me amar.

E partiu…

A menina, sozinha, chorava. Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.

E assim fez. A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que ela encontrou. Quando o pássaro voltou, eles se abraçaram, ele contou histórias e adormeceu.

A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou.

Quando o pássaro acordou deu um grito de dor.

— Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora…

A menina não acreditou…achou que ele se acostumaria. Mas, não foi isso o que aconteceu. Caíram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste. Não era mais aquele o pássaro que ela tanto amava…

Até que ela não mais agüentou e abriu a porta da gaiola.

— Pode ir, pássaro – volte quando você quiser…

— Obrigado – disse o pássaro – irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Você sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de você.

Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor? Pense. deixar livre é uma forma singela de ver ter… Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

A confiança

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande!

As pessoas não estão aqui para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas!

Temos que nos bastar!

Nos bastar sempre e, quando procurarmos estar com alguém, fazer isso cientes de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem; nunca por PRECISAR DE ALGUÉM!

As pessoas não se precisam!

Elas se completam… não por serem metades, mas por serem pessoas inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida!

NUNCA SE ABANDONE!!!…”

A cobra e o vagalume

Era uma vez uma cobra que perseguia um vaga-lume que nada mais fazia do que simplesmente brilhar.

Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.

Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada.

No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:

— Posso fazer três perguntas?, disse o vaga-lume.

— Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar.

— Pertenço a sua cadeia alimentar?

— Não.

— Te fiz alguma coisa?

— Não.

— Então por que você quer me comer?

— PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCÊ BRILHAR…..

A Cidade dos Resmungos

Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam.

No verão, resmungavam que estava muito quente.

No inverno, que estava muito frio.

Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair.

Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer.

Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs.

Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas.

Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou :

— Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída.

Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos.

As pessoas riram que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz.

Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça da cidade.

Então segurando o cesto diante de si, gritou :

— Povo desta cidade ! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade !

A multidão se aglomerou ao seu redor.

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas.

Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.

Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda.

Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro.

Então ele disse :

— Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas.

Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema.

Depois de algum tempo a corda estava vazia.

Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto.

Cada pessoa havia escolhido os seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.

Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.

E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

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