Autor: Rubens (Page 111 of 112)

A filosofia do camelo

Uma mãe e um bebê camelo, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

— Por que os camelos têm corcovas?

— Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

— Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

— Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! – disse a mãe.

— Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

— Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! – respondeu a mãe com orgulho.

— Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história:

“Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!”

VOCÊ ESTÁ NO LUGAR CERTO?

A Essência do Resultado

Autor desconhecido

Uma pessoa não pode pegar todas as lindas conchas na praia. Uma pessoa só consegue pegar algumas, e elas são ainda mais belas se forem apenas algumas.

Faça o que tem que ser feito. Isso é o mais importante! Dê valor ao que é bem feito, mesmo que não seja o ideal.

As empresas que vencem hoje num mercado altamente competitivo não são necessariamente as melhores empresas, as perfeitas, as que não erram.

Vencem aquelas empresas que fazem o que tem que ser feito e valorizam cada tarefa como se fosse a mais importante de todas. Nada pode ser esquecido, principalmente que um todo se faz de partes, como aquelas algumas conchas da praia.

Administrar os problemas, ter foco, manter a disciplina e respirar o tempo todo envolvimento e comprometimento é sem sombra de dúvida a receita de um resultado positivo.

Enquanto um atirador fica 25 minutos com o arco mirando o alvo, o outro dispara 14 flechas e inevitavelmente uma delas atinge o alvo. Este é o princípio da essência do resultado!

M a r t h a
martha carrer cruz gabriel
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Adeus, tia

Walcyr Carrasco

Quando eu era menino e vivia no interior, era comum a figura da tia.

Solteirona, amadurecia na casa dos pais, sem filhos, só com sobrinhos.

Era a eterna tia. Em geral, nem sequer tinha profissão.

Ajeitava-se com trabalhos de costura, bordados, salgadinhos para festas, bolos de aniversário e balas de coco embrulhadas em papel de seda, fazendo cascata.

Convidada para todas as festas dos parentes, acabava na cozinha, dando uma ajuda. Sempre tinha uma história de amor no passado: um noivado longo que acabou alguns meses antes do casamento; alguém que morreu; um “safado” que queria fazer “bobagem” e desistiu porque “ela era séria”. Quantas vezes ouvi esses relatos na família!

Lembro-me de uma prima de segundo grau que só encontrava o namorado, do Paraná, em Dia de Finados, quando ele vinha ver o túmulo da mãe.

Marcavam encontro no cemitério. No quarto, minha mãe avisou:

— Eu acho que esse rapaz é casado! Se não, porque não dá o endereço?

Minha prima não foi e nunca mais viu o moço. Nem arrumou novo pretendente. Muitas famílias torciam para ter uma solteirona disposta a cuidar dos pais. Tinha a missão de viver com eles, ajudar na velhice. Quando os dois morriam, tornava-se um trambolho.

Os irmãos alegavam que não havia espaço para ela, que acabava jogada de um lugar para outro, sempre de mala na mão. Ou morando com um parente distante – em geral uma velha, de quem também cuidava.

Na vida paulistana, essa figura sumiu. Claro, muita mulher não se casa. Nem por isso vive o estereótipo da solteirona. Uma amiga minha teve vários relacionamentos. É uma linda mulher, mas chegou à faixa dos 40 sem se casar. Mora com os pais, a quem adora. Fez recentemente uma nova faculdade, tornou-se uma profissional respeitada. Há algum tempo, o fato de não ter se casado seria visto como um estigma. Hoje é até invejado por algumas amigas.

— Que sorte, você é independente!

Ela está muito feliz. E resolveu adotar uma criança.

— Vou ser vovô – contou o pai dela, feliz da vida.

Pois é. A antiga solteirona transformou-se em mulher independente.

Pode até cuidar dos pais, se a relação é boa. Mas não é vista como uma fracassada porque não arrumou marido.

Nem como um trambolho. Pelo contrário. Conheço uma senhora, médica, que por ser sozinha guarda a maior parte do que ganha, usa roupas de grife e é invejada pela irmã.

É ela quem ajuda a outra, em litígio com o ex-marido e com a vida profissional estacionada após um longo casamento. Essa figura tão comum na metrópole namorou, beijou, mas, como diz uma amiga, “não tem vocação para lavar cuecas”..

De fato, enquanto boa parte das casadas enfrenta a dupla jornada de trabalho, em casa e no emprego, as outras saem com as amigas, vão a shows e se dão ao luxo de deixar o apartamento desarrumado quando têm preguiça.

E a velhice? A maioria terá feito uma boa poupança, e poderá viver com conforto. Mesmo porque, hoje, lamentavelmente, filhos não são mais garantia de ter quem cuide da gente na velhice. Muitos pais idosos passam o tempo tentando arrumar a vida de filhos descabeçados.

A boa notícia é que essa nova mulher, sozinha mas não solitária, não está condenada a ser um estorvo para os parentes. Tem vida própria. Pode cuidar dos pais, mas por opção. E se dá ao luxo de namorar até pela Internet, sem viver eternamente buscando casamento por sentir a obrigação de ostentar uma aliança no dedo. A solteirona do passado viveu uma reciclagem.

Marido não é mais fundamental. Felicidade, sim. Graças a Deus!

Colaboração de Wilma Santiago

Acomodação

Um visitante chegou à casa de um velho lavrador. Em frente à porta da sua casa encontrava-se sentado um dos seus cães. Era evidente que o cão não estava contente, que algo o incomodava e o irritava, já que ladrava e se queixava sem parar. Depois de uns minutos vendo o evidente estado de incomodidade e dor que o animal exibia, o visitante perguntou ao lavrador o que poderia estar acontecendo ao pobre animal.

— Não se preocupe e nem lhe preste atenção? respondeu o lavrador. Esse cão está há vários anos na mesma.

— Mas … nunca o levou a um veterinário para ver o que pode estar acontecendo? perguntou o visitante.

— Oh, não! Eu sei o que é que o incomoda. O que acontece é que é um cão muito preguiçoso?.

— E o que tem isso que ver com as suas queixas?

— É que, justamente onde ele está encostado, encontra-se a ponta de um prego que sobressai do chão, que o pica e o incomoda cada vez que ele se senta, e é por isso que ladra e se queixa.

— Mas, então, porque ele não vai para outro lugar?

— Porque, com certeza, o prego o incomoda o suficiente para se queixar, mas não o suficiente para se mexer!?

Acho que o texto fala por si só … quantas pessoas nós conhecemos que fazem exatamente o mesmo que o cão do lavrador?

Autor desconhecido

A Caixinha

Há certo tempo atrás, um homem castigou sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.

O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.

Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse :

— Isto é pra você, paizinho !.

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a explodir quando viu que a caixa estava vazia.

Gritou, dizendo :

— Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa ?

A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse :

— Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para você, Papai.

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos daqueles que nos amam……

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Branca Folha de Papel

Autor desconhecido

A branca folha de papel falou assim, um dia:

— Pura fui criada e pura permanecerei para sempre. Prefiro ser queimada e convertida em brancas cinzas, a suportar que a negrura me toque, ou o sujo chegue junto a mim.

O tinteiro ouviu o que a folha de papel dizia, e riu-se em seu escuro coração; mas não ousou aproximar-se dela.

E o lápis de cor ouviu-a também e nunca se aproximou.

E a folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta para sempre…

Pura, casta, branca … e VAZIA!

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A Árvore Morta

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.

Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.

Então ele disse:

— Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.

Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:

— Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

(Autor desconhecido)

Colaboração: Wilma Santiago

A Arrogância

O diálogo abaixo é verídico e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram na maciota :

— Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.

Os canadenses responderam prontamente :

— Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.

O capitão americano irritou-se :

— Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.

Mas o canadense insistiu :

— Não. Mude o SEU curso atual.

A situação foi se agravando.

O capitão americano berrou ao microfone :

— ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTRÓIERES, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.

E o canadense respondeu :

— Aqui é um farol, câmbio !

Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos…

Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo…

Colaboração: Renato Antunes Oliveira

A Água da Paz

Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E ele sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:

— Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.

O médium Chico Xavier, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à Dona Maria João de Deus o fracasso da busca.

Ela sorriu e informou:

— Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.

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